Ando muito preocupado com esta coisa dos mercados. Diz-se que estão em todo o lado. Que não dormem. E que nos querem lixar. Isto não são mercados. São grandes superfícies que funcionam em horário alargado. E nem sequer pediram autorização ao Câmara Corporativa. Ainda por cima, os sacaninhas especulam. No gerúndio. Há uns meses que estão especulando. E, tremam os pilares da consolidação orçamental, especula-se que continuarão a especular no futuro. Pelos vistos, a coisa funciona mais ou menos assim: o pobre (em sentido literal) do Ministro Teixeira dos Santos pega no seu carrinho de compras e entra numa dessas mega superfícies. Aqui não há produtos alimentares ou electrónica. Vende-se dinheiro (aargh, que nojo). No bolso direito do seu casaco remendado leva um exemplar do orçamento de estado para 2011. Está um bocado amarrotado porque os tipos do PSD andaram a fazer uns aviõezinhos de papel com ele. O gerente do hipermercado torce o nariz, mas pega no orçamento e começa a ler. Ele sabe que o outro bolso do casaco de Teixeira dos Santos, aquele onde ele guardava uns trocos, está furado. Não tem lá um cêntimo. E que também já gastou todos os descontos que tinha acumulado em cartão. Não há problema nenhum. A mega superfície tem um balcão de financiamento. Preenche-se a proposta e os dados são enviados para os escritórios centrais. Vão analisar o histórico. O track record. Quem observar bem, verá que o pobre (pois, vocês já sabem) do Ministro Teixeira dos Santos está um nadinha angustiado. Uma tremura de mãos. Umas gotas de suor na testa que ele tenta limpar com a execução orçamental de 2010. Chega a resposta. De facto, o track apresenta alguns recordes. Pelo visto, a Ministra Jorge andou a brincar aos médicos. O Almerindo andou a brincar aos carrinhos. A ANA COME que se farta. E alguém andou a brincar à batalha naval (um único tiro atingiu dois submarinos). Como se não bastasse, o Ministro Apitó Comboio também anda a pedir financiamentos a grande velocidade. Na, na, na, diz o Gerente da mega hiper superfície. Eu tenho muitas dúvidas que você consiga pagar o empréstimo. Você é um pelintra com manias de rico. Que não, que não, que “eu até faço uma vida frugal lá em casa”, suplica o Ministro. “O problema é o José, o tal que desde que foi à Lua nunca mais tirou de lá o pé”. “Isso são coisas lá vossas. Entre o pé e o capacho não meto eu o tacho”, diz o Gerente enquanto lava as mãos. Não arrisco”. “Vá lá, arrisque… só um bocadinho, só desta vez”. Que sim, que não, que não pode ser, até que farto da insistência, o Gerente, para calar o Ministro, aceita aprovar um financiamento. Pede todavia uma taxa de juro insuportável. Teixeira dos Santos acaba por abandonar a grande superfície com o carrinho de compras vazio. À saída da catedral do consumo, os seus olhos baixos só se levantam quando esbarram em que letras coloridas de um letreiro de néon que parecem piscar-lhe o olho: Happy China – Compla-se Dívida Sobelana. O Ministro entra na Loja do Chinês enquanto assobia o Yellow Submarine. Pior que o Herpes Labial e o Help Internacional juntos, só mesmo o Helpes Intelnacional.
Há cada vez mais analfabetos a escrever em jornais. Como este caso que aqui trazes claramente confirma.
E, como se sabe e se confirma, não há quem controle os analfabetos.
Ando muito preocupado com esta coisa dos mercados. Diz-se que estão em todo o lado. Que não dormem. E que nos querem lixar. Isto não são mercados. São grandes superfícies que funcionam em horário alargado. E nem sequer pediram autorização ao Câmara Corporativa. Ainda por cima, os sacaninhas especulam. No gerúndio. Há uns meses que estão especulando. E, tremam os pilares da consolidação orçamental, especula-se que continuarão a especular no futuro. Pelos vistos, a coisa funciona mais ou menos assim: o pobre (em sentido literal) do Ministro Teixeira dos Santos pega no seu carrinho de compras e entra numa dessas mega superfícies. Aqui não há produtos alimentares ou electrónica. Vende-se dinheiro (aargh, que nojo). No bolso direito do seu casaco remendado leva um exemplar do orçamento de estado para 2011. Está um bocado amarrotado porque os tipos do PSD andaram a fazer uns aviõezinhos de papel com ele. O gerente do hipermercado torce o nariz, mas pega no orçamento e começa a ler. Ele sabe que o outro bolso do casaco de Teixeira dos Santos, aquele onde ele guardava uns trocos, está furado. Não tem lá um cêntimo. E que também já gastou todos os descontos que tinha acumulado em cartão. Não há problema nenhum. A mega superfície tem um balcão de financiamento. Preenche-se a proposta e os dados são enviados para os escritórios centrais. Vão analisar o histórico. O track record. Quem observar bem, verá que o pobre (pois, vocês já sabem) do Ministro Teixeira dos Santos está um nadinha angustiado. Uma tremura de mãos. Umas gotas de suor na testa que ele tenta limpar com a execução orçamental de 2010. Chega a resposta. De facto, o track apresenta alguns recordes. Pelo visto, a Ministra Jorge andou a brincar aos médicos. O Almerindo andou a brincar aos carrinhos. A ANA COME que se farta. E alguém andou a brincar à batalha naval (um único tiro atingiu dois submarinos). Como se não bastasse, o Ministro Apitó Comboio também anda a pedir financiamentos a grande velocidade. Na, na, na, diz o Gerente da mega hiper superfície. Eu tenho muitas dúvidas que você consiga pagar o empréstimo. Você é um pelintra com manias de rico. Que não, que não, que “eu até faço uma vida frugal lá em casa”, suplica o Ministro. “O problema é o José, o tal que desde que foi à Lua nunca mais tirou de lá o pé”. “Isso são coisas lá vossas. Entre o pé e o capacho não meto eu o tacho”, diz o Gerente enquanto lava as mãos. Não arrisco”. “Vá lá, arrisque… só um bocadinho, só desta vez”. Que sim, que não, que não pode ser, até que farto da insistência, o Gerente, para calar o Ministro, aceita aprovar um financiamento. Pede todavia uma taxa de juro insuportável. Teixeira dos Santos acaba por abandonar a grande superfície com o carrinho de compras vazio. À saída da catedral do consumo, os seus olhos baixos só se levantam quando esbarram em que letras coloridas de um letreiro de néon que parecem piscar-lhe o olho: Happy China – Compla-se Dívida Sobelana. O Ministro entra na Loja do Chinês enquanto assobia o Yellow Submarine. Pior que o Herpes Labial e o Help Internacional juntos, só mesmo o Helpes Intelnacional.
Estou estupefacto com o seu comentário: um artigo e tanto. Eu, que sou do tempo em que o verdadeiro mercado era o do Bolhão.
Que ganda comentário (ou what a great comments, ou comments great, or so…)!
Que mau!!!!!
Eu?!?
Os nervosos andam mercados. Quero dizer: os mercados andam nervosos.
Assim nunca mais vamos ver a luz ao túnel do fundo.