Um brutal morticínio em Nice, há oito dias, provocou 84 mortos e 330 feridos. Hoje é Munique que está em estado de choque: um novo atentado terrorista, desta vez num centro comercial, terá causado dezena e meia de vítimas mortais. O estado de emergência foi decretado na capital da Baviera, a rede de transportes públicos está suspensa e a chanceler Angela Merkel convocou uma reunião extraordinária do Governo alemão.
Vivemos dias e noites de pesadelo um pouco por toda a Europa. O espectro do terror já se instalou no quotidiano do continente. O nosso modo de vida alterou-se – e assim permanecerá por muito tempo.
Nenhum país está imune a ele.
Nem a França, que se opôs tenazmente à invasão do Iraque em 2003, nem a Alemanha, que tem estado na primeira linha do auxílio humanitário aos refugiados sírios e nunca enviou forças militares para o Médio Oriente. O que basta para desmentir qualquer alegação política para os actos criminosos e contraria certos Savonarolas sempre prontos a exigir a expiação dos pecados do Ocidente enquanto supostos porta-vozes da boa consciência europeia.
Savonarolas como Boaventura Sousa Santos, que enquanto estávamos todos ainda sob o efeito do choque provocado pelas rajadas homicidas no Charlie Hebdo escrevia estas inacreditáveis linhas no Público: “A extrema agressividade do Ocidente tem causado a morte de muitos milhares de civis inocentes (quase todos muçulmanos) e tem sujeitado a níveis de tortura de uma violência inacreditável jovens muçulmanos contra os quais as suspeitas são meramente especulativas, como consta do recente relatório presente ao Congresso norte-americano. É sabido que muitos jovens islâmicos radicais declaram que a sua radicalização nasceu da revolta contra tanta violência impune.”
Savonarolas como Pablo Iglesias, que horas após a tragédia de Nice justificava com frios argumentos políticos o brutal assassínio que indignou o mundo: “O que alimenta o Daeh é a situação catastrófica no Iraque e a guerra na Síria. A Europa nem sempre actuou com sensatez nem com sentido estratégico nestes conflitos, que de algum modo constituem o combustível que alimenta o Estado Islâmico.”
A história da “destruição do Iraque”, sempre invocada quando há atentados terroristas na Europa, equivale a dizer que as vítimas inocentes destes atentados “estavam mesmo a pedi-las”.
Equivale também a considerar vítimas os assassinos. Porque estarão apenas a vingar o que os desprezíveis dirigentes ocidentais fizeram ao Iraque.
Essa é a lógica hitleriana do olho por olho, dente por dente. Hitler conquistou metade da Europa, espezinhando-a e escravizando-a, para vingar as humilhações sofridas pela Alemanha no Tratado de Versalhes. Alegava ele. E muitos concordaram.
Quando estabelecemos uma espécie de equivalência moral entre carrascos e vítimas os nossos padrões éticos invertem-se. Se este princípio do “olho por olho” fosse válido na comunidade internacional, os japoneses deviam lançar bombas nucleares em duas cidades americanas e o Estado de Israel devia executar seis milhões de alemães em câmaras de gás.
Os Savonarolas estariam na primeira fila a compreender e caucionar tais gestos.

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Chegamos a um tempo em os combates são travados pelas forças de segurança e inteligence tentando antever e anular o próximo ataque. Com os meios atuais e com as garantias constitucionais que os cidadãos ocidentais têm isso nunca será suficiente. Com um redução dessas garantias as forças de segurança terão mais meios de nos proteger mas ainda assim os ataques poderão continuar a acontecer.
O actual enquadramento legal no nosso país tem muitas limitações, resquícios da ressaca do Estado Novo. Felizmente temos estado fora destes ataques, mas isso não pode adiar que se esteja preparado para o pior.
Teremos de confiar mais em quem nos protege. Ficará nas suas mãos o limiar do respeito pela nossa liberdade individual.
Temos motivos para confiar nas nossas forças de segurança?
foi grave intervenção da NATO no Iraque motivada pelos interesses de Israel…mas mais grave ainda foi a saída da NATO sem acautelar a defesa da Civilização Cristã na região …Israel vai-se juntar aos Daesh, formalmente, para atacar o Libano…o que está a acontecer à Cristandade no Levante…
A NATO? Pense lá bem, a NATO até esteve presente no Iraque, com essa força massiva de 30 ou 40 instrutores.
Não adianta argumentar com lógica e racionalidade, T. Os anti-semitas, cegos pelo ódio a Israel, são incapazes de enxergar o óbvio ululante.
cegos!!!??? é muito claro o que Israel anda a fazer no Líbano…
Cegos. A defender a estratégia do ‘olho por olho’. Para o mundo inteiro ficar cego também.
“cegos pelo ódio a Israel”
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eu nunca pensei é que os Israelitas tivessem tanto ódio à Cristandade no Libano, ao ponto de a pretenderem destruir !!! isso é que nunca pensei…
O pior cego é sempre o que não quer ver.
cegos!!!??? é muito claro o que Israel anda a fazer no Líbano…
Não querer ver é uma forma de cegueira. Mais lamentável do que a outra.
realmente, mas acho que a razão não é não querer vêr…não vêm mesmo…os Israelitas colocaram umas palas nos mass média e estes só vêm o que eles querem…
Já tinha ficado evidente que não vêem. Se também não vêm isso só agrava o problema.
