![thumbnail_20220406_165411[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2022/22277110_oSRAM.jpeg)
6 de Março, na Assembleia da República:
«As intervenções de chefes de Estado na Assembleia da República, ao longo dos últimos anos, têm sido muito limitadas. E têm sido sempre na sequência da realização de visitas institucionais ao nosso país, coisa que neste caso concreto não ocorreu. Além disso a AR, enquanto órgão de soberania, deve ter um papel não para contribuir para a escalada da guerra, não deve ter um papel para contribuir para a confrontação, para o conflito, para a corrida aos armamentos, mas o seu papel deve ser exactamente o oposto. O papel da AR deve ser um papel na defesa da paz. O papel da AR deve ser numa posição para encontrar uma solução negociada para a resolução deste conflito e para o desarmamento. E a proposta que está em cima da mesa [convidar Zelenski a discursar aos deputados portugueses] não vai ao encontro destes objectivos e daí o PCP não ter acompanhado esta mesma proposta. Porque não vai ao encontro do objectivo de defender a paz, de promover uma solução negociada.»
«As sanções [à Rússia] não contribuem para a paz, mas para esta lógica de confrontação, de conflito, de corrida, de escalar esta confrontação da guerra. E é isso, de facto, que nós consideramos que não é o caminho para este conflito. O caminho é, efectivamente, a defesa da paz e é nesse sentido que nós consideramos que a AR se deve posicionar.»
«O caminho que quer os Estados Unidos quer a União Europeia e a NATO estão a prosseguir é exactamente o caminho oposto. Da corrida aos armamentos, da escalada, da confrontação, das sanções que tanto pesam sobre os povos, sobre o nosso povo, sobre o povo europeu, com o agravamento das condições de vida, com este aproveitamento que está a ser feito, está à vista que a guerra não interessa aos povos.»
Declarações de Paula Santos, nova líder parlamentar do PCP, quando todos os testemunhos de todos os repórteres presentes na Ucrânia confirmam terem sido cometidos crimes de guerra e contra a Humanidade pelas forças de Putin em diversas cidades, das quais Butcha é um dos símbolos mais trágicos.
Com execuções sumárias, prática de tortura, violações, tomada ilegal de reféns, deportação de populações, apropriação ilegal de bens, destruição sistemática de alvos civis (incluindo hospitais) e ataques a missão humanitárias.
Sem surpresa, o PCP foi o único partido parlamentar que se opôs ao convite feito pela Assembleia da República para uma intervenção do Presidente Volódimir Zelenski, por videoconferência, no hemiciclo de São Bento. Justifica esta recusa em nome da «paz», pervertendo o significado de tão nobre palavra.
Os comunistas comportam-se como cúmplices da acção de guerra provocada por Putin na Ucrânia.
……………………………………………….
Leitura complementar:
Libération – Carnage en Ukraine, blocage à l’ONU
Le Figaro – Les soldats russes violaient sauvagement les femmes après avoir tué les hommes
The Guardian – “Barbarians”: Russian troops leave grisly mark on town of Trostianets
El País – Putin aplica en Ucrania el modelo de brutalidad que ensayó en Chechenia
El Mundo – Putin lanza su gran asalto al Donbas con apoyo de milicias nazis
La Repubblica – A Irpin affiorano i corpi dei bimbi violentati. La superstite: “Stuprata accanto a mia madre agonizzante”
L’Osservatore Romano – L’impotenza dell’Organizzazione delle Nazione Unite nell’attuale guerra in Ucraina

Bandalhos, simples bandalhos…formas inferiores de vida.
JSP
Será que agora a Marine LePen já pode vir à websummit? Ou aquilo vai continuar a ser inundado de comunas? Ora não havendo free speach à direita e agora à esquerda, vamos falar das andorinhas, das pedras e das estrelas no céu. Love the free world😂
Marine Le Pen conta com o voto do Putin. Les beaux esprits se rencontrent.
Isso é uma falácia, tantas vezes repetida, para ver se cola. Que Putin é uma figura difícil de colocar no espectro político, é. Mas Putin goza muito mais na extrema esquerda que na extrema direita. É só ver os seus aliados na América do sul e em África. E até por cá vemos isso. É reprovado pela direita e pela esquerda é, pelo menos, ignorado. Não é porque se converge em determinados assuntos, que duas entidades são próximas. Não é porque alguém faz algo idêntico a outros, que passam a partilhar as mesmas ideologias políticas. Sinceramente, Putin é Putin. Se calhar, para o colocar num determinado lugar ideológico, teríamos de unir as duas extremidades e encontrávamos o lugar de Putin.
