
Já começam a irritar sinceramente estes ataques constantes do FMI à soberania nacional. O país não quer a transferência da TSU dos trabalhadores para os patrões e manifestou-se em 15 de Setembro contra essa medida? Pois o FMI não quer saber das manifestações e continua a insistir nela. O Tribunal Constitucional pode eventualmente considerar inconstitucional o próximo Orçamento. Pois o FMI exige ao Governo que esteja a postos para tornear o acórdão do Tribunal Constitucional. O país já percebeu que Vítor Gaspar falha sistematicamente todas as previsões orçamentais e só tem agravado a recessão? Pois o FMI exige a continuação do programa de ajustamento.
Só por piada é que alguém pode chamar a isto “ajuda” externa. O país alienou a sua soberania a uma instituição externa, a quem o Governo obedece docilmente, mesmo quando as medidas propostas arrasam completamente o país. O problema é que não é o FMI que vai a eleições. No final deste programa de ajustamento o país estará pior do que a Grécia: exangue e sem qualquer solução de Governo. Não haverá ninguém com bom senso para evitar este desastre?

O FMI é um buldogue. Quero ver é agora as petições em favor do bicho.
O FMI não é governo nem cidadão deste país. É credor e tem uma só exigência:
Deixem de pedir dinheiro e comecem a pagar o que devem.
Tem alguma sugestão de como, pelo menos parar de pedir dinheiro emprestado?
Sabe quanto a realidade é apreciada neste país?
Isto no essencial é falso. O país não estará como a Grécia como se nota ( para quem quer ver) com o regresso aos mercados) e com a confirmação que em Set, a economia entra no positivo…
Será que alguém, vai colocar ao Dr. Seguro a seguinte questão: 1/titulos-vs-corpo-de-noticia-um-tratado.h tml
“Como reage às palavras de Hollande, onde deixou críticas à gestão socialista e elogios à governação de Passos Coelho?”
Eu aposto que não…
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/0
Essa coisa dos juristas imaginarem que há soberania…quando se deve, e deve-se porque se deseja, e deseja-se confundindo-se com ter direito…
Nem canhões nem dinheiro…e agora?
Escrever na Grande Constituição Portuguesa, nas pedras do Jerónimos:
art. 1º “Portugal é um Estado Soberano, tolerante com pensamentos, religiões, crenças e opiniões, promovendo a dignidade de cada ser humano, a defesa da sua propriedade e sua liberdade”
art. 2º “O Estado deve promover as ações necessárias ao desenvolvimento de acordo com a receita da tributação e só com base nela”
Não se entende a audácia do FMI e de mais não sei quem! O que vem essa gente cá fazer? Quem os chamou cá? Ora esta, hein!
Como, que diz? Nós chamámos?
Nóóóós??????
Mas não era tudo constitucional?
Pode sempre recusar o dinheiro da Troika-FMI que a acreditar nos 5% de défice em relação ao PIB = 10% de défice nas contas do Estado quer dizer 1,5 mês de ordenado e pensões.
O País está mais rico que no ano 2000…
Tal como a Grécia.
Vamos lá falar sobre isto de regressar aos mercados. Por exemplo: se existirem três (3) agiotas (agora chamam-se players) em roda livre a concertar juros na compra de dívidas soberanas, aquilo que ocorre é um aumento das taxas de juros e dificuldades de acesso aos so called mercados. Porém, se um instrumento comunitário, por exemplo o BCE, decide entrar em jogo e usar os fundos para compra desses mesmos títulos aquilo que se verifica é um novo player a contrariar a estratégia dos agiotas. Assim sendo, e é, as taxas de juro drop (vêem como sou poliglota) e os mercados não têm outra alternativa que não a de exigir (encapotadamente) o regresso desses países à jogada. Sim, porque se alguém não pode cobrar taxas de juros de agiotagem, pela entrada de outro player que as faz cair, o melhor mesmo é continuar a ganhar devolvendo a “liberdade” ao cativo. Fim do ponto 1
Agora a corrente é a da retoma da economia no 2º. semestre. Vejam como esta gente é inteligente até a programar o timing de crescimento das economias. O que estes cérebros aquosos não dizem é os vectores que tornam viáveis esses crescimentos. Eu não vejo um único vector que indicie isso na UE, USA e até mesmo em alguns países dito emergentes, e no caso português tudo aponta para o descalabro da economia. Fim do ponto 2.
Muito se falou sobre o equílibrio das contas externas e sobre o aumento das exportações. Nós sabemos que houve um aumento de exportações, mas estas não correspondem à vitalidade que desejam fazer passar. Explico agora: Se as importações tivessem um valor, por exemplo, de 10 milhões e as exportações tivessem um valor de 4 milhões nós teríamos uma taxa de 40% relativamente ao valor primeiro. Todavia se as importações caíssem para, por exemplo, 8 milhões aquilo a que assistíriamos era à subida da porcentagem das exportações pela simples queda das primeiras. Ora bem, neste cenário, não constato nenhuma vitalidade das exportações, mas sim a quebra do consumo interno. Para bom entendedor meia palavra basta. Fim do ponto 3
Quanto ao FMI, este organismo tem revelado que o seu bom curriculum tem sido revelado através do aumento de favelas em países do terceiro mundo; e para esta política continuar a ser sua virtude necessitam de gente terceiro mundista nos países que dizem “ajudar”. Significa isto que o bom curriculum do FMI é o curriculum daqueles que tanto gosto têm em segui-los e elogiá-los. Os fazedores de favelas acabarão numa barraca. A insistência na diminuição da TSU nos escalões em causa, ou seja, nos menores rendimentos, significa tão simplesmente que esta será a política do futuro, salários baixos e favelas para acolher os assalariados. Fim do ponto 4
Eu gostaria de regressar aos mercados e supermercados: de poder comprar um bifito em condições, algum peixito fresco e até poder comer, no mínimo, três peças de fruta por dia. Assim se encerram todos os pontos aqui versados.
Anónimo, gostei muito do seu comentário!
Adicionalmente, com tanta informação cruzada, estou confusa. Por um lado, fomos nós que pedimos “ajuda” (ou fomos obrigados?), por outro lado, sinto que somos compleatamente manipulados por uns seres obscuros e malévolos algures neste planeta que nos atiram para a pobreza. Para uns, se não houvesse FMI seria pior, são os salvadores, para outros são uns agiotas…Já ouvi dizer que os juros que pagamos não são assim tão elevados, para outros são altissimos…A verdade é tão subjetiva!
Paula, a objectividade ou subjectividade de uma verdade depende da forma como cada um canaliza seu pensamento. Sobre os juros que se propaga repare que agora falasse muito em médias. Mas as médias estatísticas dizem claramente que se eu tiver uma galinha e a Paula não tiver nenhuma ambos possuímos meia galinha. Porém a realidade revela que só eu é que possuo a galinha.
É verdade, nós fomos forçados a solicitar ajuda, mas não perdemos a capacidade de usar a razão. Um dos graves problemas da orientação que se faz sobre a “caridade” – isto é tipico cá pelo burgo – é tornar o indigente propriedade do “caridoso”.
Quanto aos agiotas, olhe que eles não são o FMI.
Peço desculpa pelo erro. Por favor, leia-se fala-se e não falasse.