Prometeu pôr o País a crescer 3% ao ano e deixa o País em recessão. Prometeu criar 150 mil postos de trabalho e deixa o País com o maior índice de desempregados de que há registo. Prometeu baixar os impostos e deixa o País com a maior carga fiscal de sempre. Prometeu estancar o défice das contas públicas, que era de 5,9% em 2005, e deixa o País com um défice de 8,6%. Prometeu o comboio de alta velocidade e deixa o País com menos quilómetros de linha férrea. Prometeu aumentar o poder de compra dos portugueses e acaba o mandato a cortar salários, deixando o País mais pobre.
No sétimo ano de governação, já com o fim do seu mandato como primeiro-ministro à vista, o secretário-geral do PS falou esta noite no congresso do partido mostrando-se incapaz de reconhecer um erro, incapaz de pedir desculpa aos eleitores e aos militantes socialistas pelas promessas que não cumpriu, incapaz de mostrar abertura ao diálogo com outras forças políticas que lhe permitam estabelecer acordos de governo.
Igual a si próprio, afinal. Hoje só ilude aqueles que o não conhecem, aqueles que confundem retórica de palanque com acção política. O problema dele é este mesmo: os portugueses conhecem-no.


A factura do “Inferno Socrático” já foi emitida: € 80 000 000 000 (por extenso: oitenta mil milhões), cerca de metade do PIB português. Nos próximos anos, serão emitidos os recibos pagos através de cortes e impostos, claro. Ou seja, austeridade pura e dura. Só não vê quem não quer.
E ainda enchem a boca com a expressão “estado social”…
Mas existem problemas de fundo: mais de 30% dos Portuguese são analfabetos funcionais. E muitos outros vivem à custa deste Estado incompetente e irresponsável que tem vindo a ser criado nos últimos anos… e não querem perder as suas benesses.
O problema maior é verificar que alguns desses analfabetos funcionais têm estado no governo.
E hoje perguntava ele:
– O PS está comigo?
E insistia:
– O PS está comigo????
Apoteose!
O PS está com ele! Está o PS, está a maldita ignorância, e estou para ver quantos eleitores mas já me dá a volta ao estômago, a cara do “inominável”.
Triste sina!
Valerá a pena ver a cara dele na noite de 5 de Junho.
EU “ESTIVE” LÁ E GOSTEI Á FARTA
18:48 [Comentário de a. marques: ]
O Snr . Engº Sócrates disse que ia resistir até ao FIM. Já não é o FMI?
19:38 [Comentário de a. marques: ]
Esta obsessão de ajoelhar perante Sócrates é no mínimo doentia. Que a reza se fique pela igreja.
19:57 [Comentário de a. marques: ]
Sobre a nota do parlamento global da 19,45: O PS está distanciado de si próprio, digo eu.
20:03 [Comentário de a. marques: ]
Almeida Santos acaba de confessar que no PS não é um cidadão livre. Há quem escolha prisão perpétua á conta do orçamento.
20:34 [Comentário de a. marques: ]
Almeida Santos está a fazer um discurso que se aplica muito bem na própria casa. Como manda a caridade bem exercida que deve começar nos próprios.
21:03 [Comentário de a. marques: ]
Sócrates é impagável. Condena os outros partidos de se quererem intrometer na liderança do PS, mas hipocritamente condena o PSD pelas próprias escolhas. Se está muito satisfeito com a sua continuidade encontra paralelo nas percentagens com certos líderes carismáticos. Será que temos homem para décadas a exemplo de alguns que só são condenados quando caem de podres?
21:28 [Comentário de a. marques: ]
Peço ajuda ao parlamento global pela confusão instalada no meu espírito: Estamos a assistir a um congresso do PS ou a um agrupamento de vontades negativas que miram todos os supostos pecados alheios mas não tem nada para propor? Convenhamos que provavelmente é melhor assim que os tempos mudam num estalar de dedos nas mãos de Sócrates. Veja-se o repositório das promessas e do seu contrário á velocidade da luz.