Putin é idolatrado em simultâneo por fascistas e comunistas. Daí Marine le Pen ter ido a Moscovo beijar-lhe a mão.
Neste caso não é ‘cherchez la femme’ mas ‘cherchez l’ argent’. O Kremlin financia a direita hiper-nacionalista, eurocéptica e antiglobalização. Financiou o Brexit, financiou o separatismo catalão.
Quando aos comunistas, basta a ver o seguidismo acéfalo do PCP em adoração beata ao tirano: basta saberem que foi graduado do KGB para lhe prestarem homenagem. Sem esquecer a Coreia do Norte, monarquia comunista, sempre alinhada nas votações da ONU com a Rússia.
Tem toda a razão. Mas com uma ressalva. Putin faz o que faz, não por ideologia, mas por interesse. Ideologicamente, Putin é muito mais próximo da esquerda. Mas no fundo é um oportunista. Dá-se com qualquer um que lhe traga alguma vantagem. Putin é um comunista assumido. Basta puxar a fita atrás e ver o seu discurso no início do século.
Não é não. Esteja atento ao PM polaco, conotado com a extrema direita e que desmascarou Macron e a sua inutilidade. Putin não é nada idolatrado pela direita. Toda ela. Putin é esquerda em cada célula. Comunista de ADN. Não se confunda o facto de alguém ser crítico da atual Europa, ou da atual NATO, ou da atual ONU, para se dizer que é amigo de Putin. A extrema direita é crítica de todas estas organizações, no estado atual em que estão, mas são anti Putin e assumem que o são publicamente.
Eu não digo que Putin é idolatrado pela direita. Aliás nem costumo usar esses termos geográficos em debates políticos.
Digo – e está comprovado nas redes ditas sociais – que Putin é idolatrado por fascistas e comunistas. Uns e outros têm enfim um herói comum.
Isso não é sério. Os encontros com Putin têm acontecido com vários líderes políticos. Porque razão com LePen é diferente? Então e a Alemanha não beijou a mão a Putin? E a França? Beijaram e lambuzaram. Não se vê um único líder político de direita europeu a ter o comportamento da esquerda. Nem um. Custa ver desmascarar certas individualidades, para mais quando do outro lado, do lado certo, estão aquelas individualidades que andam há meia dúzia de anos a levar pancada. Mas mais tarde ou mais cedo, estes wokes iam ser desmascarados. Bastou isto para pôr a nu quem é hipócrita e moralmente fraco.
Acha normal o líder da Liga italiana andar vestido com uma T-shirt com o focinho do Putin? Foi o que fez o Salvini, está documentado. 022/02/15/bolsonaro-desembarca-em-moscou-p ara-encontro-com-putin-e-reuniao-com-emp resarios.ghtml
E o Bolsonaro esteve em Moscovo poucos dias antes da agressão à Ucrânia. Foi lá de mão estendida, quando mais de 150 mil soldados já estavam concentrados junto às fronteiras ucranianas.
Há muito que deixei de acreditar em coincidências.
https://g1.globo.com/politica/noticia/2
Bolsonaro esteve em Moscovo e depois? Esteve ele e estiveram muitos outros antes dele. Então são todos pró Putin. Todos aqueles que fizeram visitas de estado à Rússia, são pró Putin. E todos aqueles que o receberam também são. Isso é absurdo. É tipo o negacionismo, serve para tudo. Putin é um chefe de estado. Já o era antes disto e sempre teve relações com todos os países. Salvini é um palerma. Não conta para o totobola.
Concordo: Salvini é um palerma.
Entretanto, os comunistas gregos – tal como os camaradas portugueses – opuseram-se à intervenção de Zelenski no parlamento de Atenas. ommunist-party-of-greece-to-boycott-zele nskys-address-to-the-greek-parliament/
Nem compareceram na sessão em que o Presidente ucraniano ali discursou por videoconferência.
https://greekcitytimes.com/2022/03/31/c
Como é que o partido comunista de um país poderia aceitar isto quando o convidado perseguiu e fez desaparecer o partido comunista ucraniano? Apenas foram coerentes. Não se pode agradar a toda e o presidente ucraniano não agrada. Até parece que há uma lei mundial para andarmos com o homem em ombros.
