Bom dia Pedro Correia Faz muito bem em ir recordando estas e outras coisas, este é um entre as centenas de exemplos, à esquerda e direita, recheados de descarada ausência de vergonha na cara, que nos azucrinam os ouvidos, e desgraçam a vida dos cidadãos comuns. Há décadas e décadas. António Cabral
Esta, para mim, foi das mais imperdoáveis. Com a chancela do mais alto magistrado da nação. Economista, ainda por cima. Incapaz de distinguir a “boa moeda” da “má moeda”.
Sabe que até certo ponto consigo compreender estas declarações? Note-se que o BdP e a CMVM autorizaram um aumento de capital muito estranho, e todos, desde o governo à oposição, juraram pela saúde do nosso sistema bancário. Não sabiam? É possível no caso de polícia que foi o BES, com ramificações em tudo o que é offshore e uma teia de firmas fantasma desde Miami a Zurique, passando por Caracas. Sabiam e tentaram evitar pânico, tentaram evitar outra Grécia, numa altura em que a Grécia estava a arder, e nós a seguir na lista? Se eu soubesse a verdade, e soubesse as consequências de dizer a verdade nessa altura, tê-la-ia dito? Olhe que não sei.
Pois aí é que bate o ponto da resposta que lhe dei num outro post ! Provavelmente teria custado menos , nunca saberemos , mas o que temos de relevar é que toda a “gente” sabia e ninguém se descoseu pelo menos até os figurões todos terem colocado o seu ao fresco.
Eu coloquei o meu pouco ao fresco porque, pelo menos para mim, era óbvio que o BES ia a pique. É por isso que hoje não sou cliente do Novo Banco. Começou logo com o facto do BES “não precisar” de ajuda. Depois espremeu a PT até esta se esvaír em dividendos. Depois houve uma briga bastante publicitada entre Salgado e Ricciardi. Depois houve outra com Pedro Queiroz Pereira, que alegadamente terá entregue ao BdP um dossier com as tramóias do BES e desfez as participações cruzadas entre BES e Semapa, possivelmente para escapar ao mesmo fado da PT. E na altura o BES estava a dar juros altíssimos. Eu ao tempo lia muitos jornais económicos (era uma crise) e havia sinais por todo o lado. Quanto ao último e fatídico AC, quando li que o BES e o Crédit Agricole (os 2 maiores accionistas) não iam entrar, aconselhei toda a gente que anda nessas andanças a não se meter. E cheguei a ter problemas familiares, pois quem sou eu para contradizer o PR, o PM, o BdP, a CMVM, e mesmo o líder da oposição? Sem duvida que as palavras de confiança dessas Instituições criaram muitos lesados do BES.
Às vezes até me esqueço de que algumas dessas figuras são economistas. Mas também lhe digo, a credibilidade dos economistas, para mim, é assim um nadinha acima dos advogados. Sabe aquela anedota; Um economista é um tipo que amanhã te vai explicar porque razão hoje não aconteceu o que previu ontem?
Essa é muito boa. Eu dantes punha-os no mesmo saco que os meteorologistas. Agora já não: os meteorologistas acertam muito mais nas previsões.
Quando se tratava de fornecer pretexto a Sampaio para correr com o Executivo de Santana Lopes, que tinha maioria no Parlamento, Cavaco não se importou de invocar a “má moeda”. Com Salgado, meteu essa teoria na gaveta. E aconteceu o que sabemos.
Devido a estas declarações meti, à última da hora, mais dinheiro em Acções do Banco Espírito Santo. Fiquei sem esse e sem o que já lá tinha metido anteriormente.
Não sou advogado do Cavaco, mas pensar que ele se atravessava pelos Espirito Santo, sabendo o que se passava, é no minímo primitivo. Convém pôr as coisas na perspectiva correcta: o que ditou a resolução do BES, foi o buraco de 3,5 mil milhões que o Ricardo Salgado abriu sem dizer nada a ninguém na última semana em que esteve na liderança do BES. Para que é que esse dinheiro serviu, não sei, mas há quem diga que serviu para pagar a credores que ajudaram a familia Espirito Santo a recuperar o património perdido em 1975. De facto, há dividas que têm mesmo de ser pagas, or else… O resto, é bater no céguinho.
Bom dia Pedro Correia
Faz muito bem em ir recordando estas e outras coisas, este é um entre as centenas de exemplos, à esquerda e direita, recheados de descarada ausência de vergonha na cara, que nos azucrinam os ouvidos, e desgraçam a vida dos cidadãos comuns. Há décadas e décadas.
