Palavra de deputado


imagenscomhistoria,

Na sequência do post que aqui escrevi ontem, sobre Nascimento Rodrigues, mão amiga fez-me chegar  a Resolução nº 21/ 2009 ( publicada no DR de 26 de Março )  da Assembleia da República sobre   "o regime de  presenças e  faltas ao Plenário"  em cujo nº7 se pode ler esta pérola preciosa:

 

“ A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por

isso de comprovativos adicionais. Quando for invocado

o motivo de doença, poderá, porém, ser exigido atestado

médico caso a situação se prolongue por mais de uma

semana."

 

São estes regimes de excepção que credibilizam a democracia e a actividade dos deputados. A bem da Nação

 

8 comentários em “Palavra de deputado”

  1. É só ver as faltas dos deputados da AR no respectivo site.

    Por exemplo, o poeta deu ene faltas a dias «por estar doente», e outras «por motivos de força maior».

    Isto sem falar nas faltas devidas «a trabalho político», o que, como é sabido, até cobre idas a Sevilha para ver um jogo de futebol do Futebol Clube do Porto, ou presenças em jantares do Boavista.

    E o Alegre, embora bem classificado, não é o recordista.

    Enfim, bons motivos para uma pessoa se abster nas eleições legislativas, sempre é menos um dinheirito a entrar nos cofres do partido em que se vota.

  2. Claro, mais uma medida de excepção em relação ao comum dos vituperados funcionários públicos.
    Edificante!
    E será que não perdem o vencimento relativo aos dias de ausência, como acontece àqueles?
    E será que o atestado é do médico assistente, fazendo fé na palavra deste ?
    Ou também lhes exigem – como àqueles – que o centro de saúde comprove o que o profissional que segue a doença declarou?
    É assim: o trabalhador de estado – esta última expressão já não é com maiúscula, não… -, possui um atestado de baixa por doença assinado por um cirurgião neurologista de renome (tipo João Lobo Antunes) ou um cirurg. cardiotorácico afamado (tipo Manuel Antunes) ou um insigne oftalmologista (tipo Joaquim Murta). Pois o centro de saúde – leia-se, filas de espera e ausências ao serviço -, é que tem de avaliar/homologar, na sua subida competência técnica, o parecer-prescrição de baixa emitido por qualquer um dos médicos que acabei de referir, como mero exemplo caricatural (mas verdadeiro).

    Se isto não é má-fé…
    … é o simplex puro e duro!
    Bem prega Frei Tomás…

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