O partido comunista é de uma coerência inabalável.
Apoiou o pacto entre a Rússia de Estaline e a Alemanha de Hitler em 1939.
Aplaudiu o esmagamento da insurreição húngara pelos blindados soviéticos em 1956.
Alinhou incondicionalmente com a URSS quando esta decidiu estrangular o processo de liberalização da Checoslováquia em 1968.
Enalteceu a anexação do Afeganistão pelas tropas de Moscovo em 1979.
Entoou hossanas ao estrangulamento do sindicalismo democrático sob a lei marcial polaca em 1981, obedecendo a ordens russas.
Emitiu um comunicado de total apoio aos golpistas ultras que em Agosto de 1991, durante três dias, depuseram o “liberal” Gorbatchov em Moscovo.
Se agora estivessem com a Ucrânia livre, democrática e soberana que resiste à selvática artilharia do invasor Putin, estariam a trair o essencial do seu cadastro histórico.
Tê-los como adversários e como inimigos, no momento mais difícil da história da Ucrânia, é mais um motivo para Zelenski se orgulhar. E para nós, cidadãos livres, nos orgulharmos dele.
Esta necessidade de arranjarmos heróis e vilões tem de ter a ver com algum trauma de criança. E esta idolatria ao presidente da Ucrânia é mesmo ridícula. Há uns anos era o Trump, o herói era o Biden e o Obama e mais qualquer outro que falasse mal do indivíduo. Depois veio as eleições e o vilão era o ventura e os heróis era as marisas Matias e o RAP e o Daniel Oliveira e mais qualquer outro que falasse mal do homem. Agora arranjaram outro vilão e um herói à pressão. E aqui ficam todos a babar-se pelo homem, o nosso herói, pelo que se lê aqui, até quem sabe a auto satisfazerem-se enquanto vêem as suas produções Hollywoodescas. Já não há paciência para tanto groupie do Zelensky. A cegueira nunca foi boa e esta que se espalhou tipo COVID e fez as pessoas adorarem um gajo de quem nunca ouviram falar, que nem sequer se dão ao trabalho de conhecer o que já fez e comem tudo o que lhes dão a comer, é lamentável. Daqui a não muito tempo esta loucura de adolescente vai passar. Entretanto, deixem lá o PCP ser coerente com um gajo que baniu um partido e proíbe uma ideologia no seu país. Gostava de ver estes ucranianos adotados a falar, se a Espanha tivesse feito o mesmo com os partidos que apoiam a independência dos catalães, dos bascos e por aí a fora. Quando esta loucura passar, por favor, vão estudar sobre este super herói fabricado no instagram e dêem uma vista de olhos nos Panamá papers e nas negociatas que andou a fazer, incluse com russos, ou vejam dos seus vídeos de 2020 a entregar medalhas a esquadrões de mercenários com a suástica tatuada nos braços. Um descendente de judeus a fazer uma merda dessas é do mais nojento. Um gajo que trata os ucranianos do leste como cidadãos de segunda, cagou neles desde sempre, uma das regiões mais pobres da europa, enquanto no oeste do país era tudo à grande e não faltava nada. E agora vem cheio de peito, como se aqueles ucranianos fossem muito importantes para ele. Tenham dó.
Ridícula é a idolatria dos colaboracionistas com o genocida Putin.
Muito pior que ridícula. É criminosa. Ao nível do colaboracionismo dos petainistas em 1940, de cerviz dobrada à besta nazi.
Quando isto passar, vai acontecer como na França em 1944. Os colaboracionistas sumiram-se em massa para os buracos mais próximos e saíram de lá como “gloriosos” resistentes.
Olhe, já não há paciência. Zero argumentos, zero objetividade. Respostas sem nexo nenhum, tipo birrinha, a ver se pica o interlocutor. Muito pobre. Vão lá pôr mais um velinha no altar que fizeram para o Zelensky, admirar pela 27a vez o vídeo do dia, que ele fez no meio de grande perigo, enfrentando vilões perigosos, podendo morrer a qualquer momento. Só pode ser crise da idade. Amanhã vai sair uma bd do Zelensky e na próxima semana, começa o merchandising. Não se esqueçam de comprar a vossa t-shirt para ajudar a Ucrânia. Não, o nosso herói não ganha nada com isso. Ele é puro😇
Muita gente escreveu coisas semelhantes a essas sobre o Churchill em 1940, 1941, 1942 e 1943.