Resposta à pergunta do Paulo Sousa: sim, temos motivos para confiar nas nossas forças de segurança. Mas não temos motivos para confiar nos nossos políticos. A demagogia política contra os riscos de um regime “securitário”, somada às sucessivas alterações legais que esvaziaram de recursos humanos e financeiros os serviços de informações, arrisca-se a produzir consequências desastrosas em Portugal.
Enquanto a classe política não perceber que precisamos de serviços de informações competentes, bem pagos, com perspectivas de progressão de carreira e dotados de meios eficazes para produzir resultados (fazer escutas contra suspeitos de terrorismo, por exemplo) estaremos sempre à mercê da protecção divina – e pouco mais.
Portugal está neste momento tão dependente das receitas turísticas que bastará um atentado terrorista de pequena dimensão em território nacional para nos matar a galinha dos ovos de ouro.
E sem serviços de informações eficazes esse atentado pode ocorrer a qualquer momento.
“O que alimenta o Daeh é a situação catastrófica no Iraque e a guerra na Síria. A Europa nem sempre actuou com sensatez nem com sentido estratégico nestes conflitos, que de algum modo constituem o combustível que alimenta o Estado Islâmico.”
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o que alimenta os Daesh é o Qatar-Sauditas-Israel-Turquia…foram as primaveras arabes…mesquitas na Europa…Jornalismo Europeu…
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a “Al-Qaeda” está a ganhar em toda linha…
“O jornalismo europeu” alimenta o Daesh…”
Apetece mandar certos comentadores a Meca. Com bilhete só de ida.
o silêncio que se fez no que está a acontecer à Cristandade no Levante nos mass média diz tudo…então no Libano!!! sim os Jornalistas tão a mandar a mecca a Civilização Cristã no Levante…isso é verdade inquestionável!
Perante questões concretas, os idólatras das ideologias de turno respondem com pomposos substantivos abstractos: Islão, Cristandade… Palavras que nada dizem sobre os dramas reais experimentado por pessoas reais.
É o seu caso.
Mas fique descansado: você não é um caso isolado. Muitas pessoas que se multiplicam em pseudónimos vários por blogues e “redes sociais” agem da mesma forma. Mastigam e regurgitam a pastilha elástica ideológica que lhes fornece todas as respostas a todas as questões.
Sem sequer saírem do sofá.
abstrato…sim é tudo uma abstracção…
A começar no seu “nome”.
sim, mas perseguição dos Israelitas e Mecas aos Católicos-Ortodoxos no Líbano é algo de bem real…
Que tem isso a ver com Nice e Munique?
contrariamente ao que muita gente pensa boaventura SS é tudo menos alguém intelectualmente honesto. se tiverem o cuidado de ler acerca dos seus projectos de “investigação” ficam esclarecidos. Faz política à custa do dinheiro dos outros e tem no “seu” cento de investigação outras aves do mesmo tipo. Um, ainda recentemente descobriu que as regras do INE tinham sido alteradas em 2011. Triste.
Não ponho em causa o carácter nem a honorabilidade pessoal de ninguém. Critico – quando entendo que o devo fazer – as suas opiniões políticas.
quanto ao pablo do podemos, apresenta a mesma honestidade intelectual do bloco e dos chavistas da venezuela. É a miséria que nos rodeia.
Convinha ao menos fazer um mínimo de pesquisa histórica antes de produzir estas bojardas em piloto automático contra a “invasão do Iraque” para justificar actos homicidas como o de Nice, que não têm justificação possível.
Os atentados do Bataclan e do ‘Charlie Hebdo’ já haviam demonstrado, cada qual à sua maneira, como é absurda a ligação entre a invasão do Iraque e o terrorismo jiadista. Se houve país que se opôs à invasão foi a França, com o Presidente Chirac a confrontar-se com a dupla Bush-Blair.
A raiz do problema, como fica claro pelo artigo do caro Pedro Correia tem muito pouco a ver com o iraque, como o politicamente correcto imposto por certa esquerda e muito veiculado pelos media tentam fazer crer sistematicamente.
Aqueles que invocam sempre, em jeito de reflexo condicionado, a invasão do Iraque para justificar os actos terroristas em toda a parte do mundo – incluindo o Paquistão, sabe-se lá porquê – devem ter aplaudido o discurso isolacionista de Donald Trump na convenção republicana de Cleveland.
O candidato à Casa Branca deixou bem clara a sua olímpica indiferença pela situação internacional, admitindo inclusive esvaziar a NATO. Com ele jamais teria havido invasões do Afeganistão e do Iraque.
Chamar Savanarola a Boaventura e Pablo Iglésias não nos defende do Daesh, infelizmente. Quanto ao que os dois dizem: o que dizem é-me muito desagradável. Aí estamos de acordo. Mas o problema principal não é esse: é saber se mentem ou se o que dizem é verdade. As conclusões a tirar são diferentes conforme a resposta a esta pergunta. Eu não tenho conhecimentos suficientes para responder.
