
ALBERTO JOÃO JARDIM
Jornal da Madeira, 24 de Dezembro de 2011
«Resta saber se Portugal, com a independência nacional em parte bastante perdida, ainda é um Estado democrático de Direito.»

ALBERTO JOÃO JARDIM
Jornal da Madeira, 24 de Dezembro de 2011
«Resta saber se Portugal, com a independência nacional em parte bastante perdida, ainda é um Estado democrático de Direito.»
Mais que um Estado, Portugal é um estadio da democracia. Quanta a ser de Direito, depende do ramo a que cada um de nós se acha pendurado.
Estado de Direito. Suponho que já nem em estrito formalismo o podemos afirmar, quando o Poder entende que a alteração dos termos em que se redige a língua oficial pode ser imposta sem sequer respeitar a elementar hierarquia das normas que se ensina – pelo menos ensinava há não muitos anos – a um aluno de primeiro ano de Direito. Repare-se que não invoco aqui os méritos (como se os houvesse…) da coisa, apenas o desprezo do poder pelas regras que ele próprio definiu para a sua ordem jurídica.
Nem será substantivamente de Direito um Estado onde a legislação é, em aspectos cruciais no confronto Cidadão-Poder, por norma e por cá terrivelmemte desigual, como por exemplo – diria até O exemplo, por estes dias – a matéria fiscal, errática e submetida aos humores do poder de turno e do momento, absolutamente imprevisível a mais do que um Orçamento de Estado, se tanto, de distância. De uma legislatura, na melhor hipótese.
Direito – Justiça (que não sendo a mesma coisa é, devia ser, o objectivo daquele) – é também certeza, estabilidade, previsibilidade.
Vivemos tempos de simulacro sem vergonha, onde a única realidade é o saque ao nosso bolso.
Costa
AJJ, falava de cátedra.
Um verdadeiro bandarra!
Era um democratalão.
E o direito era mais – a eito.
Bem prega frei tomás…
Nunca foi, basta ver como os apoiantes do regime defendem a violação da Constituição que escreveram todos os dias.