Quanta insensibilidade…
http://lishbuna.blogspot.com/2011/04/foi-c omovente-ver-o-vendedor-de.html
Nota: Em 2005, o governo já era PS. O último orçamento PSD foi o de 2004 e terminou com um défice de 3,4%.
Bem demais, diria eu, Pedro.
E diria bem.
A forma e conteúdo do discurso de Sócrates faz-me lembrar os discursos do fim dos anos 30 , início dos anos 40 do século passado de uma sinistra personagem austríaca.
Será que os eleitores e os militantes socialistas pensam assim tão mal dele? Olhe que talvez não, olhe que talvez não!
O nome Mário Soares diz-lhe alguma coisa? E estes nomes: Henrique Neto, Manuel Maria Carrilho, Ana Gomes, José Medeiros Ferreira?
Bom dia Pedro.
Mais uma vez, tenho que responder à sua injustiça de meter tudo no mesmo caso. Mais uma vez, o Pedro insiste em comparar 2005 com 2011, quando este período teve dois momentos totalmente opostos.
Se comparar 2005 com 2008, vê que foi reduzido o défice, ficando abaixo dos 3% exigidos, a economia cresceu, o poder de compra aumentou, algumas reformas foram iniciadas (adm. pública, justiça, saúde, seg. social), o país evoluíu. Pouco, mas evoluíu. Algumas coisas boas foram feitas e muito se ficou para fazer. O problema foi a partir de 2008…
Com o início da crise e conhecido o barrete do subprime nos EUA, Portugal reagiu mal. E Teixeira dos Santos, que, até então, tinha feito um excelente trabalho, “perdeu-se” na intransigência de Sócrates em, por um lado, avançar para grandes obras e, por outro, baixar o IVA e aumentar a função pública em vésperas de eleições. O resultado está aí. Apesar da crise ser internacional e provocada pelos especuladores gananciosos (que, com excepção de Madoff, continuam por aí, impunes e de bolsos cheios – e alguns a escrever livros a dar lições de gestão), o governo reagiu tardiamente, pensando que a crise nao seria assim tão grave (apenas um “abalozinho”, nas palavras de Ferreira Leite) e que passaria rapidamente. Pois não passou e estamos a pagar agora quer a ganância criminosa de uns quer a falta de visão de outros. E nestes “outros” encaixam-se, para além de Sócrates e Teixeira dos Santos, o Presidente (que recentemente até confessou que isto tudo avançou depressa demais para a cabeça dele), a Oposição que não apresentaram alternativas e quase todos os comentadores económicos, que, como de costume, do alto da cátedra cospem banalidades sem qualquer consequência.
As reformas, que se iniciaram, pararam, foram suspensas, não avançaram mais. Na Justiça, por exemplo, a reforma do Mapa Judiciário, que deveria ser revista pontualmente, foi abandonada (a nova Comarca de Sintra continua com os problemas gravísssimo sem nada se fazer para o corrigir); o Simplex, que também deveria ter sido aperfeiçoada e corrigido em alguns pontos (por exemplo, nos registos e nos procedimentos junto das Conservatórias) foi esquecido. Tal como nas restantes pastas, a Justiça passou a funcionar em auto-gestão, nada se fazendo. Tudo concentrado na crise e na forma de a superar. Se há vida para além do défice (e, neste caso, da crise), não parece.
Ainda por cima, a juntar a um governo desnorteado e perdido, temos uma Oposição que vai na mesma onda. Com Ferreira Leite foi o que se viu. E já tinha lá estado no governo, com os resultados negativos que se conhecem. Os resultados eleitorais de 2009 só não foram compreendidos pelos cegos do costume (os sempre fiéis seguidores dos partidos, neste caso do PSD). E, volvidos dois anos da tomada de posse de um governo totalmente contraditório com o que foi o anterior (2005-09), arriscamo-nos a continuar a ter que aturar com Sócrates, pois Passos Coelho, que muito prometeu e nada cumpriu até ao momento (apenas gaffes, contradições, incoerências e banalidades) tem mostrado que, com tanto tiro no pé, não está preparado para substituir Sócrates. Sei que nesta casa muitos gostam (e muito) dele, mas as sondagens começam a mostrar o que realmente vale: quase nada. Ou seja, entre Sócrates (que, repito, até começou bem mas acabou – está a acabar – pessimamente) e Passos Coelho, quase não existem diferenças. Aliás, vejo apenas uma. O primeiro é um político profissional e o segundo não.