Justificar um atentado como o de Nice – ocorrido momentos antes – com a invasão do Iraque é pura estupidez.
A França, pela voz do Presidente Jacques Chirac, esteve na primeira linha dos países que se opuseram à invasão do Iraque.
Mas não é esse o aspecto essencial da questão que levanto. O que mais me choca não é a ignorância das elocubrações teóricas do professor Iglesias, mas a manifesta incapacidade do líder do Podemos de se comover com o sofrimento concreto de vítimas concretas.
Como pode um político que tanto diz respeitar os outros e fala a todo o momento em direitos humanos mostrar tanta indiferença ao pronunciar-se sobre o brutal morticínio de Nice, ocorrido num país vizinho de Espanha?
As pessoas que o Pedro Correia cita dizem a verdade e não adianta muito tentar rodear as questões só porque não gostamos do que dizem por serem quem são.
Já o método de resolução do problema que elas propõem está errado pois partem do principio que quem vem se pretende integrar o que nunca acontecerá, o exemplo francês prova-o, eles pretendem subjugar-nos porque somos infieis.
Sempre fui contra a vinda de refugiados que aparentemente acabou (pelo menos não se vêem na TV), eles nunca deveriam ter sido admitidos, deveriam ter sido recambiados de volta mas graças (lideranças Europeias) a quem em 1º forneceu armas aos rebeldes (terroristas) moderados na Siria e na Libia eles foram aceites contra a vontade da maioria silenciosa e agora temos aí o resultado e haverá uma altura em que será todos os dias como aconteceu no Iraque.
As lideranças Europeias trairam os seus povos em nome de valor€s mais altos, hostilizam a unica potência ( Russia ) que tem colocado homens no terreno a atacar o EI e tem segurado o regime Sirio pois se a Siria cai , a seguir cai o Libano e depois temos Israel ao barulho…
É mais que obvio que este é o novo normal, pelo menos até se tomarem acções decisivas no Médio Oriente e sobretudo na Europa afastando do poder quem é parte do problema.
O fluxo de refugiados não terminou. Foi drasticamente reduzido pelo acordo estabelecido entre a União Europeia e a Turquia, por iniciativa alemã. Em síntese, a UE paga para que os turcos fechem a rota terrestre mais utilizada pelos refugiados e os mantenham nos actuais campos de detenção. São mais de três milhões, tanto quanto se sabe.
Este acordo implica o pagamento de pelo menos 5 mil milhões de euros à Turquia em fundos europeus e o livre acesso de cidadãos turcos ao espaço comunitário, sem necessidade de vistos, como sucedia até agora.
É uma aparente solução. Que pode transformar-se num novo problema.
Só não percebo como é que você concilia a sua retórica anti-imigrantes e o seu fascínio pela figura musculada de Putin com o aplauso às teses de BSS e de Pablo Iglesias, que se situam no quadrante oposto. Mas cada um faz as piruetas ideológicas que muito bem entende.
O Pedro Correia não percebeu a minha alusão á falta de refugiados nas TVs , o que queria dizer é que agora já não servem como marketing para justificar o envio de armas, conselheiros e apoio logístico para os grupos terroristas na Síria, obviamente que estou informado acerca do acordo vergonhoso que se fez com os Turcos e que diga-se não está a ser cumprido pela UE uma vez que que os Turcos ainda precisam de visto para entrar em países da UE e será esse o trunfo do Erdogan para denunciar o acordo assim que tiver recebido euros que se lhe cheguem para o próximo passo que é uma acção em larga escala na zona curda.
Eu não tenho nenhuma retórica anti-imigrantes porque eu não os vejo como imigrantes mas sim como uma força invasora que não pretende integrar-se na sociedade Europeia (já nem digo ocidental) mas que pretende viver em guetos, caso contrário não teria nenhum problema em vir para países pobres que lhes oferecem acolhimento – ” a cavalo dado não se olha ao dente” – e depois eventualmente retornaria ao seu país.
A mortandade no Mediterrâneo só começou a acontecer depois que a Líbia se tornou em mais um Estado falhado pois com Kadafhi era um dos mais prósperos países de África e albergava muitas centenas de milhares de emigrantes inclusive chineses , não tinha terroristas e era uma potência regional com quem se podia contar para ajudar a resolver conflitos entre nações, tudo isso foi destruído com o apoio da França, Inglaterra, Itália e restantes países Nato que em menos de 2 meses (só pelo ar) obliteraram a resistência de Kadafhi e no entanto estão HÁ DOIS ANOS para aniquilar o EI …
Obviamente não existe da minha parte nenhum tipo de pirueta ideológica , se reparar o Pedro Correia é que referiu BSS e Pablo Iglesias , eu concordo com eles, não por serem eles mas porque têm razão, o que conta é mensagem não o mensageiro pelo menos para mim.
Você contesta a vinda de imigrantes para a Europa, considerando-os uma “força invasora”.
