Dois posts muito lúcidos do Tomás Vasques, que espelham precisamente a minha opinião (e todas as dúvidas nela contidas), a propósito do encerramento do Centro de Saúde de Valença: aqui (1) e aqui (2).
16 comentários em “Outras leituras”
A Ana Margarida pelos vistos não sabe o que é o Cartão Europeu de Saúde.
Qualquer pessoa pode, mediante o seu cartão de saúde português, obter um Cartão Europeu de Saúde. Trata-se de um cartão, pensado para cidadãos portugueses que viajam a qualquer outro país da UE, e que permite ao cidadão português recorrer, numa urgência, gratuitamente, aos serviços de saúde do outro país – e o Estado português é que paga.
Ora bem, é exatamente isto que funciona para os habitantes de Valença. Eles passarão a, numa urgência, recorrer aos serviços de saúde galegos – e o Estado português pagará.
Portanto, não há nenhuma novidade, absolutamente. O que se está a fazer é totalmente racional, e é o mesmo que se fez com a maternidade de Elvas. É muito mais racional, em termos de custos, o Estado português fechar certos serviços de saúde em regiões fronteiriças e mandar a população recorrer aos serviços espanhóis – mas com o Estado português a pagar o serviço.
Os valençanos que não se queixem, porque provavelmente ficarão muito melhor servidos em Tui – os médicos espanhóis são invariavelmente muito mais gentis do que os portugueses, tal como a Teresa (salvo erro) já fez notar neste mesmo blogue.
Repito, trata-se de uma decisão perfeitamente racional do governo português, que ainda por cima não prejudica ninguém.
A Ana Margarida, não precisa que a defendam, porque saberá defender-se melhor que eu. Eu é que sou Português dos sete costados, oito, ou os costados que quiserem , sou Português! Custa-me muito, ver portugueses como eu, recorrerem a serviços espanhóis, vivendo em Portugal como eu! A ministra entendeu fechar um centro de saúde, que faz falta, os portugueses de Valença, entenderam recorrer aos serviços médicos espanhóis , com cartão europeu ou não, porque não é isso que está em causa, mas sim a atitude tomada pelo governo. Por este andar qualquer dia não temos cartão da Seg. Social portuguesa, temos cartão social europeu. Quem sabe se não pouparíamos na assistência médica em Portugal? Quem sabe se não é essa a intenção do governo português? Com tantos fechos de centros de saúde………estão-nos a tratar da saúde, provavelmente para terem uma população mais jovem no próximo censo que for feito!
Ó sr. Lavoura, como é que soube que os valençanos já correram a obter o Cartão Europeu de Saúde, de que fala? Já agora, diga-me uma coisa: quando é que responde à minha pergunta de há tempos sobre se a sua vocação para o disparate é de nascença ou adquirida com o treino diário?
Eçe inssulto têm fálta de orijinalidade. Já a qui, na “blogosfera “, foe fêto mutas vêses.
Com deixarmos morrer os mais idosos por já não fazerem falta a ninguém ? Será que as pessoas que pensam assim não são filhas de ninguém? É com isto que o senhor concorda? Se tem filhos espero, para seu bem, que eles não estejam de acordo consigo.
Sr. Zeparafuso Se está a dirigir-se a mim, informo-o que tenho 3 filhos, 7 netos e já não sei bem quantos bisnetos. É a pensar neles que concordo com o autor do “post” (é assim que se diz?).
Então sou eu que não entendo a sua forma de pensar!!!! Porque pelos vistos não sabe o que é viver fora de um grande centro. Sabe o que é, para marcar uma consulta num centro de saúde ir às 5 da manhã para a porta do centro, para chegar a altura de marcar consulta e dizerem-lhe que para aquele médico já não há. Sendo o médico, médico de família (desculpe a redundância). Sabe por acaso o que é fazer isso de inverno? Num sitio que por acaso não tinha iluminação nenhuma? Porque se isto se tivesse passado consigo, não seria da opinião de fechar centros de saúde, pelo contrário seria da opinião que se formassem mais médicos, abrissem mais centros e obrigassem os médicos a cumprir no interior parte dos seus estágios. Seria da opinião, que nos grandes centros e litoral abrissem menos consultórios privados. Seria da opinião que a saúde não é um negócio, mas sim uma vocação!!! Quer mais? Isto não é particularmente para si, é uma crítica geral, calhou a si por ser da opinião do comentário que inicia esta conversa. Quanto a ser post ” que se diz não escolheu a melhor pessoa para explicar!! Mas pode chamar-lhe o que quiser !!! O que interessa se é ” post “, postagem “, “comentário”, “discussão”, desde que seja para darmos uma opinião sobre um assunto sobre o que julgamos ter razão, ou para ajudarmos a abrir a “pestana” a quem julga ter razão?
