
Em Dezembro de 2019 preparei Abril de 2020. Tem sido um destino adiado, principalmente pelas escalas nos voos até ao destino, duas na ida, uma na volta. Tudo com a Lufthansa, quando nós somos TAPpers de primeira água. Enfim, em querendo muito, não se pode ser esquisito e resolvemos agendar Dubrovnik, com duas escapadas, uma a Kravice e Mostar, e outra a Kotor e Budva.
Como é de calcular, não houve qualquer viagem em Abril e foi um filme conseguir remarcar, já que o reembolso nunca se pôs. Remarcámos para Novembro. Afinal fazemos quarenta anos de casados (é obra!) e merecemos oferecer-nos o presente de não ficar a arder com o valor já pago pela viagem. Ora, isto passa tudo até lá e vamos comemorar com a melhor vista para os muros da cidade velha.
Eis-nos então a praticamente um mês do acontecimento e estamos abalados nesta resolução com apenas duas opções: viajamos ou não viajamos.
No pico da primeira vaga retraímo-nos, receámos, acatámos, alterámos. E agora? Já chegou a segunda vaga ou ainda está em pré-campanha? Afinal o bicho é um globetrotter, caramba, atacando em força nos quatro pontos cardeais com todos os colaterais.
Vou contactar a agência para me aconselharem, tendo em consideração que tenho que oferecer algo, propor um qualquer upgrade, porque desta vez não encerrámos fronteiras apesar de os números contrariarem grandemente as previsões.
Não sei se quero arriscar. Mas se vou adiando para o final da segunda vaga, quem garante que fica por aqui? E depois vem-me sempre à ideia, não a tal frase batida, mas aquela brincadeira com a estátua de Bocage em Setúbal (ainda no mesmo lugar e sem pinturas!), em que se diz que o poeta está com um corte de fazenda ao ombro, a aguardar pela última moda.
Foto do Google

Você quer viajar numa companhia de aviação…
Os trabalhadores de uma companhia de aviação estiveram no regime de lay-off de Março a Agosto e de Setembro até provavelmente ao fim de Dezembro em regime de retoma do posto de trabalho.
Penso que é melhor repensar a sua viagem.
Pois queria muito. É capaz de ser um bocadinho melhor do que a CP na linha de Sintra à hora de ponta, mas enfim…
Não arrisque nem acredite nos números que nos apresentam.
Já não estou com a minha mãe desde os primeiros dias de Janeiro,
uma situação terrível. Vivemos tempos perigosos mesmo se estamos
ansiosos para voltar à normalidade. 😷
Eu estou muito dividida Kika. Estou receosa, é verdade, mas também tenho trabalhado todos os dias e lido com centenas, até milhares, de pessoas por dia. Tenho muito cuidado sempre. E o meu marido, naquela sua versão verde de Evel Knievel quer ir… Juro que se conseguir remarcar, remarco.
Talvez tenha sorte. Parece que os confinamentos estão a passar de moda. Descobriu-se recentemente o que já se sabia desde o século XIX sobre a nulidade dos seus efeitos epidemiológicos e sobre os terríveis danos colaterais que acarretam. Quem o afirma é a OMS. Aleluia.
“World Health Organization Tells Leaders To End The Lockdowns” p4k
https://www.youtube.com/watch?v=W4PuvmWq
Talvez a Great Barrington Declaration (https://gbdeclaration.org/) esteja a produzir frutos que outros documentos semelhantes não conseguiram produzir.
Em todo o caso, caso queira realmente prevenir-se contra essa tão apregoada segunda vaga, a Preservita é capaz de ter a solução adequada:
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/de-b oca-bem-tapada-11739083?thread=95422923#t 95422923
Não obstante, para ficar um pouco mais esclarecida, talvez fosse conveniente ver estes dois pequenos vídeos onde o Prof. Michael Mina explica as peculiaridades do teste RT-PCR e que, estou certo, muito contribuirão para a sua tranquilidade:
“Michael Mina – The problem of PCR sensitivity: False Infectious – False negatives as False positives” gSU
https://www.youtube.com/watch?v=4vvgefwK
“Michael Mina – The neglected CT (Cycle Threshold) levels to determine viral load and infectiousness” 3fE
https://www.youtube.com/watch?v=oxoE47qT
Não admira, por isso, que em face da quantidade exorbitante de testes protocolares agora realizados, o número de testes positivos já não apresente correlação com o número de óbitos. Nem poderia ser de outra forma, negligenciando-se mais uma vez conhecimento anterior, concretamente o relativo à gripe de 2009, onde se verificou também uma “casodemia” já depois da real epidemia ter terminado.