Deve especificar se os portugueses residentes na França, na Holanda, na Alemanha e no Reino Unido também deverão ser vistos como “força invasora” nesses países e portanto recambiados cá para casa.
O mais curioso para quem pensa assim é no mesmo comentário elogiar a defunta ditadura de Kadafi porque “albergava muitas centenas de milhares de emigrantes, inclusive chineses”.
Fiquei a questionar-me: não seriam todos esses chineses também uma “força invasora”?
Volto a repetir eles não são imigrantes, são uma força invasora, nem como refugiados se portam, se fossem refugiados ficavam pela Turquia em vez de procurarem os países mais ricos do centro da Europa onde já têm enormes comunidades e respectivos (e impenetráveis) guetos que lhes servem para propagar a sua cultura islâmica.
Em relação aos Portugueses lá fora só você para fazer tais comparações, os Portugueses não vivem em guetos por opção, tal como os indianos, os brasileiros, os polacos, os israelitas ou outros, aparentemente quem opta por guetos são os muçulmanos por uma questão de autodefesa e para mais facilmente imporem as suas leis inclusivamente sobrepondo-as ás leis dos países onde estão, veja lá…
O Pedro Correia sabe tão bem como eu que em França os imigrantes muçulmanos nunca quiseram sair dos guetos e “diluir-se” na sociedade francesa. Eu não elogiei a ditadura de Kadafhi fiz uma constatação do que era a realidade no passado recente e sim os emigrantes lá, eram imgrantes, trabalhavam lá e assim que deixaram de o poder fazer voltaram para casa sem mais problemas.
P.S. – O comentário das 14h29′ é “meu”
Você mete tudo no mesmo saco. Há cerca de cinco milhões de muçulmanos em França, grande parte dos quais já com nacionalidade francesa. A esmagadora maioria está integrada.
Quanto aos imigrantes que têm fugido do continente africano e do Médio Oriente em demanda da Europa, a grande maioria permanece em campos na Turquia e no Líbano.
Eu gostaria de ver o camarada Putin – figura que você tanto admira – abrir-lhes as portas da vasta Rússia, um país em fortíssima regressão demográfica e com vastas extensões de território desabitado. Aí sim, ele mereceria elogios. E – sabe-se lá – talvez até acabasse por ganhar o Nobel da Paz…
A não integração dos islamitas que vivem em França é mais que obvia, caso contrário não seriam eles quem feito ataques terroristas na Europa, os que vêem agora serão os terroristas de amanhã, que ninguém tenha duvidas.
O Pedro Correia e os outros têm é de se entender num ponto, ou são refugiados ou são imigrantes ?
Se são refugiados podem ficar na Turquia, no Líbano, na Jordânia, na Tunísia / Egipto (no caso dos Líbios ) e assim sucessivamente, se são imigrantes têm de se submeter ás regras que existem para os imigrantes o que aparentemente também não está a ocorrer pois não trazem documentos válidos consigo (passaportes / identificação) e são na sua maioria homens sem família que aparentemente conseguiram (não sei como mas imagino…) pagar milhares de euros por cabeça a passadores…
A Rússia não está isolada, a Polónia, a Hungria, a Dinamarca, e outros não aceitam “refugiados” mas aceitam imigrantes (dentro dos seus limites) desde que devidamente documentados.
Eu não admiro Putin apenas penso que mediante os problemas em causa é o único que tem tomado as melhores medidas para combater o EI e ainda por cima com resultados inegáveis, quantos aos problemas de demografia e espaço vital não ocupado, o Kremlin saberá muito melhor do que eu e você como os resolver…
Penso que o meu raciocínio está perfeitamente explicado e não será necessário voltar a sintetiza-lo pelo menos até ao próximo ” post “…
A Rússia não aceita refugiados? Pois: foi precisamente isso que eu referi. l/archive/2011/10/in-russia-a-demographi c-crisis-and-worries-for-nations-future/2 46277/
Quanto aos imigrantes, os russos precisam deles como de pão para a boca. Com a demografia em declínio acelerado, todos os sonhos de restauração da “grandeza” imperial por parte do novo czar esbarram nesta realidade elementar: a população russa não quer fazer meninos.
Aproveito o seu interesse por estas questões para lhe deixar uma sugestão de leitura:
http://www.theatlantic.com/internationa
De Sykes-Picot ao apoio aos salafistas da Arábia Saudita (versão radical militantemente propagadora do salafismo pelo mundo inteiro), passando pelos golpes contra o Irão e um quarto de século de destruição e miséria no Iraque (duas invasões e um regime de sanções deletério), entre outras façanhas igualmente desastradas, o dito “Ocidente” foi acumulando durante o último século muitíssima lenha com que se queimar. É elementar perceber que esta constatação não equivale a aprovar, nem dá direito a justificar, os massacres perpretrados pelos terroristas, embora seja pertinente porque continua a não ser plenamente reconhecida pelos poderes “en place”; nem a dizer que “estavam mesmo a pedi-las” (que, questões morais à parte, seria totalmente incoerente, visto que as vítimas não tomaram as decisões políticas, que eu saiba); nem a ignorar os factores endógenos à região, e aos seus conflitos políticos e religiosos; nem a ignorar que a esmagadora maioria das vítimas dos massacres perpretados são de origem muçulmana; nem a ignorar o factor novo para o balanço geopolítico mundial que constitui a internet e as redes sociais que, de repente, tornaram possível o contacto quase directo de todo e qualquer bicho careta com o testemunho daqueles que vivem nas regiões sinistradas do Médio Oriente. Tudo isto é um cocktail explosivo, curto-circuitando toda e qualquer instituição mediadora da reflexão e do debate. Sócrates caracterizava a escrita como um “pharmakon” (técnica tóxica, ver o Ménon); a internet eleva a toxicidade à N-enésima potência, um hiper-pharmakon.
