Outros motivos para amar Portugal (10)


Ana Vidal,

  

Francesinha do Porto

65 comentários em “Outros motivos para amar Portugal (10)”

  1. Hum…dieta. (ok ok é mentira)

    Ah ah ah Ana, desta não me apanhou, isto porque não gosto de Francesinha (faz de conta que resisti á tentação)
    óh pra eu toda inchada…;) até parece que pertenço ao grupo da RESISTÊNCIA DOS GULOSOS E COMILÕES.

    1. Confesso que também não sou grande fã, CR. Mas esta série é para todos os gostos, e é inegável que a francesinha já é uma instituição da gastronomia portuguesa.

      (o Xato não deve estar de acordo, aposto que vai aparecer aqui a falar no croque-monsieur…)

      1. Já estou de água na boca… Tens razão: os queijos quase mereciam uma série à parte. Quanto à francesinha, passo. Só indispensável a quem adora ‘chutos’ de colesterol. E foi ‘inventada’ há pouco mais de meio século, o que é insuficiente para fazer parte da nossa tradição gastronómica.

        1. Pão fresco tipo forma comprado na Ribeiro cortado em duas belas e fartas fatias, uma salsicha fresca cortada a meio horizontalmente e comprada no bolhão e idêntica tarefa para uma linguiça. Duas fatias de bacon. Tudo ligeiramente passado por uma frigideira com um pouco de azeite do Douro de baixa acidez. Na mesma frigideira um bom bife do lombo bem fatiado e mal passado. Toca a fritar um ovo, sff.

          As duas fatias de pão seguem para a torradeira com um pouco de manteiga fresca da leitaria da Quinta do Paço de forma a ficarem ligeiramente coradas em cima.

          Numa panela ao lume é favor colocar o molho ao qual se junta um bom fino Super Bock (enquanto patrocinar o FCP, caso contrário utilizar a cerveja oficial do clube à data), uma pitada de escocês, uma malagueta suave e para os mais exigentes meio cálice de Vinho do Porto.

          Depois de acamar os vários produtos entre as fatias de pão, colocar queijo fatiado fácil de derreter e pumba, molho por cima com o ovo a cavalo.

          Colesterol? Ou melhor dito, colestrol??? Não sabemos o que é, ehehehehehehehehe.

          Bom apetite.

          1. Manteiga da Quinta do Paço? Salsicha fresca e linguiça compradas no Bulhonhe, carago? Com obo a cabalo? Manjar das fénixes e dos dragões!

          2. Eu não sou “dragon”, mas da Quinta do Paço gosto sobretudo dos eclairs, a especialidade da casa.
            Quanto ao sítio onde se come a melhor francesinha, cada pessoa tem uma opinião diferente, pelo que é melhor não se ir por aí. Em todo o caso, recomendo a do Poeta. Mas é prato que não convém comer mais do que uma vez por semana; e em Vila Real também as cozinham bem.

  2. Olha que “bando de Sulistas e elitistas”, eheheheh. Com que então não gostam de uma boa francesinha? Estou triste com o Delito, um dos meus blogues preferidos!!!

    Vamos lá ao tema:

    Para se gostar de uma francesinha é obrigatório provar a do Bufete Fase (Santa Catarina junto ao Externato Ribadouro) onde ela é superlativa. Depois podem sempre provar a do Capa Negra ou da Galiza (duas cervejarias perto da Praça da Galiza) mas nada comparável com a do Bufete Fase. Depois temos a da Regaleira, dizem que foi lá que nasceu, seja. Um pouco mais a norte, na Maia, temos a do Café Turista (mesmo em frente à Câmara).

    Ok, existem mais locais que servem boas francesinhas mas fico à espera que a da malta do Norte tome de assalto esta caixa de comentários para fazer justiça a este naco divinal da nossa orgulhosa gastronomia Portuense.

    Um abraço Ana e a todos os “delituosos” mas preparem-se para a invasão, nós, os bárbaros, estamos a caminho! Vou já fazer barulho para o facebook!!!

    1. Ai que bom Fernando, vêm aí os bárbaros? só por isso já valeu a pena não gostar de francesinhas…a que horas chegam?
      😉

  3. Na realidade faz uns meses que um amigo me levou ao “Café Onital”, na esquina da Rua Latino Coelho, frente ao CAT do Porto, para degustar uma, digo eu depois de provar, magnifica Francesinha (escusado será dizer que já lá voltei!).
    Enquanto a dita é preparada, quer os rissóis de carne, quer de leitão, são razão suficiente para acompanhar desde logo num fino. Por isso recomendo a visita a este espaço, onde entre Francesinhas se declama igualmente poesia.