O mínimo que lhe chamavam era bêbado e palhaço.
E não foi só na Alemanha: não faltava quem alinhasse nesse coro também em Portugal. Qualquer hemeroteca demonstra isso.
Faça um favor a si próprio e apague esse comentário que escreveu. Comparar Zelensky a Churchill é uma barbaridade. É coisa de alienados.
Nada de novo. É o o mesmo argumentário usado pelos colaboracionistas de Vichy. Os mesmos que chamavam bandalho a Churchill e condenaram De Gaulle à morte.
Lacaios de Berlim então, vassalos de Moscovo agora.
Querem ver que essa gente está cheinha de saudades dos velhos tempos dos soviéticos?
Devem sentir-se muito infelizes nesta democracia da UE!
Liberdade de pensar e de dizer como a de poder ser contrariada opinião alheia. Neste conceito creio existir unanimidade.
Infelizmente essa liberdade não existe na Rússia, onde até um indivíduo que exiba uma folha de papel em branco na rua é detido pela pide lá do sítio.
Lamenta-se que quando por cá anda meio mundo a clamar por liberdade e igualdade, se negue e agrida â paulada esse básico principio mesmo que traduzido na sua mais elementar formulação. Difícil constituirmos exemplo que nos confira credibilidade. para dar lições de grandeza.
A culpa é do Melo Antunes, que no 25N travou o Jaime Neves.
E ainda eles não querem comemorar a data. Até deviam exigir que fosse feriado nacional.
Apoiado !
A.Vieira
Qum travou foi Eanes, e muito bem.
Boas notícias. Nas próximas eleições passam para 2% .
Ou troquem com o CDS
Nos países comunistas, eleições é algo inexistente.
Por isso é sempre o mesmo a governar.
Na Coreia do Norte, desde 1948.
Na China, desde 1949.
Em Cuba, desde 1959.
No Vietname unificado, desde 1975.
Estes são os “partidos irmãos” do PCP.
Trabalho há muitos anos com Ucranianos. Gente trabalhadora e cumpridora que teve uma educação diferente e outro respeito pelo trabalho. Escrevi aqui um resumo de conversas que tive com uma agora ex-funcionária que tem a família e os amigos ainda no seu país. Contou-me em lágrimas, de mortes, raptos, torturas e violações a jovens. Publiquei e executaram-me; esfolaram-me viva como a mentirosa que inventa inverdades em prol de uma boa história. Gostava que essas pessoas se engasgassem e com cada palavra proferida e sufocassem cada vez que fazem uma apologia ao diabo e enxovalham seja quem for para que a desinformação neste país tenha sucesso.
Tanta gente que ao princípio da invasão não aceitava como legítimo o que Putin estava a fazer, agora respondem um vil ” afinal parece que não era bem assim”… amigos, gente culta … ” mas dizem na televisão”… pois dizem! Dizem tanta porcaria na televisão, mas será que acreditamos em tudo? Que tristeza de gente.
Negacionistas da devastação abominável praticada pelos russos desde 24 de Fevereiro na Ucrânia.
Nem se comovem com os corpos mutilados, os cadáveres das mulheres violentadas, as crianças decepadas, os animais esventrados, o horror das pessoas condenadas à morte por sede e fome em cercos macabros como o de Mariúpol – cidade de Maria – onde nem a Cruz Vermelha é autorizada a intervir para salvar vidas humanas.
Gente abjecta. Cúmplice dos crimes contra a Humanidade praticados por Putin, discípulo de Hitler.
Maria Dulce Fernandes, vai desculpar-me, mas este seu discurso é de extrema violência. É discurso de ódio: “Gostava que essas pessoas se engasgassem e com cada palavra proferida e sufocassem” – a sério que escreveu isto?!… “Publiquei e executaram-me; esfolaram-me viva como a mentirosa que inventa inverdades em prol de uma boa história. Gostava que essas pessoas se engasgassem e com cada palavra proferida e sufocassem cada vez que fazem uma apologia ao diabo e enxovalham seja quem for para que a desinformação neste país tenha sucesso.”
Executaram-na?!… Quem está a ser executado – de mãos atadas e tiros na nuca – é o povo ucraniano, sem dó nem piedade, a mando de Putin.