António Cabral
Esta, para mim, foi das mais imperdoáveis. Com a chancela do mais alto magistrado da nação. Economista, ainda por cima.
Incapaz de distinguir a “boa moeda” da “má moeda”.
Nunca se enganar e raramente ter dúvidas.
Viu-se.
Sabe que até certo ponto consigo compreender estas declarações?
Note-se que o BdP e a CMVM autorizaram um aumento de capital muito estranho, e todos, desde o governo à oposição, juraram pela saúde do nosso sistema bancário.
Não sabiam? É possível no caso de polícia que foi o BES, com ramificações em tudo o que é offshore e uma teia de firmas fantasma desde Miami a Zurique, passando por Caracas.
Sabiam e tentaram evitar pânico, tentaram evitar outra Grécia, numa altura em que a Grécia estava a arder, e nós a seguir na lista?
Se eu soubesse a verdade, e soubesse as consequências de dizer a verdade nessa altura, tê-la-ia dito? Olhe que não sei.
Pois aí é que bate o ponto da resposta que lhe dei num outro post !
Provavelmente teria custado menos , nunca saberemos , mas o que temos de relevar é que toda a “gente” sabia e ninguém se descoseu pelo menos até os figurões todos terem colocado o seu ao fresco.
WW
Eu coloquei o meu pouco ao fresco porque, pelo menos para mim, era óbvio que o BES ia a pique. É por isso que hoje não sou cliente do Novo Banco.
Começou logo com o facto do BES “não precisar” de ajuda. Depois espremeu a PT até esta se esvaír em dividendos. Depois houve uma briga bastante publicitada entre Salgado e Ricciardi. Depois houve outra com Pedro Queiroz Pereira, que alegadamente terá entregue ao BdP um dossier com as tramóias do BES e desfez as participações cruzadas entre BES e Semapa, possivelmente para escapar ao mesmo fado da PT. E na altura o BES estava a dar juros altíssimos. Eu ao tempo lia muitos jornais económicos (era uma crise) e havia sinais por todo o lado.
Quanto ao último e fatídico AC, quando li que o BES e o Crédit Agricole (os 2 maiores accionistas) não iam entrar, aconselhei toda a gente que anda nessas andanças a não se meter. E cheguei a ter problemas familiares, pois quem sou eu para contradizer o PR, o PM, o BdP, a CMVM, e mesmo o líder da oposição? Sem duvida que as palavras de confiança dessas Instituições criaram muitos lesados do BES.
Cavaco, até por ser economista, tem especiais responsabilidades nesta matéria.
Às vezes até me esqueço de que algumas dessas figuras são economistas. Mas também lhe digo, a credibilidade dos economistas, para mim, é assim um nadinha acima dos advogados.
Sabe aquela anedota; Um economista é um tipo que amanhã te vai explicar porque razão hoje não aconteceu o que previu ontem?
Essa é muito boa. Eu dantes punha-os no mesmo saco que os meteorologistas. Agora já não: os meteorologistas acertam muito mais nas previsões.
Quando se tratava de fornecer pretexto a Sampaio para correr com o Executivo de Santana Lopes, que tinha maioria no Parlamento, Cavaco não se importou de invocar a “má moeda”.
Com Salgado, meteu essa teoria na gaveta. E aconteceu o que sabemos.
Devido a estas declarações meti, à última da hora, mais dinheiro em Acções do Banco Espírito Santo. Fiquei sem esse e sem o que já lá tinha metido anteriormente.
Eu não meti lá nenhum (e outros milhões) e mesmo assim fiquei accionista á força.
WW
Todos nós.
Deu dinheiro ao Salgado, Tonto?
Fez jus ao apelido…
Não sou advogado do Cavaco, mas pensar que ele se atravessava pelos Espirito Santo, sabendo o que se passava, é no minímo primitivo. Convém pôr as coisas na perspectiva correcta: o que ditou a resolução do BES, foi o buraco de 3,5 mil milhões que o Ricardo Salgado abriu sem dizer nada a ninguém na última semana em que esteve na liderança do BES. Para que é que esse dinheiro serviu, não sei, mas há quem diga que serviu para pagar a credores que ajudaram a familia Espirito Santo a recuperar o património perdido em 1975. De facto, há dividas que têm mesmo de ser pagas, or else…
O resto, é bater no céguinho.
O aval de Cavaco foi música para os ouvidos de Salgado. E um pesadelo para todos quantos se tornaram lesados do BES.