    1. Molhanga , minha senhora?
      Isso é coisa que se chame a uma das melhores iguarias da nossa gastronomia?
      Se calhar nunca comeu uma mesmo em condições.
      Apareça por cá e experimente qualquer uma das que foram referenciadas. Se vier disposta a apreciar, primeiro estranha (talvez), mas depois entranha… e adora!
      Cumprimentos

      1. Podem chamar-me ímpia, moura, bárbara ou blasfema mas troco qualquer francesinha por uma sopa de cação, uns pezinhos de coentrada ou uma cataplana de amêijoas, já para não falar de uma bela sardinhada. Nada a fazer 🙂

    2. Molhanga ??????????
      Mas estamos a falar de quê?
      Por acaso estarei a próxima semana em Lisboa, mas em trabalho,não vou com o SuperDragões porque sou benfiquista e portanto sei que haveria molho pela certa 🙂
      Agora vejam lá se entendem uma coisa, a “molhanga” chama-se molho de francesinha e é o segredo desta iguaria. Os melhores locais para se degustar francesinhas distinguem-se precisamente, pelo molho…o resto? O resto são ingredientes.

      1. Não andará por aqui um ‘delito de opinião’? Lamento, mas não muito, mas não gosto mesmo daquela molhanga. Precisamente o que não gosto e sem aquilo temos uma sandocha reforçada. Nada a fazer.

        Afinal isto é uma guerra Norte-Sul?

  4. A polémica que por aqui vai… Meu caro Fernando Moreira de Sá: não aceitava nenhuma francesinha, nem sequer as do Galiza ou do Capa Negra (que conheço bem, e onde já ceei em noites inesquecíveis de campanhas eleitorais), em troca do excelente linguado grelhado com legumes que comi hoje no restaurante Restinga, na praia do Alvor. Gostos, meu caro…
    Para defender algo característico da gastronomia portuense sugiro antes que ergas a tua espada em defesa das tripas da Regaleira, dos rojões da Presuntaria Transmontana ou dos filetes de polvo do Aleixo.
    Um grande abraço.

    1. Ó Pedro, agora que isto estava a aquecer e já se tinha chamado os SD…

      Eu do Aleixo faço a defesa do Polvo e do Bife (mas contrariado que aquilo é um antro de benfiquistas, ehehehe). No resto, de acordo. E o DOP do Rui Paula? Por toda a sua ementa/carta terei mesmo de puxar de pistola pois a espada já está ferrugenta, eheheheh.

      Um forte abraço para ti e para toda a equipa do DO!

    1. Ó Fernando, a minha francesinha, ao pé da sua, é uma menina de coro… ainda lhe juntou batatas fritas e um ovo a cavalo! É uma francesinha mais mortífera do que a Carla Bruni, livra.
      🙂

  5. Bom… Vamos lá pôr ordem nisto.
    – Lição nº. 1
    O Porto é a única terra com cinco letras e cinco sílabas. Ora contem lá comigo:
    Por-to-ca-ra-go.
    Estamos entendidos?

  6. Acabei por ir ao Gambamar, comer uma Francesinha, sem ovo nem batatas que dessa forma não gosto, com um bife suculento lá no meio, depois de ter comido um creme aveludado de marisco e acompanhados por cerveja Superbok mesmo muito fresca. Já nem tive barriga para comer sobremesa alguma.
    É que esta conversa acabou por me dar uma fome do caraças.
    Fiquem bem!

  7. Agora sim, já com um computador an mão que isto de responder via telélé não é bem a mesma coisa.

    Caros Delituosos, a partir de agora já sabem, quem falar mal da Naçom arrisca uma tomada de assalto!

    Um forte abraço e confesso que não contava com tanto. Uma brincadeira já deu quase 50 comentários aqui somados aos dos outros blogues e uma batalha no facebook sobre qual o melhor sítio para se comer a dita. Eu já estou com fominha, ehehehehe!

  8. Minha nossa senhora! Isto mete tudo. Desde o macaco do SuperDragões até á Carla Bruni. Dizem que em Portugal o bom povo sereno só se exalta com politica ou bola. É falso!
    Tá visto que o que nos poê a todos “á bofetada” é mesmo um bom prato. Antes isso. 🙂

  9. a francesinha (sem ovo nem batata para mim, por favor) não é uma coisa assim tão fácil para paladares mais ignorantes. e também não é assim tão fácil de confeccionar para quem não tenha mão. na realidade, é cada vez mais difícil comer uma boa francesinha.
    aos locais já citados, alguns deles verdadeiramente bons, gostaria de juntar alguns em matosinhos: ‘mauritânia? (junto à câmara) e ‘marujo’ (roberto ivens). também os há em gaia, mas fico-me pelo café ‘mon ami’. no porto também gosto da do ‘alicantina’ do campo alegre, parecida com a do ‘convívio’ no bom sucesso (versões light, boas para comedores de pezinhos de coentrada, iniciados nas coisas bárbaras dos povos do norte).

    a respeito da molhanga, esta apreciação é perfeitamente compreensível, especialmente vinda de quem conhece as francesinhas via ‘cascata’ dos centros comerciais e, por outro lado, consegue enfardar bifes na ‘trindade’, que não têm molhanga nenhuma. enfim, coisas de devoradores de couratos (coiratos, na língua indígena).

    e sim, claro que é razão suficiente para uma guerra civil.

      1. … esqueci-me da carla bruni coberta de ‘molhanga’, imaginação possível apenas numa mente bem alimentada e sem medo do castrol ou de outra marca de óleo qualquer. 🙂

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