Eu dei a minha opinião, fundamentada, nas notícias a que vou assistindo. Espero não a ter “enxovalhado”. Se é a este post que se está a referir (?!);
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/na diya-13806533
A Té só leu o post e os comentários. O resto veio depois. Mails, msg, sei lá. Foi mau demais.
Mas como habitualmente as pessoas resumem o pouco que sabem e apressam-se a tirar conclusões.
Este assunto acabou neste blogue. Desabafei e não volto a falar nisto.
Espero que continue a escrever, eu continuarei a ler [aliás, costumava visitar e apreciava os seus escritos, música,…no seu antigo blogue no Blogger/blogspot].
Desejo-lhe tudo de bom, Maria Dulce.
Boa noite, fique bem.
Obrigada.
Os crimes de guerra serão investigados por quem de direito. Assumir os crimes de guerra porque os jornalistas dizem que existem é, no mínimo, questionável. Para mais quando falamos de uma classe que se descredibiliza a cada dia, que se vende a poderes, a ideologias, a políticos e a grupos de pressão. Esperemos é que os crimes de guerra sejam investigados por entidades isentas, sem agendas e sem pruridos em revelar resultados que podem não agradar aos donos da opinião pública.
Os crimes de guerra são documentados dia a dia, hora a hora, por corajosos repórteres que arriscam a vida e a saúde em cenário de destruição total.
Como tantos outros foram documentados na devida altura por outros repórteres. Os crimes de guerra em Guernica, em 1937, por exemplo. Na altura, a propaganda nazi negou-os, claro. E os colaboracionistas do nazismo papaguearam a propaganda. Como agora fazem os colaboracionistas do putinismo, negando os crimes cometidos por Moscovo na Ucrânia.
Alguns, os mais abjectos, insinuam mesmo que os ucranianos foram torturados, violentados e mortos por… ucranianos.
A “única classe que se descredibiliza a cada dia” é a “classe” dos comunistas anónimos, negacionistas dos crimes, colaboracionistas do carniceiro do Kremlin.
As opiniões são livres e as pessoas pensam como quiserem. Apesar de estar muito longe dessa ideologia, respeito-a, aceito-a, ouço-a e tento contra argumentar. É assim que se desfazem mitos, ideias mal formadas, ou mesmo a estupidez mais atroz. Este caminho mais badalhoco de abrir os olhos a esta gente, desta forma pouco inteligente, é precisamente aquele que os jornalistas, comentadores e afins tomaram há uns anos e que acabam por os descridibilizar. Os jornalistas, infelizmente, servem interesses. Isso é do mais óbvio e está há vista desde 2009. Como em todos os crimes, não são os jornalistas que documentam nada. E muito menos quando estão fechados apenas de um lado da barricada. Quando houver um que conheça as duas realidades, já podemos falar.
As opiniões são livres? Na Rússia não são. Basta exibir uma folha de papel em branco na rua, sem nada escrito, para ir de cana como “pensionista do estado” russo.
São livres do lado de cá.
Pois, mas nós não estamos na Rússia. Às vezes até parece que estamos, mas não estamos
Quem só ouve o PCP julga estar na Rússia, isso é verdade.
Bom dia Pedro Correia
Que esteja tudo bem consigo.
Sei que tem bons arquivos e, provavelmente, também o que me lembrei de colocar no meu Chapéus, dos nossos jornais, ao tempo de incursões Putiniscas dos primeiros anos do século XXI a que, presunção minha naturalmente, poucos ligaram, como um que agora se reclama de complacente.
António Cabral
É urgente desnazificar a Rússia, caro António Cabral.
Essa é boa. Mas curioso ninguém questionar o porquê de a América pouco fazer para terminar isto. A sua postura cada vez mais incendiária e muito pouco intervencionista, não causa curiosidade? É que a América é quem mais ganha com isto. O que não é comprado à Rússia, vai ser, em certa medida, comprado à América. Quando isto acabar, os dólares vão ajudar a reerguer a Ucrânia, que vai andar décadas a pagar esses dólares, com juros. Ao mesmo tempo a Europa lembrou-se que tinha de investir na defesa. Ora para isso é preciso comprar armas. Quem as produz mais que ninguém? E no meio disto tudo, não deixa de ser curioso que mais uma vez, é com os democratas que a indústria do armamento mais vai ganhar. Wtf
O neo-Napoleão de Moscovo invade e arrasa a Ucrânia e este tonto diz que a culpa é da “América”.
Como se o Putin andasse a fazer estas carnificinas às ordens de Washington.
