Palavra de António Costa


Paulo Sousa,

Na passada sexta-feira, António Costa inquirido sobre o caos que se vive no SNS, quis sossegar os portugueses e garantiu que “parte dos problemas do SNS estará resolvida na segunda-feira”.

Mesmo perante as afirmações de Adalberto Campos Ferreira, o seu anterior ministro da Saúde, segundo o qual “o problema das urgências é estrutural”, António Costa, Primeiro-Ministro há sete anos, não vacila nas garantias e afirma que num fim-de-semana consegue ultrapassar a situação.

E hoje já temos mais notícias.

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29 comentários em “Palavra de António Costa”

  1. Ele disse parte dos problemas mas não especificou a fracção: 0,0001% dos problemas. Talvez vá hoje, em pessoa, entregar o frasquinho de tintura de iodo que falta num centro de saúde, amorosamente seguido pelas câmaras de televisão.

    Pelo sim, pelo não, já está a antecipar “aumentos históricos de pensões para o próximo ano” para ver se dilui um pouco as notícias.

  2. Em Santa Maria,hoje às urgências funcionaram normalmente. Acompanhei um familiar de manhã. Atendimento rápido e tudo calmo.

  3. Não vá por aí, aliás todos os que tentaram até agora perderam.
    Os dados que interessam estão “escondidos”, é como aquele livro do tempo de troika – “Torturem os números que eles confessam”

  4. Eu recebi um telefonema para me apresentar num hospital/clinica privado para fazer um TAC que estava à espera desde Agosto/2021 no hospital integrado no SNS
    Quer dizer que o hospital do SNS resolveu “encomendar” o TAC, por não ter condições para o executar ou é por eu estar muito tempo à espera?

  5. “Problema de fundo é estrutural, não é do Governo”
    Marcelo Rebelo de Sousa – Presidente da Republica.

    Defendo que todo o Governo incluindo obviamente o Presidente tenham o abaixamento de salário de pelo menos 50% uma vez que pelos vistos os problemas estruturais não fazem parte das suas competências.

      1. Soube-se que logo a seguir aos incêndios de Pedrógão Grande, ainda as brasas não tinham esfriado, já Costa encomendara um estudo para avaliar o impacto na sua popularidade. Isto soube-se ainda naquele mês. Fosse Costa um primeiro-ministro de direita e tal exemplo de cinismo teria sido a sua ruína política neste país. Mas como Costa se diz de esquerda, seguiu incólume.

  6. Quem sabe se o fecho das urgências de obstetrícia não é uma forma de controlar o índice de natalidade.
    É que se ninguém fizer nada, com a quantidade de grávidas que estão a ocorrer às urgências daqui a bocado já somos 20 milhões.

    1. Se é uma forma de controlar a natalidade, não sei. Começo a desconfiar é de que várias decisões tomadas na gestão do Covid foram uma forma de o governo poupar uns valentes milhões de euros na Segurança Social – em reformas.

    2. O PS já tem histórico nessas queixas. A realidade não se poupa às suas cabalas.
      Se não fosse tão faccioso, a pergunta que faria era como é que seria se tivéssemos os níveis de natalidade necessária.
      Nas creches passa-se algo idêntico. O país tem pouquíssimos bebés, e mesmo para esses poucos, não há vagas.

        1. Qual é a admiração?
          Então em 2021 os hospitais públicos não foram todos condicionados para os doentes covid? Até é para admirar terem feito 70% dos partos.
          Eu durante os dois anos da histeria covid não tive direito a consulta nenhuma de cardiologia.

    1. São casos do síndrome do cônjuge atraiçoado. Acredita-se por necessidade. É muito mais cómodo fingir que o que está à vista de todos, não está a acontecer.

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