As dificuldades que enumera conheço-as na pele. As minhas aspirações são as mesmas que as suas e de toda a gente. Diferimos é na opinião sobre as causas e soluções. As pessoas têm lojas ao pé da porta e no entanto vão aos supermercados a quilómetros de distância. Porquê? Porque há lá de tudo e de melhor qualidade. Quanto ao nome a dar a estas conversas, vou perguntar à minha bisneta mais nova quando ela vier ver-me.
Ainda bem que tem filhos, netos, bisnetos. Mesmo assim não consegue fazer com que eu concorde consigo. Dou-lhe mais um exemplo, pondo de lado Valença. Num sitio onde se trabalha 24 horas por dia e para que fique esclarecido, 24 horas no mar, em barcos de 20 ou 25 metros, pesca do cerco. Acidente no mar! Vai o salva-vidas em seu socorro, por muito perto que esteja a embarcação em apuros, o salva-vidas demora no mínimo , meia hora ou quarenta e cinco minutos desde a saída até ao regresso a terra para que o sinistrado possa ser socorrido nas urgências. Se não houver urgências nessa localidade, fazem o quê? Deixam morrer o sinistrado ou entra de serviço um Heli , dirá o Senhor. Digo eu: mais 30 ou 40 minutos de transporte até um hospital que tenha urgências, entretanto quanto tempo já passou? São situações como esta que o senhor está de acordo? Ou será quanto mais centros, quanto mais urgências, quanto mais vidas se puderem salvar, melhor viveremos? Foi uma situação destas que o Senhor sentiu? Alguém perto de si? O meu desacordo é que não estou a ver só Valença! Estou a ver um País! O meu! E o que quero para o meu País é que se salvem vidas!!!!
Aqui há tempo alguém fez circular na Internet um apelo para que exigíssemos ao Governo uma rede de hospitais estatais, “full equipped “, de modo a que ninguém no país estivesse a mais de 20 km dum deles. Aparentemente é uma coisa parecida que o senhor está a exigir. Estará de acordo comigo que é uma exigência insensata.
Não me entende ou não quer entender? Aquilo que eu digo é que acho que fechar centros de saúde e Urgências são erros. A historia que eu lhe contei da cidade que trabalha 24 horas por dia, também é verdadeira. Como, acredito seja verdade que o estado, se esteja borrifando para que os mais velhos morram, para terem no próximo censo uma média de idades mais baixa. Como cidadão, se alguma vez tiver um acidente fora do meu País, admito recorrer aos médicos do sítio onde estou. Agora vivendo em Portugal, recorrer sempre que me sentir mal e precisar de ser atendido com urgência, ter que ir para outro País? Cabe na cabeça de quem? De quem se convenceu que deixou de ser português e passou a ser europeu? Sempre soube que Portugal fazia parte da Europa, mas não quis deixar de ser Português. Digo não quis deixar de ser, porque me foi proposto ter outra nacionalidade e eu não aceitei, mesmo podendo melhorar a minha vida. Sectário? Não! Português! Mesmo não concordando com a forma como tenho sido governado, mesmo não concordando com o fecho de Centros de saúde e urgências, mesmo com tudo isso tenho orgulho em ser português! Se calhar é defeito de ter tirado a 4ª classe à noite. Ás vezes não entendo muito bem as pessoas. Leva-me a pensar que é defeito meu. Mas também posso garantir que não sou o único a pensar assim.
Entendo-o bem. Conheço a sua posição que, como diz, não é só sua nem original. Vou abandonar esta discussão, não por falta de consideração pelas suas ideias , mas porque já não tenho capacidade nem interesse combativo. Gosto de “amandar umas bocas” e mais nada. Os meus sinceros cumprimentos.
Desculpe a propenção “.Eu sei que é com um “s”. Tenho é a propenção para a asneira.