Links bastante interessantes, Elvimonte.
Estou ainda a aguardar as cenas dos próximos capítulos desta novela da Croácia.
Vá, e tenha o cuidado possível.
lucklucky
Eu sou uma pessoa muito cuidadosa com tudo isto, mas dispensava a viagem neste panorama.
Mostar só me lembra maus augúrios…
Não vá e peça o reembolso !
WW
Mostar é muito bonito também, assim como o é a zona envolvente de Dachau, por exemplo. Se me alterarem as reservas, não vou, isso é garantido.
Oh, Maria Dulce, nem sei que lhe diga…
Tantas horas de avião, tantas escalas, tão longe, humm… eu não arriscaria. Será que não há aqui no rectângulo um pedacinho que ainda não conheça?
Há por aí tanto sítio fantástico para comemorar os 40.
A agência não poderia trocar os bilhetes de avião por uma estadia num solar do Norte e uma limousine daquelas com um Ambrósio e Ferrero Rocher?
Seria glamoroso q.b. à mesma mas cá dentro.
Tome a decisão que tomar, seja muito feliz, okay?
Beijinho.
🌿🌼
Maria
Este tipo de “pacote de viagem” só pode ser alterado mediante grandes instabilidades geográficas ou sociais, como a pandemia, por exemplo. As minhas viagens têm sido todas feitas dentro deste tipo de condições, e até agora sempre correram muito bem.
A efeméride não vai passar em branco, claro, independentemente do desfecho da viagem.
Nos meus períodos de férias anuais, tenho sempre previsto um período para ir para fora, lá fora e outro para ir para fora cá dentro. Este ano, devido à nossa comemoração, planeámos uns dias no Douro com passeio de barco, que nunca fizemos. Foi-nos inicialmente cancelado e posteriormente perguntado se pretendíamos reactivar.
Estou a aguardar o resultado das conversações Croatas para reactivar ou não.
Beijinho, Maria
Não vá. Faça férias cá dentro, onde tem muitos lugares bonitos e hoteis de elevada qualidade.
Isso eu sei, Tiro ao Alvo. Costumo andar por cá à descoberta, uns dias todos os anos. e Também costumo ir para fora lá fora uns dias todos os anos.
Este ano estou a tentar tirar o melhor partido possível de uma situação diferente.
Faça um upgrade pedindo para ir para um sítio menos perigoso. Sugiro a ilha das Flores, no próximo mês de junho. Mande Dubrovnik às malvas – cá em Portugal há coisas tão boas ou melhores.
Nem sempre é possível alterar uma reserva específica para um local diferente. Fico muito feliz se conseguir um data para 2021
Uma pessoa da proveta idade da autora do post (embora não seja uma idade tão grande que o coronavírus lhe seja verdadeiramente perigoso) deve proteger-se a sério. E isso passa por evitar viagens turísticas potencialmente muito contaminantes. Destinos alternativos de baixa densidade e baixo risco não faltam!
Até ao momento a minha provecta idade ainda não me impediu de fazer fosse o que fosse, Anónimo.
Esta viagem será eventualmente tão contaminante como outra qualquer que tenha pessoas no mesmo transporte.
Eu nesta fase, não iria. Se não for possível reembolso, adie novamente ou reconverta para um destino nacional, onde não precise de ir de avião. Mas se decidir ir (Dubrovnik com poucos turistas, é tentador…) use máscara FP2 e mude-a cada 4h(sempre! mas principalmente no avião ou outros transportes), faça refeições ao ar livre ou no s/quarto de hotel (e mantenha distância de segurança e os cuidados de desinfeção). Se os procedimentos sanitários não prejudicarem o prazer da viagem, então aproveitem e que tudo corra bem!
Pode ser que tenha a sorte em conseguir uma remarcação para 2021 e em assim sendo, quedo-me por cá, interrompendo um ciclo com mais de 10 anos.
Se não for possível, a artilharia pesada , que me tem sido fundamental no exercício das minhas funções laborais, acompanhar-me-á seguramente.
Links bastante interessantes, Elvimonte.
Estou ainda a aguardar as cenas dos próximos capítulos desta novela da Croácia.