18 comentários em “Pague-se”

  1. Claro que tem razão, João! Mas…….deputada pelo circulo de Lisboa, vivendo em Paris…… a culpa é nossa. Sendo a culpa nossa, teremos que ser nós a pagar as ajudas de custo, as idas e vindas ao lar e mais que fosse. Nós até gostamos disto ( pelo menos é o que parece). ” Lá vamos, cantando e rindo, levados, levados sim, pela voz……….da Assembleia da Republica “

  2. PS, de post scriptum (?) o outro é de fugir “Lá vamos, cantando e rindo, Levados, levados sim….”. Os nossos irmãos (?) Brasileiros diriam M’engana , qu’eu gosto”

  3. João, esta senhora foi democraticamente eleita, o problema aqui é aceitar candidatas que residam fora do país.
    Por exemplo, uma empresa privada que está estabelecida em Vila nova de Gaia e contrate uma pessoa que reside em Lisboa, vai pagar-lhe essa deslocação se for esse o entendimento entre ambos.
    Um deputado é contratado para trabalhar para todos nós em Lisboa e se vive em Paris, sugiro que seja o PS a pagar as viagens das deslocações, pois ela foi proposta por este partido.
    Eu não concordo com pagamentos dessas deslocações, ainda entendo dentro do próprio pais, mas não aceito fora, Portugal não é uma empresa privada. Ou é?
    Bolas, mas será que não temos gente competente que viva aqui?

  4. Do ponto de vista legal acredito na bondade e adequação do parecer agora emitido, e que tudo indica será seguido pelo Sr. Presidente da Assembleia da República, face ao quadro legal em vigor (que exige alterações…) – a lei não obriga a que o deputado resida em território português e o regimento da Assembleia da República não prevê a situação em apreço.
    A questão sempre se colocará de qualquer forma a um outro nível e tanto na esfera da sra. deputada como na do partido que representa: a prossecução do interesse público inerente às funções em apreço imporia que o PS “recomendasse” aos seus deputados um contacto mais próximo com a realidade portuguesa, e consequentemente a residência em Portugal; por outro lado, a aceitação do exercício de tais funções pela sra. deputada deveria ser facto suficiente para a alteração da sua residência para Portugal.

  5. Beati monoculi in terra caecorum…

    O estado de falência
    e de feliz deleitação
    revelam a indolência
    de tamanha aberração!

    O problema é evidente
    por muito que queiram esconder,
    neste regime decadente
    tão difícil de se entender.

  6. É claro que vamos ser nós a pagar, João. O que eu acho é que as regras deviam ser estabelecidas logo de início e acabar com estes insultos a quem vive de ordenados mínimos e outros que não sendo mínimos impossibilitam uma vida digna. De Paris a Lisboa em executiva não é um luxo, é um abuso. Caca de país, é o que é.

  7. Este é um sinal claro da degenerescência do regime político português – creio que normalmente estas barbaridades só sucedem em períodos de fim de regime.
    Entrámos em período de gótico flamejante.
    Havemos de chegar à Reforma.

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