Engoliram a cassete na Guerra Fria e são incapazes de a regurgitar.
Não meu caro. Tem de deixar de ler em Z. A culpa disto não é da América. Mas um escrutínio justo, deveria perceber que a estratégia adotada pela América, desde que isto começou, não é inocente. O que se questiona é o depois de ter acontecido, não o porquê de ter acontecido. Os discursos patéticos de um chefe de estado, que em nada pugnam por um ambiente de diálogo, pelo contrário, até incendeiam ainda mais e a pouca intervenção da maior potência do mundo, causa curiosidade. Ou não? É normal esta atitude? Toda ela, desde o primeiro dia? Não é. Porquê? Não fica difícil responder, pois não? A desresponsabilização da América não é inocente. Ser Israel ou a Turquia a fazer esse papel é bem elucidativo.
A Rússia comete um acto de guerra na Ucrânia, provoca ali crimes de lesa-humanidade arrasando cidades inteiras e alvejando inúmeros alvos civis, força mais de um quarto dos ucranianos a abandonarem as suas casas, gera o maior fluxo de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial, e vocês atribuem a culpa de tudo isto não ao Putin mas aos… americanos.
Nas vossas mentes alucinadas, o Putin é portanto um pau-mandado dos EUA que invadiu a Ucrânia para beneficiar os interesses da “indústria bélica” norte-americana.
Putin só faz o que Biden lhe ordena.
Caramba, quanto delírio…
Este vosso negacionismo, em tudo o que se relaciona com os crimes russos, equipara-se ao dos negacionistas da pandemia e das alterações climáticas.
Farinha do mesmo saco.
Mas qual negacionismo? Agora é tudo negacionismo? A palavra entranhou-se de tal maneira, que não há forma de sair. Mas o comentário é negacionista? A visão periférica é muito importante para se ter uma opinião mais completa das coisas. Já sabemos que beliscar o amigalhaço Joe não é politicamente correto. Mas por favor, basta dessa do negacionismo para maquilhar o que não interessa ser falado.
Claro que há negacionismo. Negar uma evidência é negacionismo.
Negar Guernica e Auschwitz e Butcha e Mariúpol.
Pior ainda quando surge com péssima companhia. Refiro-me ao colaboracionismo, neste caso concreto da agressão de Putin à Ucrânia.
Será que não consegues debater opiniões sem descer de nível? Mas o anónimo ofendeu alguém? Que é isso de tonto? É assim que discutes? Também não passas de um putinzinho de trazer por casa. É tipo aqueles miúdos que levam a bola e se não jogarem ninguém joga. Eleva-te rapaz. Não há nenhuma regra em que toda a gente tem de pensar como tu e bater-te palmas.
Um tonto para mim é mesmo tonto.
E um canalha é um canalha.
Quando chamo tonto ou canalha a alguém, assino por baixo, não mando recado por terceiros. E também não fico anónimo nem invento um apelido qualquer para fingir que sou “frontal”.
Os miúdos é que atiram a pedra e escondem a mão.
Escrevo apenas para esclarecer que não me senti ofendido. Não é por tão pouco que me ofendo. Apesar de evitar essa forma de debater, aceito se é essa a sua. Mas não posso deixar passar o facto de, felizmente, não ser transversal a todos os participantes, senão seria um ambiente muito desagradável.
Eu debato com argumentos, com factos e com assinatura.
Muitos dos meus interlocutores dispensam tudo isto.
O Vladimir recebe uma comissão do Joe por cada F-não-sei-o-quê vendido, caro Pedro. E tem acções nos campos de gás de xisto do Texas, Montana e North Dakota. Isto anda tudo ligado. Ouvi dizer que anda a arquitectar um plano com o tio Sam para formarem um cartel de gás liquefeito. Os insultos são só para disfarçar. A quem é que tal chorrilho de insultos mútuos beneficiaria mais senão aos dois compinchas assim mancomunados?
Vocês sabem do que eu estou a falar, é a conspiração judaico-maçónica universal para pôr fim à órbita do planeta.
Penso eu de que.
E oferecer ao Putin uma saída. De preferência de grande calibre , que faça bom estrago.
Faça como fez o outro no dia 30 de Abril de 1945.
