Ando cheia de dúvidas sobre se não serei uma simpatizante do PS. Sou com certeza. Tenho que ser. Explico-me já.
Desde que António Costa, ou quem por ele, inverteu as subidas e descidas da Avenida da Liberdade e inventou as rotas do Marquês, que esta pacata cidadã foge de lá a sete pés, com receio de ser morta numa emboscada.
Com efeito, já por duas vezes eu subia e outros desgraçados, ambos estrangeiros, entendiam que podiam descer pelo mesmo lado…
Assim, o que me interessa é que ganhe António Costa, para que ele saia da Câmara de Lisboa e alguém por ele reponha os sentidos laterais de descer pela direita e subir pela esquerda, slogan aliás muito mais concordante com a força da razão do PS, e que até devia ser o mote do vencedor das Primárias.
Julgo que, depois desta explicação, todos perceberão porque é que eu sou da oposição e simpatizante de António Costa, a quem, aliás, pessoalmente, muito estimo. Só espero que depois desta simpatia toda a família não me venha reduzir mais a pensão…


HSC . Tem toda a razão. Aquelas trocas de sentido do trânsito na Av. da Liberdade são um perigo para os peões. É pior que andar a pé em Londres….
Alguém conhece o “racional” em que se baseia aquilo?.
Ps . Quanto ao Sr. Costa … vamos ver no que dá as “primárias”.
Indiferente que sou às primárias do PS, aplaudo o seu comentário às asneiras (quanto a mim) feitas na avenida e no Marquês. Infelizmente, esta gestão camarária (mais uma vez, quanto a mim) só tem dificultado a vida a quem circula em Lisboa e este é apenas um exemplo.
José Neto
Qualquer bom alfacinha tem de estar agradecidíssimo ao Costa por ter feito uma praia na Avenida Ribeira das Naus, onde no Verão se podem tomar refrescantes banhos no Tejo (e no Inverno também).
Ainda estou para saber é, ao certo, a dimensão do balúrdio que ali foi (e continua a ser) gasto. E da derrapagem dos custos, claro.
http://www.publico.pt/local/noticia/quem-o-v iu-e-quem-o-ve-parque-tejo-ja-nao-admira-n inguem-1663197
Concordo com a Helena. Esta ideia de inverter os sentidos normais do tráfego é péssima, seja em que rua for. Não tanto para os automobilistas (eles que se danem, de qualquer forma) mas sobretudo para os peões, que não poucas vezes se arriscam a ser atropelados por não terem consciência de que estão a atravessar uma rua de sentido invertido.
A Avda da Liberdade, deve ser a unica via principal de uma capital que tem de ser percorrida aos zig-zagues. Quem engendrou uma coisa daquelas deve ter um rolo da arame farpado dentro da cabeça.
Não vivo em Lisboa, e importa-me pouco quem é o seu presidente da Câmara. Mas vendo o que lá se passa nas raras vezes que lá vou, apetece-me dizer que os lisboetas merecem bem o edil que elegeram com mais de 50% dos votos.
Por isso cara Helena, deixe-o estar onde está, porque se ele fez o que fez a uma simples avenida, imagine o que ele fará a este pobre país, que parece não estar farto dos “tratos de polé” a que o têm sujeitado.
Quantos às reduções nas pensões, são as fatalidades do Destino…
Pelas razões que evocou, faz todo o sentido, mas eu pessoalmente preferia vê-lo mais algum tempo na câmara, para não destruir ainda mais o país.
Parece-me haver alguns equívocos em toda a maledicência que para aqui vai, desde o facto da redução de pensões ser marca e razão de ser deste governo não se percebendo portanto porquê que Costa é metido nisso, até ás opiniões sobre questões que, aparentemente, se desconhece em absoluto.

