O inenarrável secretário de Estado Valter Lemos disse ainda há pouco tempo uma não-verdade ao garantir que o desemprego tinha estabilizado. Acabámos de saber que o emprego registou um não-crescimento e uma não-estabilidade. A ministra do Trabalho já garantiu que vai não-baixar os braços e Valter Lemos enrugou ainda mais do que o costume a testa baixa para explicar que é impossível encarar uma não-continuação das medidas muito intensivas em curso — que têm demonstrado uma não-eficácia.
Quer isto dizer que, se os números recentes fossem exactamente ao contrário e que, portanto, tivesse havido uma pequena recuperação do não-desemprego, seria possível um não-levantamento dos braços e mandar as tais medidas para um certo não-sítio?
Por estas e por outras é que temos entre nós uma geração de jovens nem-nem. Jovens que tiveram o azar de esbarrar com uma geração de políticos não-não, que nunca chamam pelos nomes os nomes que as coisas têm. Como nós também esbarrámos, essa é que é a não-inverdade.

Compadre, havemos que lançar aqui um inquérito aos leitores sobre o pior membro deste governo (pergunta difícil, convenhamos). Este secretário de estado bate quase todos os ministros em incompetência (proeza nada fácil).
Compadre, a ideia é boa, o desafio é óptimo, o momento é excelente e o secretário de Estado é péssimo.
Eh malta, eu gosto do Walter !! Aquela testa baixa,a melena encaracolada algo “charolaise”, o ar um pouco tenso,de quem ia soltar uma ventosidade e entretanto entrou uma senhora na sala e “oh meu Deus agora não posso”, o homem já recitou estatísticas do ensino,agora perora sobre emprego, desculpem mas eu gosto do Walter. Feitios…

Hum… ‘Charolaise’?… Não sei se gosto…
Grande malha, João.
Ainda bem que concordas que escrevi uma não-mentira (apesar de mentira ser uma palavra abolida pelos neocérebros das inverdades e das não-verdades).
Vivemos tempos não-fáceis, com um não-governo que diz tantas inverdades que já perdeu a noção da não-irrealidade.
Dizes bem. É bom não-calar isto.
O desgoverno do não-humano não-manso no seu pior.
Queres certamente dizer: o ainda não-governo.
Muito bom!!
Eles é que são não-bons.