Abraço e bom fds.
Meu caro: verifico que gasta metade do seu espaço a criticar PPC, que não governou um só dia. Por mim, prefiro concentrar as críticas em quem está no governo ininterruptamente desde 2005. Sei – como todos os portugueses sabem – que estamos hoje pior do que estávamos há seis anos. Isso é o que me interessa sublinhar. Se PPC for governo e governar mal, cá estarei para criticar. Para já, critico o governo que existe – não o governo que nunca foi.
Nesta casa, como é óbvio, uns gostam de PPC, outros não e vários outros são indiferentes. Tal como na sociedade em geral. Também por isso me orgulho deste DELITO.
Um abraço.
Pedro, como já sabe há muito, estou farto de Sócrates e deste governo. Como escrevi antes, começou bem mas está a acabar terrivelmente, em praticamente tudo. Mas considero injusto não separar os dois períodos, antes e pós-crise. E que é internacional. Se o executivo tem muitas culpas no actual estado económico e financeiro do país, a crise começou graças a criminosos que raramente são referidos na bloga e nos media. Parece que foram os governos – português, grego, espanhol, inglês, etc – que deram azo a esta crise.
Claro que estamos piores do que em 2005, mas acontece que quase todo o Mundo está pior do que em 2005. E em 2008 estávamos melhor do que em 2005. Mas o Pedro insiste nesta tecla, misturando os dois períodos…
Quando a quem governa, tem razão, Sócrates e seus muchachos é que nos têm (des) governado, mas sucede que PPC, ainda nem tendo chegado ao poder (ao pote), já nos colocou numa situação bem pior, com o chumbo do PEC IV. Com o conluio dos restantes partidos da Oposição, chumbou, não apresentou nenhuma alternativa, disse em Portugal que era por ser demasiado gravoso para os portugueses e para inglês ver diz que deveria ter sido ainda mais gravoso, colocando-nos numa situaçao bem pior, impulsionando o escalar dos juros da dívida e a provocando a consequente intervenção do FMI (ou do FEEF), que será bem pior do que o PEC IV. E desta autêntica decisão político-governativa resta uma conclusão: ou PPC é irresponsável e/ou incompetente (até Carlos Moedas, que irá para o governo, disse que os juros não subiriam com o chumbo do PEC IV e os resultados estão aí à vista) ou então foi propositado para, à boleia da intervenção externa, aplicar cortes nos sectores públicos (Saúde, Educação, Justiça, Seg. Social) e em algums direitos sociais (salários, férias, subsídios), satisfazendo os interesses de muitos dos seus apoiantes (aquela coincidência de Alexandre Soares dos Santos andar publicamente a criticar o governo e, na Polónia, estar a ser investigado por violação da legislação laboral, em desfavor dos trabalhadores dá que pensar tem que se lhe diga). É verdade que não governa, mas se governar como tem estado na Oposição, então não sei, sinceramente, quem será pior.
Poderá o Pedro, tal como o Rui Rocha num post de há cerca de duas semanas, que comentei, dizer que deveremos dar o benefício da dúvida e dar tempo às caras novas, mas se eu sei que essas caras novas, pelo que têm demonstrado, não serão melhores que as caras velhas, então prefiro votar em nenhum deles, como voto de protesto (em branco, por exemplo). E digo honestamente que, a 5 de Junho, se votar em algum partido será CDS. Isto se, até lá, esquecer os submarinos, os sobreiros, as fotocópias de documentos confidenciais ou o caso Moderna…
Abraço.