O caso da Rotunda do Marquês é muito complexo do ponto de vista da gestão urbana. Tendo sido desenhada para a conjunctura de uma determinada época e sem que o posterior crescimento da cidade tenha tido em conta a sua complexa centralidade e dimensão, há muito que se impunha tomar uma atitude tendo em vista resolver várias questões graves daí resultantes para a urbe e que prescindo de aqui enumerar. Dos estudos realizados resultaram evidentes duas opções, ou se impunha uma portagem para reduzir substancialmente o volume de tráfego, à semelhança do que é feito em outros centros urbanos, ou se tentava disciplinar o usufruto rodoviário da praça e seus acessos por forma a condicionar e reduzir o trânsito e seus efeitos. Tentou-se a segunda alternativa, aliás está ainda em período de tentativa, de testes e adaptações que espero dêem frutos para não vir a ser obrigado a pagar portagem quando quiser por ali circular.
Retiro daqui que, finalmente, um Presidente da CML tomou a iniciativa de enfrentar um problema e tomar decisões arriscadas e dificilmente compreensíveis, logo impopulares.
Mas importa ainda recordar que previamente à tomada de tais decisões, houve um amplo período (vários meses) de auscultação pública dos Lisboetas sobre o assunto, período esse em que os Lisboetas se estiveram a marimbar para a questão não tendo participado nem na compreensão do problema existente e consequentemente na bondade e urgência da sua resolução, e muito menos emitindo opiniões e formulando propostas, sobretudo daqueles que como residentes, comerciantes e utentes locais teriam um saber empírico de grande valia.
Ok, agora que algo está feito por outrem, todo o mundo vê montes de defeitos e tem resmas de evidentes soluções ainda que nem saibam qual o fundamento e objecto da intervenção.
Já quanto à requalificação da Ribeira das Naus, o que dizer quando a vox populi apenas vê custos? Talvez… pobres e mal agradecidos. Esses serão os que se deslumbram com a vivacidade e pujança social e económica de urbes que visitam no estrangeiro para depois virem para cá dizer que por aqui é sempre a mesma porcaria e o que muda são as moscas. O futuro dirá a muito curto prazo o quanto este investimento trará proveitosos frutos, isto falando apenas do ponto de vista do dinheiro envolvido claro, dado que, aparentemente, a recordação e celebração de um período muito importante da nossa história não tem interesse nenhum nem merece qualquer investimento.
Mas Nada disto interessa!
O que interessa mesmo é blogar, que é como quem diz maldizer de um tipo que é de um partido com o qual não simpatizamos e que, podendo (muito) eventualmente vir a exercer funções governativas, interessa desde já começar a cascar forte e feio à cause de choses.
Depois deste extenso comentário, resta-me apenas dizer mais 3 coisas:
– Sei bem que este comentário não interessa para nada, mas o tempo que gastei a escreve-lo sempre me serviu para questionar as minhas convicções.
– De momento estou nem aí para que A. Costa seja ou venha a ser isto ou aquilo, não pretendi em nenhum momento ser advogado de defesa de ninguém.
– Há muito que não vinha ao DO, saio daqui com a certeza que tão cedo não voltarei, não é a minha praia, prefiro a Ribeira das Naus.
Anónimo das 20:10
Não posso deixar de lhe agradecer a lição que acaba de me dar. Pena que eu seja uma incompetente com opiniões sobre o que não conheço mas o comentador conhece. Pena também que não tenha percebido o sentido de humor- neste caso familiar – que envolve a referência feita às pensões…
Mas de algo fiquei segura: se António Costa ganhar o PS, A Câmara tem gente à altura de o substituir. É um descanso sabe-lo!
Quanto à Ribeira das Naus, tem razão. Fui hoje ve-la e achei-a linda!
Eu achei que o orçamento da coisa era 10 milhões de euros e já vai em perto de 20 milhões, é só googlar e fica-se a saber…
Agradeço a sua resposta, da qual retiro, uma vez mais, que a comunicação via blogues é imperfeita e superficial em demasia. Ainda assim, o Anónimo das 20:10 aproveita para, com segurança, esclarecer que não tem nenhuma ligação profissional ou politica com a CML e partidos envolvidos na sua gestão, para além de ser um orgulhoso e interessado residente na área metropolitana de Lisboa.

Eu já suspeitava que as soluções encontradas para a Rotunda do Marquês e para a Avda da Liberdade, foram obra de gente intelectualmente superior, virada para a resolução de problemas complexos. Se a CML não quer automóveis a circular na Baixa da cidade tem uma solução muito mais simples: proíba a respectiva circulação. Há no entanto medidas que são muito dificeis de tomar, é preciso coragem politica para tanto. Em alternativa inventam-se soluções como as que estão à vista. Brilhante!
Não sei porquê, mas parece-me ver ali um dedinho do Zé-que-faz-falta…
Sublinho e aplaudo o seu post. Se é um problema para as pessoas que vivem nos limitrofes de Lisboa, imagine para quem vem de longe