É no Fedro, e não no Menon.
Toca num ponto essencial. Mais de 90% das vítimas dos atentados cometidos por jiadistas fanáticos são de religião muçulmana. Na Síria, no Iraque, no Líbano, no Egipto, no Iémene, na Arábia Saudita, no Paquistão, no Bangladeche, no Afeganistão, na Turquia.
Este facto é sistematicamente omitido nos relatos justificativos dos apóstolos do terror.
“perpetrado”, sorry…
Creio que o Pedro está a criticar apenas a “compreensão” legitimizadora.
Todos compreendemos que o pitbull Zico, que abocanhou a criança, tivesse agido de acordo com instintos naturais, mas isso não legitima que toleremos minimamente a acção.
É essa confusão que se vê em discursos “modernaços”, entre compreender e legitimar, que deve ser criticada.
Quanto a actos de terror humanos têm diversas causas, e não as querer saber, seria meter tudo no mesmo saco.
Quando vemos nesta semana serem agrupados 3 actos de horror, com o epíteto de “Ataque à Europa”, vendo que as causas dos diversos actos é distintas, quem está à fazer Terror é a Comunicação Social.
Porquê?
– Porque foi a Comunicação Social que ontem decidiu agrupar 3 diferentes actos como se tivessem a mesma origem e o mesmo propósito. Nisso terá a conivência do interesse óbvio do ISIS e as desculpas do governo francês.
Felizmente, o governo alemão já foi mais prudente.
De actos individuais de desespero e loucura há uma história cheia, e agrupar tudo isso como uma única história, como uma única causa, só convém a um tipo de discurso securitário, que é ele mesmo uma fonte de terror sobre a população.
A nossa sociedade já condenou os nossos filhos e netos a ter uma coleirazinha que permite aos serviços policiais e serviços secretos saber o que fizeram, o que falaram, etc.
Esse não é o problema.
É triste, mas já é assim, quer queiram, quer não.
O problema é saber se a coleira é invisível ou se é para exibir.
Por enquanto a coleira é invisível, porque somos monitorizados, mas essa informação não pode ser usada judicialmente contra nós.
Mas já tem aspectos visíveis… a França forçou uma lei comunitária que permite acusação a quem visitar links suspeitos. Até pode funcionar como armadilha… a pessoa clica num link, sem saber o que é, vai parar ao link do ISIS, e pronto já pode ter que responder em tribunal.
Ora se o sujeito for inocente, uma acusação desse tipo será um bom motivo para deixar de o ser.
As ideias de pré-crime estão aí, e os terroristas que promovem esse tipo de terrorismo de estado, falam e agem impunemente, e não são só os herdeiros de Robespierre franceses.
É muito fácil perceber por que razão os serviços secretos pararam muitos actos terroristas e falharam nestes casos.
Porque ficaram de tal forma confiantes que seria suficiente essa monitorização completa da sociedade, de todos os facebooks, blogues, etc… que acharam que toda a actividade delituosa não passaria despercebida.
Por isso, descuidaram a segurança mais básica, que existia antes.
Agora, vão ter que acrescentar à lista de potenciais “terroristas” todo o pessoal que ande a tomar anti-depressivos.
Ora, eu compreendo esses tresloucados securitários, desejosos de impor um estado de terror sobre a população, tal como compreendo o Zico, o pitbull…
Caro daMaia, bem sei que agora existe a tendência de “humanizar” os animais e bestializar os seres humanos.
Mesmo neste contexto, não percebo a pertinência de trazer o ‘pitbull’ para este debate. Porque não também aquele touro que matou há dias o infeliz toureiro em Espanha e mereceu o aplauso de milhares de “humanistas” nas redes sociais?
A “loucura” dá sempre jeito para desculpabilizar os mais hediondos crimes. Como as teses geopolíticas do professor Iglesias ou a sede de vingança apressadamente invocada pelo professor Boaventura, reescrevendo as bem-aventuranças em versão multiculturalista: “Abençoados os que têm fome e sede de vingança pois serão recompensados por uma multidão de virgens no paraíso de Alá.”
Caro Pedro,
simplesmente não nos vamos meter num caixão para que a morte não nos surpreenda, não é?
Nem nos vamos fechar numa prisão, chamando-lhe antes fortaleza anti-terrorista.
