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– Como vai?
– Assim-assim.
– E a família?
– Mais ou menos.
– E lá no emprego?
– Uns dias melhor, outros dias pior.
– Deixe andar, que as coisas melhoram.
– Talvez sim, talvez não. E você e os seus?
– Cá vamos andando, como Deus manda.
– Vou pôr-me a caminho. Desejo-lhe muita saúde, que é o que é preciso…
– Até um dia destes. Gostei de conversar consigo.

(Um deles pisa uma casca de banana e estatela-se no chão)
— Vá lá, vá lá. Podia ser pior
— É, Deus não quis.
— Daqui a nada vai ver que está melhor.
— Deus o ouça.
— Quer uma mão para se levantar?
— Não se incomode. Estou bem assim.
— Acha que a coisa melhora?
—Talvez sim, talvez não. Quem sabe?
— É, por vezes há males que vêm por bem.
— Mas não se prenda por mim. Vá andando.
— Com certeza. Vou aproveitar antes que chova.
– Bom dia, tudo bem?
– Tirando o que está mal, tudo bem.
(cumprimento diário com o meu bom amigo António Cabral 😂)
Claro que se responde que se “vai andando, assim-assim” e coiso e tal: já viu a carantonha que lhe fazem quando responde um “Vai tudo impecável”, acompanhado de um sorriso aberto? O tuga odeia quem está de bem consigo e com a vida.
O homem viúvo é preciso dar desconto.
Qual deles?
Caramba, eu ainda não bebi hoje para já estar a ver a dobrar. É claro que é o que está no sentado no banco.