Outros parasitas


cadernoelastico,

Já me tinha esquecido daquela história de 2008, quando se descobriu que a CML oferecia casas a torto e a direito. Querem saber o que fez um ex-director municipal perante a injustíssima denúncia? A resposta está aqui, e não é bonita. Amuado por ficar sem a casa de que ilegalmente se tinha apossado (e depois passado para o filho, que isto da vida são 3 dias, e pode não haver mais tempo para enganar o papalvo do contribuinte), destruiu grande parte do interior. Nem as maçanetas das portas escaparam.

10 comentários em “Outros parasitas”

  1. Os Portugueses queixam-se muito. De tudo e de nada. Da crise, da doutrina táctica de Jesus, do látex das luvas do Nilson, eu sei lá. Ultimamente, queixam-se também da falta de emprego. Ora nada mais injusto. Não há cidadão deste buraco cavado à beira do FMI que não esteja bem empregado. É verdade. Podemos não fazer mais nada. Podemos não ter salário, nem protecção social. Mas, no limite, estamos todos ocupados a fazer de organismos hospedeiros. E hospitaleiros também. Vamos resmungando entre dentes, mas quando nos bate à porta um parasita, é só sorrisos. Posso parasitar? Faxavor de estar à vontade! O amigo, qualquer coisinha, disponha… Um apartamentozinho? É para já! Suspeito até que a maior parte de nós acumula. Hospedai-vos e parasitai-vos uns aos outros parece ser o lema do Estalajadeiro que dirige a Hospedaria nacional. Ora, quando se aprofunda um tema, começa a dar-se mais atenção aos pormenores. Por exemplo, nisto da parasitagem, fica a saber-se que existem ectoparasitas (os que atacam a parte exterior do corpo do hospedeiro) e os endoparasitas (vivem no interior do corpo). Pois é. Da próxima vez que ouvirem o Ministro Seven Up a falar com os especuladores estrangeiros (“Vós mercados, podeis estar certos que a consolidação orçamental será “seguida sem hesitação”), já sabem que está a fazer um sermão aos ectoparasitas. Já o exemplo que a Ana Margarida Craveiro nos traz é o de um endoparasita: é cosa molto nostra. Mas sejamos rigorosos. Ousemos entrar no maravilhoso mundo da taxonomia. A um exemplar destes é preciso categorizá-lo (isto é, dar-lhe a categoria que lhe falta). Classificá-lo (é, manifestamente, um desclassificado). Colocá-lo numa gaveta da ciência biológica que lhe seja adequada (engavetá-lo, portanto). Tenho para mim que o espécime em causa pertence à família das térmitas. As térmitas são também conhecidas por formigas de colarinho branco. Se bem me lembro, são insectos que vivem em sociedade. Por vezes, as colónias têm um pequeno número de indivíduos. Outras vezes, organizam-se em redes sociais complexas com milhares de exemplares. Constituem uma praga de extraordinária importância económica nas regiões quentes e temperadas (no fundo, já sabíamos disto, não é?). Na busca por alimento, as térmitas podem provocar danos graves em diversos materiais e mesmo na estrutura de edifícios (cá está!). Uma subespécie particularmente nociva é a das térmitas subterrâneas. Pelo visto, têm uma resposta negativa marcada à luz (ah, a penumbra) e apreciam matéria em Estado de putrefacção (ai de nós). Na verdade, se sabemos tudo isto, queixamo-nos de quê?

  2. “O Correio da Manhã contactou o actual serviço de José Almeida Bastos, mas não obteve qualquer resposta.”

    O actual serviço???

  3. Esse Bastos teve de deixar a casa, e muito bem.
    E o outro Bastos? Sim, que aconteceu ao outro Bastos?
    Que se saiba, continua na casinha e a debitar semanalmente lições de moral ao povo…

  4. Na verdade estes Directores deviam de ter vergonha na cara de viver em casas, de rendas de baixo custo programadas para pessoas necessitadas.
    Isto é um autêntico nojo.

    (na realidade como é que eles podem ter vergonha na cara se eles não têm cara?)

  5. Como é possível? E… actual serviço? Espero que isto vá até às últimas consequências. Inacreditável!!

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