Caro Ricardo:
Gostaria de acentuar apenas que nem todos os países estão hoje pior do que em 2005, longe disso. Repare no Brasil, um país de que estamos tão próximos: há poucos anos recebíamos de lá imigrantes em grande número, hoje a tendência inverte-se: são os portugueses – das mais diversas qualificações profissionais – que emigram para o Brasil, onde se regista um crescimento económico de 7,5%.
A China e a Índia crescem anualmente a um ritmo superior a 5%. E na própria Europa vemos a Turquia com um crescimento de 5% e a Alemanha a crescer 3,6%. E os EUA cresceram 2,9% em 2010.
Convém sublinhar isto para não confundirmos a árvore com a floresta.
Um abraço.
Num post antigo (de há muitos meses), já tinha pegado nisto e o Pedro, na altura, deu precisamente os mesmos exemplos. E, já na altura, eu também o recordei de que a China e a Índia cresceram mais do que estão a crescer agora. E são países fora do “circuito comercial” mundial, como sabe. Desde logo pela mão de obra barata. E a Alemanha também quase bateu no fundo antes de recuperar em 2010. Tal como os EUA. E o Brasil é outro caso à parte, com características específicas, como bem sabe. Se reler o meu comentário, eu escrevi que quase todo o Mundo entrou em crise. Não todo. Alguns conseguiram ou souberam sair dela rapidamente, outros, como nós, ainda procuram soluções. E olhe para a Irlanda ou para o Reino Unido, de cores políticas bem diferentes das nossas, aos papéis para recuperarem… A crise não tem cores políticas e não devemos olhar para ela como sendo culpa deste ou daquele partido, como alguns insistem em fazer.
Por fim, insisto em voltar ao início do meu comentário: o Pedro há muito que insiste em dizer que estamos agora piores que em 2005, quando já estivémos melhor, como expliquei. Ao bater nesta tecla, dá a entender que, desde 2005, viemos sempre a piorar, o que não corresponde minimamente à verdade. E é neste ponto que há muitos meses “batalho”, pois considero injusto, sobretudo tendo em atenção que inúmeros posts são escritos sobre os erros de governação no combate à crise mas quase nenhum é elaborado sobre os primeiros culpados, sobre quem deu origem a esta crise mundial. Só isto.
Abraço.
Meu caro:
Procurei apenas demonstrar que não estamos todos hoje pior do que estávamos há seis anos. Pelo contrário. Cerca de dois terços da população mundial vive hoje melhor do que em 2005. Uns países recuperaram rapidamente da crise, outros nem chegaram a dar por ela.
Portugal está pior, claramente. Não por uma fatalidade histórica ou geográfica mas porque foi governado imprudentemente por quem não soube acautelar o País para as consequências da crise internacional, procurando agir até ao limite como se ela não existisse, o que potenciou e avolumou as nossas fragilidades internas.
Abraço.
Misturar Mário Soares, Ana Gomes e até Medeiros Ferreira com os ressabiados e mesquinhos Carrilho e Neto é pura maldade, é até ofensivo. E, depois, pensa que eles vão votar em quem, no Coelho, no Portas, no Louçã, no Jerónimo?
«O primeiro-ministro cometeu erros graves: não tem informado, pedagogicamente, os portugueses, quanto às medidas tomadas e à situação real do País. Nos últimos dias, negociou o PEC IV sem informar o Presidente da República, o Parlamento e os Parceiros Sociais. Foram esquecimentos imperdoáveis ou actos inúteis, que irão custar-lhe caro. Avisou tão só o líder da Oposição, após a reunião de Bruxelas, pelo telefone. A resposta pública foi-lhe dada no discurso que Passos Coelho proferiu, em Viana do Castelo, muito didáctico, e foi negativa: “Não conte com o PSD para aceitar as novas medidas (negociadas/impostas?) pelos líderes da Zona Euro, reunidos no dia 11 de Março, em Bruxelas.” Assim se abre, ao que parece, uma crise política, a juntar às outras que a precederam: financeira, económica (estamos a entrar em recessão), social, ambiental e de valores.»
Mário Soares, DN, 15 de Março