Loucura securitária é fechar-se numa prisão ao mundo exterior, e aceitar a ilusão de que é bunker de liberdade e não prisão.
Nesse sentido, eu defendo que o Ocidente tem legitimidade de intervenção exterior sempre que pretender levar os valores ocidentais a todo o mundo. Mas não é porque são valores ocidentais, é porque são valores universais.
Para ganhar essa legitimidade tem a obrigação de convencer, e não apenas de vencer.
No Iraque venceu, mas não convenceu, e essa batalha foi perdida, trazendo mais radicalismo, porque foi levada por radicais do nosso lado.
Convencer é trazer o opositor para uma vitória comum, e não impor-lhe uma pesada derrota.
Os alemães não foram apenas vencidos na 2ª Guerra Mundial, foram ainda convencidos que estavam no lado errado da barricada. O mesmo foi procurado fazer pelo Ocidente no caso do Japão. Os japoneses entenderam e adoptaram como seus os valores da civilização ocidental.
Os sítios que mais parecem resistir a essa aceitação dos valores ocidentais como valores universais são justamente as paragens islâmicas.
Porque uma boa parte do Islão prefere manter-se na ideia Guerra Santa. Não acha que o Ocidente convenceu, acha apenas que venceu. Venceu uma batalha, mas que a guerra entre religiões, entre valores, essa guerra prossegue.
Direitos humanos, direitos de mulheres, de crianças, etc, esses islamitas radicais assinam acordos “porque sim”, porque faz parte de estratégia de guerra assinar acordos.
A tolerância do Ocidente com o que se passa no regime da Arábia Saudita, e similares, é escandalosa. Não é por o Dubai ou os Emiratos estarem a construir os edifícios mais altos do mundo, que se estão a modernizar. As suas sociedades continuam a espezinhar todos os direitos humanos, simplesmente porque sim, porque eles têm uns valores e nós temos outros.
Não há coisíssima nenhuma como “liberdade religiosa”, se essa liberdade implica a prisão e opressão do outro. Acima da liberdade religiosa, estão os valores morais universais… e uma religião que não aceite isso está em colisão com os valores universais. Mas eles não entendem assim, entendem que está em colisão apenas com os valores ocidentais. Porque foram vencidos e não convencidos. Nessa falha de universalidade há responsabilidades dos EUA, quem não quiser ver isso, é cego.
Ora, a partir de certo ponto, não há qualquer esperança de mudar certas naturezas. São irredutíveis. É parvo pretender que um leão passe a ser vegetariano, ou que um pitbull passe a ser um animal fofinho.
Da mesma forma, por uma questão de educação, é inútil querer convencer quem apenas entende o vencer ou perder. Aí não é possível levar as coisas para um patamar superior, em que da disputa, podem ambos sair a ganhar.
Mas essa mentalidade, do vencer, sem convencer, está tão presente no Ocidente quando no Islão. E o pior que o radicalismo islâmico pode trazer para o Ocidente, é o mesmo radicalismo no sentido oposto.
Confrontar sem pretender convencer é legitimar a Guerra Santa, em que se confrontam lados, com o objectivo de esmagar ou humilhar o opositor, e não o convidar para se convencer à mesma universalidade.
Se se conclui que isso não é possível agora, pois aí há que circunscrever o perímetro, e encerrá-los na sua prisão islâmica. Não é nenhuma solução convidá-los a entrar no nosso território para espalhar entre a nossa liberdade a sua intolerância. No Ocidente não é tolerável ter mesquitas que trazem o fundamentalismo como Cavalo de Tróia. Um islâmico no Ocidente, não deve ter excepções pela sua religião. A sua religião deve ceder aos nossos valores e não o contrário… senão estamos a entrar na guerra e a perdê-la voluntariamente.
O convencer não é abdicar das nossas vitórias civilizacionais, só para agremiar mais uns falsos adeptos, que vêm na tolerância uma nossa fraqueza.
Agora, não haja dúvidas… isto não é só burrice ocidental, há vontade de convidar os extremismos islâmicos a entrar, para justificar mais políticas securitárias no Ocidente. Porque o Ocidente ainda não se livrou dos seus pitbulls internos… e os islamitas sabem bem disso.
Estou de acordo com o essencial do que escreve.
E sublinho, a título de exemplo, estas duas frases:
«Essa mentalidade, do vencer, sem convencer, está tão presente no Ocidente quando no Islão. E o pior que o radicalismo islâmico pode trazer para o Ocidente é o mesmo radicalismo no sentido oposto.»
«No Ocidente não é tolerável ter mesquitas que trazem o fundamentalismo como Cavalo de Tróia. Um islâmico no Ocidente não deve ter excepções pela sua religião. A sua religião deve ceder aos nossos valores e não o contrário… senão estamos a entrar na guerra e a perdê-la voluntariamente.»
Uma Glock 9mm não se compra numa esquina.
Como é que um adolescente que nunca trabalhou tem dinheiro para isso,numa família de fracos rendimentos que,certamente, não lhe dava grande mesada?
Com o n° de série apagado tem origem mais do que duvidosa.