Por muito menos, queriam ilegalizar o Chega (de que não sou sequer minimamente simpatizante). Então e isto? Apoio descarado a um assassino e à barbárie por ele cometida? Colocar em causa jornalismo independente? Não é preciso ser apoiante da Ucrânia ou anti-Putin, para se perceber o que se passou ali. Não é preciso sequer ser simpatizante do Putin, para deixar de ver. Basta NÃO SER CEGO! Nem cobarde. O PCP nesta altura (se calhar desde sempre) não passa de um bando de anti-democratas , admirador de ditadores assassinos. Não merece nem deve, estar representado na AR.
É uma vergonha termos em Portugal:
Um partido como o PCP cheio de Comunistas portugueses aliados de Putin, negacionistas de Bucha e de todos os genocídios ainda por descobrir em Mariupol e noutras cidades Ucranianas.
Apoio a expulsão dos funcionários russos de Portugal e também dos polícias da KGB que praticam a censura e a manipulação da informação.
Luís Santos
Esta Paula Santos devia de ter nojo de si própria por ser uma rapariga nova que apoia carniceiros e violadores . Na vida e na política não vale tudo!!!
Vai-te embora de Portugal, vai catar piolhos ao Putin.
Catarina M. Silva
Esses “animais” são fruto dos cunhais desta vida, filhos do dito estado novo, e das cassetes enquistadas nos respetivos “cérebros” (?) .
A.Vieira
Na Rússia de hoje, as massas pouco evoluíram desde o tempo dos soviéticos, e seguramente a liberdade continuará a ser-lhes valor algo estranho.
Se de oligarcas se passar a comissários políticos, não será tido por mudança dramática.
Os órfãos do sovietismo, não perderam a esperança.
Não há como não rir. Há meia dúzia de meses atrás, a extrema esquerda era o baluarte dos bons valores. Levada ao colo em todos os telejornais, programas de política, comentários semanais nos jornais. Estavam infiltrados em toda a massa média. Tinham deputadas a receber de televisões e grupos económicos da imprensa. Agora são uns bandalhos, uns porcos. Não há como não rir. Aqueles que nunca aceitaram a liberdade de expressão e sempre a tentaram controlar, estão a pagar a mesma fatura. E note-se, ainda não sei quem é mais hipócrita, nem mais idiota.
Os infelizes comunas estão em todo lado a defender Putin e a desterrar Zelensky. Estes putinistas são piores que canalhas. São o esgoto da humanidade mais imundo do universo.
Rita Ferro
Defender Putin é uma missão impossível. Mas não causa estranheza que nada nem ninguém escrutine Zelensky? Estamos habituados a que os nossos isentos jornalistas vasculhem a vida de todo e qualquer personagem que surja na cena mundial. Mas agora nada. Será assim tão impoluto, tão despido de um passado questionável? Líder de um dos países mais corruptos do mundo, a poucos lugares da Rússia e não há nada sujo? Esta fabricação de um Messias dos tempos modernos é estranha. Aqueles videos, preparados ao pormenor por uma máquina de marketing, desde o vestuário, ao tom, às palavras, ao cenário. Tudo preparado ao pormenor para nos convencer que encontramos um líder mais limpo que o papa.
Pelo contrário, quem não é escrutinado é o tirano russo. Nem se sabe ao certo onde vive nem quantos filhos tem.
Está há 22 anos no poder, tem protagonizado uma deriva totalitária e condenado o próprio povo russo a uma nova servidão. Como no tempo dos czares e dos ditadores comunistas.
Os jornalistas que quiseram escrutiná-lo acabaram no exílio, na melhor das hipóteses. Outros acabaram na prisão ou na morgue.
Não sobra quase ninguém para contar.
A Rússia invade um estado soberano, sem declaração de guerta, comporta-se como só um alucinado ou um fanático não vê (e parece que abundam, uns e outros) quanto a alvos civis e aos civis, destruindo e matando desenfreadamente, com evidente vontade de fazer o mal pelo mal, com, dir-se-ia, verdadeiro deleite sádico. Mas o que é urgente, imperioso, fazer é questionar a pessoa do presidente ucraniano.
O despudor, a absoluta desonestidade, toma as formas que tiver que tomar.
De facto, quando se pensa que já se bateu no fundo a realidade mostra que ainda é só lodo.
Há cada brochista anónimo de putin a declamar como um néscio
José Nunes
Esta posição do PCP ao opor-se ao convite feito pela AR ao Presidente Zelensky, questionando inclusive a oportunidade e a utilidade de tal convite, foi o prego que faltava no caixão que o espera.
