21 comentários em “Outra vitória da Ucrânia”

  1. Será mesmo?
    Ou foi a vitória da política sobre a música?
    Os “Europeus” estão a fazer o mesmo que fizeram outros regimes de má memória (desde o da «Inquisição» até ao actual, do «eua/nato»).
    Ninguém na música acredita nesta “vitória”, só os facciosos da política.

      1. Mas essa não é uma ilusão causada pela propaganda?
        1 – Mas essa coisa, designada por “europa unida”, não é uma coisa muito pequenina? Já ninguém no mundo lhe liga.
        2 – Essa cuja, não são um saco de pequenos estados minúsculos destituídos de poder e liderança, sem recursos básicos de energia e cereais, que toda somada nem sequer chega a 850 milhões.
        3 – Na ONU — perante os 1400 milhões da China, os 1400 da Índia, somados a muitos outros que apoiam a Rússia — essa “europa unida” é ainda mais pequena. É, actualmente, um nada político.
        4 – Essa “europa” já teve o seu tempo áureo: inquisicional, cruzadício, colonial, suprematista e imperial. Agora, não vale um pistachio furado.
        5 – E mesmo dentro dessa tal “vitória” da canção política — votada por essa “europa” (portanto, uma votação em causa própria, sem a Ásia, África, Médio Oriente e Américas) — ninguém sabe quais são as fronteiras dessa tal “ucrânia”.
        6 – Ninguém no mundo sabe onde é a fronteira dessa tal raça pura, livre de «ucranianos pró-russos» — que o «regime zelensky&azov» e os EUA/Nato apregoam e querem instituir à força desde 1991.
        7 – Mas desconfio que, daqui a 1 ou 2 anos, o Putin vai dizer-lhe onde fica essa “fronteira”, e de que tamanho é.
        8 – Para já, essa “ucrânia que ganhou o festival (e dizem ser constituída por ucranianos de raça pura não-russa») fica às portas do território russo da Crimeia e das República Populares de Lugansk e Donetsk. Mas daqui a um ou dois anos, talvez fique às portas das Repúblicas de Kherson, Zaporizhia, Odessa, Transnístria, … e se calhar de outras.
        9 – Uma coisa é certa, o acesso à saúde e as trocas comerciais nesses territórios daqui a 3 meses (de acordo com o Decreto de Putin assinado a semana passada) vão ser já em rublos e para quem escolheu ser “ucraniano pró-rússia”. Nessa altura vamos ver, na prática, qual a fronteira e o território dessa «ucrânia que ganhou o festival, e que a europa/nato/eua dizem ser constituída por ucranianos de raça pura não-russa».
        10 – Cá estaremos para ver.

          1. Inevitavelmente, outros políticos sucederão aos actuais. Tanto de um lado como do outro.
            Mas a ilusão não será julgar que isso mudará a Rússia ou a mentalidade dos EUA/Nato?

      2. A Rússia não entrou no Festival, não sei por exclusão ou por não comparecer.
        Então e se a canção vencedora fosse a Grã Bretanha, ou a de Portugal?

  2. Ai da EUROVISON que não ganhasse a Ucrânia, nem que fosse o Zé Cabra a cantar.
    Agora é o que está a dar, tudo a favor da Ucrânia mesmo com uma canção panfletária.
    Em Kyev (2017) Salvador Sobral foi proibido de exibir uma tshirt com “SOS REFUGEES”, pois os refugiados eram outros e nada de política.

  3. Excelente música e bela actuação de Maro que merecia mais, muito mais do que o modesto 9 lugar, sem dúvida alguma, uma das melhores canções de sempre a representar Portugal na minha opinião.

    Pedro Santos

  4. A propósito: … A Austrália também é “europa”?
    Será que é por ser da “Commonwealth” (agora, que o dito Império Britânico saiu da dita “UniãoEuropeia”)?
    A dita “Europa”, coitada, cada vez mais parece uma loja de hambúrgueres macdonald…
    “Mais armas, mais armas… Armas até o zelensky querer”, mandam-lhe dizer os cowboys.
    Uma perfeita “Tia Vânia”, parafraseando, com a devida mudança de género, o grande Tchĕcov…

          1. Absurdo?
            1 – Então esses cujos, no dia em que nasceram, como se chamava o País em que nasceram? Não se chamava “Rússia”? E não escreveram em língua russa as suas obras?
            2 – Por exemplo, o Gogol não nasceu na região de Poltava (em Sorochyntsi) no dia das mentiras de 1809 (1 de abril de 1809)? E no dia em que lá nasceu Gogol, não se chamava “Rússia”?
            2.1 – Poltava não era russa desde a “batalha de Poltava” travada em 1709? … “The Battle of Poltava (8 July 1709) was the decisive and largest battle of the Great Northern War. A Russian army under the command of Tsar Peter I defeated a Swedish army, under the command of Carl Gustaf Rehnskiöld. The battle put an end to the status of the Swedish Empire as a European great power, as well as its eastbound expansion, and marked the beginning of Russian supremacy in Northern Europe.”
            3 – Portanto, se começarmos a chamar a quem nasceu num sítio, que na altura era um País específico, o nome dos países que foram lá num momento anterior e posterior a esse nome, acabamos por cair no absurdo. O absurdo de lhes termos de chamar todos os nomes anteriores e posteriores a esse seu contexto de nascença.
            4 – Assim sendo, se deixássemos de chamar às pessoas (e aos autores de obras) os nomes dos países onde nasceram, no dia em que lá nasceram, ficava o quê? Ficava aquilo que lhes devíamos de chamar: … Apenas o nome de si-próprios, enquanto autores e criadores.
            Ou não?

          2. Só para o duo Putin-Lavrov (e respectivos porta-vozes e avençados do Clube Valdai) estes geniais ucranianos podem ser considerados russos.
            Seria o mesmo que chamar “hispânicos” ao Camões e ao Gil Vicente e ao Fernão Lopes.

      1. Vamos ver o que vai acontecer noutras “situações” que dão vitórias a países ou a p.ex.clubes de países.
        A começar pelo Campeonato do Mundo de Futebol 2022.

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