A Ana Margarida pelos vistos não sabe o que é o Cartão Europeu de Saúde.
Qualquer pessoa pode, mediante o seu cartão de saúde português, obter um Cartão Europeu de Saúde. Trata-se de um cartão, pensado para cidadãos portugueses que viajam a qualquer outro país da UE, e que permite ao cidadão português recorrer, numa urgência, gratuitamente, aos serviços de saúde do outro país – e o Estado português é que paga.
Ora bem, é exatamente isto que funciona para os habitantes de Valença. Eles passarão a, numa urgência, recorrer aos serviços de saúde galegos – e o Estado português pagará.
Portanto, não há nenhuma novidade, absolutamente. O que se está a fazer é totalmente racional, e é o mesmo que se fez com a maternidade de Elvas. É muito mais racional, em termos de custos, o Estado português fechar certos serviços de saúde em regiões fronteiriças e mandar a população recorrer aos serviços espanhóis – mas com o Estado português a pagar o serviço.
Os valençanos que não se queixem, porque provavelmente ficarão muito melhor servidos em Tui – os médicos espanhóis são invariavelmente muito mais gentis do que os portugueses, tal como a Teresa (salvo erro) já fez notar neste mesmo blogue.
Repito, trata-se de uma decisão perfeitamente racional do governo português, que ainda por cima não prejudica ninguém.
A Ana Margarida, não precisa que a defendam, porque saberá defender-se melhor que eu. Eu é que sou Português dos sete costados, oito, ou os costados que quiserem , sou Português! Custa-me muito, ver portugueses como eu, recorrerem a serviços espanhóis, vivendo em Portugal como eu! A ministra entendeu fechar um centro de saúde, que faz falta, os portugueses de Valença, entenderam recorrer aos serviços médicos espanhóis , com cartão europeu ou não, porque não é isso que está em causa, mas sim a atitude tomada pelo governo. Por este andar qualquer dia não temos cartão da Seg. Social portuguesa, temos cartão social europeu. Quem sabe se não pouparíamos na assistência médica em Portugal? Quem sabe se não é essa a intenção do governo português? Com tantos fechos de centros de saúde………estão-nos a tratar da saúde, provavelmente para terem uma população mais jovem no próximo censo que for feito!
Ó sr. Lavoura, como é que soube que os valençanos já correram a obter o Cartão Europeu de Saúde, de que fala?
Já agora, diga-me uma coisa: quando é que responde à minha pergunta de há tempos sobre se a sua vocação para o disparate é de nascença ou adquirida com o treino diário?
A “propenção para o disparate” do sr. Lavoura deve ser contagiosa, porque eu concordo inteiramente com ele.
“propenção”?
E que tal inscrever-se nas Novas Oportunidades?
Eçe inssulto têm fálta de orijinalidade. Já a qui, na “blogosfera “, foe fêto mutas vêses.
Com deixarmos morrer os mais idosos por já não fazerem falta a ninguém ? Será que as pessoas que pensam assim não são filhas de ninguém? É com isto que o senhor concorda? Se tem filhos espero, para seu bem, que eles não estejam de acordo consigo.
Sr. Zeparafuso
Se está a dirigir-se a mim, informo-o que tenho 3 filhos, 7 netos e já não sei bem quantos bisnetos. É a pensar neles que concordo com o autor do “post” (é assim que se diz?).
Então sou eu que não entendo a sua forma de pensar!!!! Porque pelos vistos não sabe o que é viver fora de um grande centro. Sabe o que é, para marcar uma consulta num centro de saúde ir às 5 da manhã para a porta do centro, para chegar a altura de marcar consulta e dizerem-lhe que para aquele médico já não há. Sendo o médico, médico de família (desculpe a redundância). Sabe por acaso o que é fazer isso de inverno? Num sitio que por acaso não tinha iluminação nenhuma? Porque se isto se tivesse passado consigo, não seria da opinião de fechar centros de saúde, pelo contrário seria da opinião que se formassem mais médicos, abrissem mais centros e obrigassem os médicos a cumprir no interior parte dos seus estágios. Seria da opinião, que nos grandes centros e litoral abrissem menos consultórios privados. Seria da opinião que a saúde não é um negócio, mas sim uma vocação!!! Quer mais? Isto não é particularmente para si, é uma crítica geral, calhou a si por ser da opinião do comentário que inicia esta conversa. Quanto a ser post ” que se diz não escolheu a melhor pessoa para explicar!! Mas pode chamar-lhe o que quiser !!! O que interessa se é ” post “, postagem “, “comentário”, “discussão”, desde que seja para darmos uma opinião sobre um assunto sobre o que julgamos ter razão, ou para ajudarmos a abrir a “pestana” a quem julga ter razão?
