MFL disse ontem na entrevista à Judite:
“Não quero saber se há escutas ou não. As pessoas sentem que há”.
Se o raciocínio de MFL tivesse alguma coerência, poderiam inferir-se os seguintes postulados:
1) Não queremos saber se os envolvidos no caso BPN são culpados. Sentimos que eles são.
2) Não queremos saber se Preto é ou não culpado. Os portugueses sabem que no dia em que foi chamado à PJ, para a perícia de caligrafia, pediu ao cunhado para lhe engessar o braço. Por isso sentimos que MFL está a proteger quem não devia.
3) Não queremos saber se MFL é uma pessoa intelectualmente séria. Sentimos, depois da entrevista de ontem, que, intelectualmente, não é…
4) Não queremos saber se MFL é alternativa. Sentimos que não é mais do que uma versão envelhecida de Sócrates. Infelizmente, sem as qualidades de um "Vintage" ou uma boa "reserva"
Os exemplos poderiam multiplicar-se. Ao longo da entrevista, toda a gente percebeu que por ali não há ideias. Não há propostas. Não há sequer fogo de vista. O Zero absoluto em política esteve durante 40 minutos perante as câmaras. Os velhos separadores de “Pedimos desculpa por esta interrupção, o programa segue dentro de momentos" teriam sido de extrema utilidade.
Nota: Os comentadores anónimos – e heterónimos equiparados – escusam de perder tempo a comentar, porque vou estar a 300 quilómetros de Lisboa, sem acesso à Internet, até segunda-feira.

Parabéns pela análise e boa estadia (será no alto mar?)
Aproveita o retiro. E vê se chegas a tempo do programa eleitoral, para não perderes pitada.
Já agora podia aproveitar e ficar por aí indefinidamente e sem internet. Uff!
Grande delito!!!
Cá para mim até mereceu ilustração
http://rpc.blogrolling.com/redirect.php?r=4 512b91048133ca36e3cfe195fc5d35a&url=http%3A%2F%2Fsimplex.blogs.sapo.pt%2 F
Não vi a senhora Carlos, e pelos vistos ainda bem. O meu ascendente Carneiro não me permite aguentar com placidez um numero de tão baixa categoria. Um excelente fim de semana para si.
Com o respeito possível nestas circunstâncias, o seu exercício parece-me francamente desonesto. De outro modo seria completamente absurdo passar para o registo da língua escrita aquilo que é da língua falada da forma que o fez.
“ Não quero saber se há escutas ou não. As pessoas sentem que há”, foi efectivamente aquilo que MFL disse. Mas como é óbvio, ninguém é indiferente ao facto de haver ou não haver escutas. Como também julgo ser óbvio, o que MFL ou qualquer outra pessoa nas mesmas circunstâncias estaria a dizer é: “mais grave do que haver escutas é o sentimento de que se é escutado.”
Depois, a partir desta grosseira derrogação das diferenças entre fala e escrita, o Sr. passa a “sentir” que MFL é intelectualmente desonesta, velha, e tudo o resto do costume que agora se faz passar por “debate político”.
Nota: como o seu nome significa tanto para mim quanto o meu significaria para si se o soubesse, dei-me ao cuidado de “googlar “o seu.
Fiquei com a ideia de que era jornalista.