Como é que um adolescente tem acesso a estes meios?
São armas que dão coice,a 10 m é provável que não acertasse um tiro,no entanto mata nove,fere 16 e dispara de um parque de estacionamento para uma janela e acerta à volta.
Aonde treinou??
Mas é só um desiquilibrado,nunca um terrorista.
Ler e ouvir a Deutche Wella é nojento.A arma é referida de raspão, nem uma questão pertinente,só a mais que certa associação à Noruega.Bastava ir ao google e escolher outro acontecimento a 22 de julho são centenas.
A lavagem continua.
Faz-me impressão essa dicotomia. Para certos atentados, a componente ideológica é logo propalada aos sete ventos. Para outros, a componente ideológica é ocultada e lá se recorre à estafada tese da “loucura momentânea” – ou, para mim ainda mais chocante, ao “estado depressivo” do homicida – para justificar a morte de dez, cem ou mil pessoas.
Como se houvesse assassinos bons e assassinos maus.
os culpados dos atentados foram os que os cometeram. Mas pela agressividade que tomou conta dos tudologos,são atribuidas grandes maldades a quem, talvez com pouca pontaria, tenta dar umas pistas do porquê.Mas os paquistaneses, iraquianos, sirios, yemenitas e outros pobres diabos, que sofrem mil vezes mais atrocidades, talvez achem que uns poucos mortos, não se ajustam ao volume de prosa, comparando com o que dizem quando é lá (por vezes nada ou quase nada). Como sabem os jornalistas da Madeira (e não só claro) descrever suicidios com pormenores é estar a “pedilas”; e a verdade é que nos dias seguintes, invariavelmente multiplicam-se. Ser colocado num gueto, mesmo que da melhor cidade da UE e ver umas montanhas de esforço para sair dali, vai criar uma azia no estomago e uma necessidade de pertencer a algo que não forma terroristas ou cientologistas , mas que o caldo parece propicio isso acredito(quase poderei dizer sei, sem parecer pedante). Que os securistas deste e dos outros mundos , se não acrededitarem em N S Fatimas, sabem que pouco podem fazer, para alem de contar os mortos e reparar os estragos, parece-me evidente.
Como não vamos ter empregos para todos, nunca mais (convicção minha) sugiro medidas, urgentes e inovadoras – RBI, rendimento incondicional, redução da semana de trabalho para tres dias….agora deixem de acreditar no painatal, deẽm-lhe o nome que queiram (radicais, neos..,extremistas, ultra, liberais ou conservadores….formação profissional, ensino superior, doutaremento , ciencia, sociologia…
Toca num ponto essencial: os culpados dos atentados são aqueles que os cometem. Dizer que existe uma ideologia ou uma religião a premir o gatilho, accionar a tecla do telemóvel que faz explodir a bomba ou carregar no acelerador do camião-homicida é dar desde logo o primeiro passo para desculpabilizar os assassinos.
A partir daí é lícito concluir tudo – da maldade intrínseca à religião islâmica aos mil pecados cometidos pelo Ocidente através dos séculos e milénios.
Como se o mal tivesse contornos imprecisos e difusos. O problema é que tem rostos e nomes concretos, encontrem os assassinos os alibis que encontrarem.
A França e Alemanha são uns dos responsáveis por terem querido sabotar o Iraque. Na altura tinham a conversa “Hiperpotência” americana.
E assim incentivaram a Guerra Civil no Iraque. É claro que não foram os maiores culpados. Os maiores culpados foram os Iraquianos.
Guerra Civil como o nome indica quer dizer que os Iraquianos estão a destruir o próprio país.
Eis a lógica simétrica à da oratória demagógica de Iglesias: a culpa afinal é dos franceses e dos alemães, não por terem participado na invasão do Iraque, o que nunca ocorreu, mas por não terem participado.
Para certas cabecinhas, a Guerra Fria nunca acabou. Permanece mais viva do que nunca. Dá sempre mais jeito “pensar” em função dos rótulos simplistas de há várias décadas.
O problema é que tudo isso ficou lá para trás. A guerra que hoje enfrentamos é outra. Nada fria, infelizmente.
Eu disse que os Iraquianos são os maior culpados do que acontece no Iraque.
É assim tão difícil ler?
A minha critica aos Franceses e Alemãs é que perderam a maior oportunbidade de intervir positivamente.
E que raio tem que ver o caso com a Guerra Fria? Os Alemães herdeiros da RFA e Franceses estavam do outro lado no seu livro de História?
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Neste caso é muito interessante como boa parte dos Jornalistas querem deseperadamente que um terrorista que seja “Ocidental”.
Por isso:
Emprega-se unicamente o segundo nome do criminoso David porque soa Ocidental em vez de Ali Sonoboly.
Quando não dá para usar só David, emprega-se os 3 nomes porque é preciso que o nome Ocidental lá esteja.
O que menos me interessa é o nome do terrorista. Se é alto ou baixo, moreno ou louro, de esquerda ou direita, cristão ou ateu ou muçulmano.