As dificuldades que enumera conheço-as na pele. As minhas aspirações são as mesmas que as suas e de toda a gente. Diferimos é na opinião sobre as causas e soluções.
As pessoas têm lojas ao pé da porta e no entanto vão aos supermercados a quilómetros de distância. Porquê? Porque há lá de tudo e de melhor qualidade.
Quanto ao nome a dar a estas conversas, vou perguntar à minha bisneta mais nova quando ela vier ver-me.
Ainda bem que tem filhos, netos, bisnetos. Mesmo assim não consegue fazer com que eu concorde consigo. Dou-lhe mais um exemplo, pondo de lado Valença. Num sitio onde se trabalha 24 horas por dia e para que fique esclarecido, 24 horas no mar, em barcos de 20 ou 25 metros, pesca do cerco. Acidente no mar! Vai o salva-vidas em seu socorro, por muito perto que esteja a embarcação em apuros, o salva-vidas demora no mínimo , meia hora ou quarenta e cinco minutos desde a saída até ao regresso a terra para que o sinistrado possa ser socorrido nas urgências. Se não houver urgências nessa localidade, fazem o quê? Deixam morrer o sinistrado ou entra de serviço um Heli , dirá o Senhor. Digo eu: mais 30 ou 40 minutos de transporte até um hospital que tenha urgências, entretanto quanto tempo já passou? São situações como esta que o senhor está de acordo? Ou será quanto mais centros, quanto mais urgências, quanto mais vidas se puderem salvar, melhor viveremos? Foi uma situação destas que o Senhor sentiu? Alguém perto de si? O meu desacordo é que não estou a ver só Valença! Estou a ver um País! O meu! E o que quero para o meu País é que se salvem vidas!!!!
Aqui há tempo alguém fez circular na Internet um apelo para que exigíssemos ao Governo uma rede de hospitais estatais, “full equipped “, de modo a que ninguém no país estivesse a mais de 20 km dum deles. Aparentemente é uma coisa parecida que o senhor está a exigir. Estará de acordo comigo que é uma exigência insensata.
Não me entende ou não quer entender? Aquilo que eu digo é que acho que fechar centros de saúde e Urgências são erros. A historia que eu lhe contei da cidade que trabalha 24 horas por dia, também é verdadeira. Como, acredito seja verdade que o estado, se esteja borrifando para que os mais velhos morram, para terem no próximo censo uma média de idades mais baixa. Como cidadão, se alguma vez tiver um acidente fora do meu País, admito recorrer aos médicos do sítio onde estou. Agora vivendo em Portugal, recorrer sempre que me sentir mal e precisar de ser atendido com urgência, ter que ir para outro País? Cabe na cabeça de quem? De quem se convenceu que deixou de ser português e passou a ser europeu? Sempre soube que Portugal fazia parte da Europa, mas não quis deixar de ser Português. Digo não quis deixar de ser, porque me foi proposto ter outra nacionalidade e eu não aceitei, mesmo podendo melhorar a minha vida. Sectário? Não! Português! Mesmo não concordando com a forma como tenho sido governado, mesmo não concordando com o fecho de Centros de saúde e urgências, mesmo com tudo isso tenho orgulho em ser português! Se calhar é defeito de ter tirado a 4ª classe à noite. Ás vezes não entendo muito bem as pessoas. Leva-me a pensar que é defeito meu. Mas também posso garantir que não sou o único a pensar assim.
Entendo-o bem. Conheço a sua posição que, como diz, não é só sua nem original. Vou abandonar esta discussão, não por falta de consideração pelas suas ideias , mas porque já não tenho capacidade nem interesse combativo. Gosto de “amandar umas bocas” e mais nada. Os meus sinceros cumprimentos.
Desculpe a propenção “.Eu sei que é com um “s”. Tenho é a propenção para a asneira.
Muito bem. Gosto dessa dignidade, caro José.