JOSÉ ANTÓNIO SARAIVA
Sol, 30 de Junho de 2007
«Um destes dias, num elevador de Lisboa, fiquei cara-a-cara com uma adolescente que irresistivelmente me fez vir à memória a imagem da jovem negra da colecção de cromos: tinha as orelhas perfuradas em vários sítios por argolas, outras duas argolas no nariz, um furo entre o lábio inferior e o queixo, ‘ornamentado’ com uma pequena esfera prateada, e, quando abria a boca, deixava ver mais uma esfera cravada na língua.»

![pes_455729[1].jpg pes_455729[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2017/20050863_STYEe.jpeg)
Saraiva deve ter ficado com vontade de conferir da justeza de serem os felatios, com bolas na boca, inesquecíveis.
Isto é quase literatura.
De acordo. (De cordel)
Ó mano, mano – o gajo ficou de gatas…
gajas boas, mano.
Gajas boas – com piercings: é nos elevadores de Lisboa.
Gajas para saraiva ver.
E descrever
Se o gajo lhe visse as tatuagens descobertas no bem bom – então, então, é que se passava.
Dava-lhe uma sulipanta.
Todavia, suspeito que a rigidez da descrição, encubra um rancor lúbrico, libidinoso, “de são verdes não prestam”.
Ali houve promessa, professa, de castidade.
E continuo:
…” Posso imaginar quanta quinquilharia terá na partes baixas….”
Vocês levam tudo p’ró Mali