Um assassino é um assassino. Esta é a primeira premissa de que devemos partir antes de considerações de outra ordem. E repudiar os actos criminosos, com toda a veemência de que somos capazes, sem lhes atribuirmos causas justificativas.
Nenhum crime pode ser atenuado porque o homicida matou em nome do Estado, do “povo”, de Deus ou de Alá.
É cansativo ler e reler o que apregoam os defensores da lei de talião, qual justiça poética, que torna as pessoas em animais de presa tresloucados, que já nem atacam por necessidade , mas só porque sim, porque têm projecção mundial, tempo de antena inesgotável e total impunidade.
Qualquer tipo que não jogue com o baralho todo e massacre pessoas em nome de nada, serve para propagandear uma ideologia distorcida baseada numa religião, que como as centúrias do Nostradamos, varia segundo a interpretação de quem a lê, apesar de ser consensual que a mensagem original é comum a todas as religiões milenares.
Estou farta de historiadores de pacotilha, que lêm a história à luz de convicções políticas e sem qualquer objectividade.
Estou farte de aproveitadores e detractores que esmiuçam factos e escritos de onde só aproveitam os pontos de interrogação e põem assim em causa a vida como se de dano colateral a uma corrente de pensamento se tratasse.
Eles vêm aí e posso estar eu na linha da frente. Mas também podem estar eles, os que justificam actos bárbaros com a história. Pode ser que se lhes tocar directamente, vejam a luz. Diz-se que no fim toda a nossa vida nos passa pelas retinas. Vejam se arranjam tempo de apagar os disparates , porque as não sei quantas virgens só recebem os justos, e a justiça que apregoam é uma monstruosidade.
O que mais me choca, Dulce, é ver pessoa letradas, instruídas, informadas, do lado de cá justificando e caucionando as maiores barbaridades cometidas em nome de vulgatas ideológicas do lado de lá.
Separo os lados porque é fundamental traçar linhas fronteiriças entre a civilização e a barbárie. Por mais que isso escandalize aqueles que andam por aí em sessões contínuas de autoflagelação por pertencermos ao pequeno universo das democracias liberais do Ocidente.
E é importante distinguir e separar os de cá e os de lá. Sem muros nem arames farpados que não os que lhes tolhem as ideias e os ideais . É como o Pedro já disse algumas vezes e muito bem : quem comenta nem sempre documenta. Parecem aqueles tipos da banha da cobra que pululavam antigamente pelas feiras. Debitavam um discurso plastificado que vendia a cura das nossqs maleitas e afinal o produto da cobra milagreira não passava de unto de porco.
Isso, Dulce. Mas nunca devemos perder uma oportunidade de fazer a apologia dos valores que consideramos certos. Nem que seja numa simples caixa de comentários de um blogue.
Para mim um desses valores é nunca confundir criminosos com carrascos. O bem e o mal continuam a ser compartimentos estanques. E jamais conseguirei justificar o homicídio de inocentes em nome de ideologias, congregações religiosas, tacticismos políticos ou pseudo-vanguardas de qualquer espécie.
A sua última frase despertou-me a seguinte pergunta: Napoleão deve ser classificado como um bandido, um assassino ou o sofrimento (inenarrável) que causou pode desculpar-se em nome de um ideal que ele prosseguia?
Lembrou-se do Napoleão a propósito de quê? Das rapinas, das chacinas, das violações, dos roubos, das violações, dos morticínios que a tropa bonapartista provocou em Portugal ao invadir-nos no início do século XIX?
Sim. E também pelo sofrimento (inimaginável) causado pela invasão da Rússia etc. Que objectivo justificaria isto?
O sofrimento causado pelo terrorista de agora que se auto explode e, automaticamente, mata gente que não chega a sentir nada é brincadeira quando comparado com a retirada da Rússia.
Caro anónimo:
Napoleão era branco, cristão, europeu, logo encara-se de outra maneira. Pertencia á nossa civilização!!
E qual era a cor do cavalo branco do Napoleão?
Não se esqueça das atrocidades do Átila. E do Gengis Khan. E do Estaline. E do Caim, que matou o próprio irmão.
Tudo serve para “justificar” os doces rapazinhos contemporâneos que se fazem explodir levando milhares de mortos com eles.
Senhor Pedro:
Os seus comentários são uma maneira pouco hábil de fugir a questões sérias.
Você chama-me pelo nome, eu não posso chamar-lhe pelo seu porque você visita casas alheias ocultando a identidade.
Fazendo uso das suas palavras, direi que isso é uma maneira nada hábil de fugir a questões sérias. A menos que entenda que o seu próprio nome não merece ser levado a sério.
“porque você visita casas alheias ” Só as que têm a porta aberta.
Esta sempre teve e sempre terá as portas abertas. Mas é de bom tom dizermos quem somos. Fica à consideração de cada um, como sempre aqui aconteceu.
Não esqueço. Só que num blogue o espaço é limitado. Se fosse num trabalho académico seria diferente.
Sim, o espaço é limitado. O que não impede o mesmo tema de ser aqui abordado diversas vezes. Infelizmente este é um tema que se vai repetindo muito mais vezes do que desejaríamos.