VITAL MOREIRA
Diário de Notícias, 23 de Novembro de 2013
«A primeira coisa que importa dizer sobre o livro de José Sócrates A Confiança no Mundo: Sobre a Tortura em Democracia é que se trata de uma aposta inteiramente bem sucedida. Estamos perante um trabalho universitário sólido, bem investigado, bem concebido, bem argumentado, bem escrito. (…) Tem seguramente assegurado um lugar de relevo na literatura sobre o tema. Merece-o.»

![moreira[1].jpg moreira[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2016/19994307_zFZF3.jpeg)
Caro Pedro:
Quem é o verdadeiro autor do livro?
Sabe?
Dizem-me que é um fervoroso sportinguista, razão pela qual daqui lhe manifesto o meu apreço leonino.
Eu não sou, mas também sou um fervoroso sportinguista.
Eu também sou um sportinguista fervoroso, João. Mas não tenho a menor confiança no mundo. Nem no imundo.
Once a sabujo, always a sabujo.
Será que Vital Moreira, também ajudou a escrever os livros? Tanto elogio dá para desconfiar!
Na academia do elogio mútuo, alguns têm cadeirão vitalício assegurado.
“Tem seguramente assegurado um lugar de relevo na literatura sobre o tema. Merece-o.”
Prosa digna de Inimigo Público. Ou de Gato Fedorento.
Amici miei è un film italiano del 1975 diretto da Mario Monicelli.
Corre muito, por cá.
Tudo muito amigo.
Do peito.
Até ao virar, da casaca.
Uma verdade inconveniente.
Ora – é tudo carnaval.
Rapaziadas….
Estão todos muito longe de adivinhar. Quem escreveu o livro fui eu. É por isso que não assino.
Isso deve-se em exclusivo à sua incontornável timidez.
Não é por timidez. É que vou escrever-lhe outro e vou receber boa maquia.
Cem palhaços?
O conselheiro Acácio “cumprimentando” o robusto talento do Dâmaso…
O eterno Portugal dos pequenitos…
Como dizia o outro, nem só de pão vive o homem. Um pouco de manteiga também faz falta.
Pão e manteiga? Acho que no caso, a coisa seria mais blinis com foie gras … bem vê, Pedro, há todo um outro “patamar de nível”, há a Sorbonne, há o Seizieme, há Paris, enfim …
escargots aux champignons… oh là lá!
Como é que este Senhor, um dia, foi considerado um dos mais distintos intelectuais da Esquerda… ou de esquerda… ou à esquerda?!
João de Brito
Ao pé de Sócrates, o brilho de qualquer outro intelectual empalidece.