Outro grande filme de Nanni Moretti


Pedro Correia,

Excelente filme: O Sol do Futuro, de Nanni Moretti.

Misto de comédia, musical e sátira política. Emociona, faz sorrir e faz pensar.

Filme sobre os bastidores do cinema, sobre o sortilégio das palavras, sobre as ideologias que iludem os incautos.

Sobre a vida, afinal.

Cheio de momentos inesquecíveis, como estes que aqui trago. Já nostálgico, apesar de ter visto há escassas semanas esta obra-prima que me fez sair da sala de projecção a cantar em italiano – idioma que adoro.

Sentindo-me personagem de Moretti também.

18 comentários em “Outro grande filme de Nanni Moretti”

      1. « Nanni Moretti (Brunico, Itália, 19 de agosto de 1953) é um cineasta, ator e roteirista cinematográfico italiano. Cresceu em Roma e desde a adolescência». chama-se «Nome de nascimento: Giovanni Moretti».
        os pais fugiram das bombas colocadas nos caminhos de ferro quando o governo central tentou fechar as escolas para dispersar os falantes de Alemão. na tv ouvi-o falar dialeto romano.
        quer mais explicações?

  1. nasceu no Alto Adige, Südtirol austríaco antes da IGG. na Áustria verifiquei que muitos ainda falam Alemão e não se conformam com a anexação. estive em Bolzano

    1. antes da IGG

      !? Moretti nasceu em 1953.

      É bem sabido que a Áustria ainda hoje reclama o retorno da sua província do Tirol-Sul, que fai anexada pela Itália após a 1ª Guerra e na qual ainda hoje se fala (um dialeto) alemão.

      É um dos muitos casos de territórios anexados durante o século 20 na Europa, e que se encontram agora no país “errado”. Ainda muito recentemente Putin se referiu a territórios do oeste da Ucrânia que talvez devam regressar à Polónia, à Hungria e à Roménia, seus anteriores “donos”.

  2. Adorei também este filme, que reflecte também sobre o futuro incerto do cinema, tomado pelas produções bang bang, num tempo em que há cada vez menos gente capaz de estar quieta e aguentar duas horas a olhar para uma tela, mesmo que nela se faça magia.

    1. há cada vez menos gente capaz de estar quieta e aguentar duas horas a olhar para uma tela

      Eu só muito dificilmente sou capaz.

      O que era bom era o tempo em que os filmes tinham intervalo, para uma pessoa poder ir lá fora espairecer.

      90 minutos sentado numa mesma cadeira, é demais.

    2. Teresa, alguns queixam-se de não terem tempo para ver um filme de hora e meia ou duas horas. Os mesmos que passam horas sem fim agarrados às redes ditas sociais. Largando postas de pescada sobre o que sabem e sobretudo sobre o que ignoram em absoluto.
      Este filme traça também uma linha de fronteira entre a verdadeira socialização e a falsa – a das tais redes que usam o adjectivo “social” quando afinal são apenas montras do solipsismo mais exacerbado e do egoísmo sem freio.

  3. essa do “faz pensar” é que intriga.
    Nao, nao estou a dizer que o filme nao tem mais essa qualidade.
    Estou a dizer que toda a gente pensa, e portanto nao admite para si proprio que seja possivel adquirir sabedoria extra.
    Dita de outra maneira, se nao pensassemos o mundo estaria pior, dirao os otimistas, só os otimistas…pensantes.

      1. será como diz,
        mas se reparar bem, no caso deste leitor comentou a expressao, o ato (de pensar) e nada o filme.
        Ou seja o leitor deixou a sugestao para noutro post desenvolver essa coisa do “pensar”.
        Bom ano.

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