Funeral pela certa nas próximas eleições, sem palmas na despedida, quiçá com vaias e apupos. Inacreditável o argumento usado para justificar a recusa, invocando a defesa da paz e o reforço das negociações para evitar a escalada do conflito. Bandalhos sem vergonha, tentando desacreditar tudo o que tem vindo a ser mostrado ao mundo, a barbárie dos subtidos do Czar Putin que eles persistem em idolatrar.
Cá se fazem, cá se pagam.
Será que o PCP está à espera que a Euroásia do Putin vai desde a Soeiro Pereira Gomes até Vladivostok?
Até devem ficar com a pipoca aos saltos só de imaginarem isso.
Lá iria o camarada Jerónimo cortar a fita…
E você?!
Hoje, o Correio da Manhã traz imagens de soldados ucranianos a executarem prisioneiros russos.
Lembra-se do massacre de Odessa, em 2014? Foram os russos?
(Já) não há operações de falsa bandeira, pois não?
Não leio o Correio da Manhã para me informar sobre o acto de guerra da Rússia à Ucrânia.
Leio apenas o Guardian e o El País e o La Repubblica e o Le Figaro e o Independent e o El Mundo e o Libération.
E também não leio o Avante! para esse efeito.
Olá, amigo Pedro Correia
Reparou que naquela comunicação não se fala, uma única vez, condenando, quem invadiu ?
Surpresa era se falassem…
Grande abraço
Fernando Antolin
Devem andar com lesões nas cervicais com tanta inversão dos factos e tanta pirueta que têm dado na defesa do indefensável.
Caramba, se o “socialismo científico” são dislates como os que esta nova líder parlamentar comunista proferiu, até o pensamento mágico consegue ser mais rigoroso…
Abraço, Fernando.
Com negacionistas não é possível qualquer diálogo.
Mas como é possível esta gente putinesca sentir-se tão feliz nesta democracia europeia?
Democracia tão democrata que até chega a ser parva em manter tanto diálogo com esta gente?
No tempo do antoninho (tempo coincidente com Cuba)só se perdiam as que caiam no chão.
O que esta comuna psicopata quer é deixar andar, não se fazer nada para não sacrificar os massacres, violações e destruição 24 horas por dia que pelos vistos deve lhe dar prazeres orgásticos.
É uma fofura ver este PCP brandir tradições parlamentares como argumento – logo ele que, em 2015, a troco de trinta moedas de latão, tratou de mandar tradições parlamentares às urtigas.
Argumenta a nova líder parlamentar que só faria sentido Zelenski falar aos deputados portugueses no âmbito de uma visita de Estado a Portugal.
Quase daria vontade de rir, se não fosse um tema demasiado sério. Como se o Presidente ucraniano, que tem resistido como um herói em Kiev à agressão da maior potência nuclear do globo, estivesse em condições de visitar seja que país for.
A minha tolerância para com certos excessos de linguagem tem sido enorme nesta caixa de comentários mas acabo de remeter à reciclagem, sem publicação, algo aqui deixado por um anónimo às 18.31.
Crítica, o mais possível. Mau gosto sexista e misógino, com a agravante de vir sem assinatura, nem pensar.
Sejamos realistas. Quem está admirado com este discurso do PCP? Eu não. E ainda bem que continuam com a mentalidade do século XIX, pois bem breve irão resumir-se à sua verdadeira insignificância: 0
Mas sejamos realistas por outro lado, a coerência do PCP é inquestionável, e sabemos com quem e como contar. Já não posso dizer o mesmo de uma certa política europeia que apesar de saber o que é o Putin, após a invasão da Crimeia e outras situações altamente duvidosas, se submeteu ao seu jugo com contratos muito duvidosos, que estão a contribuir para que a Europa não tenha possibilidade de ter uma posição mais forte perante a actual situação.
Neste caso, a coerência do PCP não é atenuante: é agravante.
Insistir no apoio a genocidas e torcionários fará este partido recuar eleitoralmente para um patamar próximo do MRPP.
Talvez já na próxima eleição legislativa.
Quanto aos seus considerandos sobre a reacção da chamada comunidade internacional às sucessivas agressões da Rússia (na Chechénia, na Síria, na Geórgia, na Crimeia) não posso estar mais de acordo.
Mas vale mais tarde que nunca. Chegou enfim o tempo de dizer basta.
Nunca Putin imaginou que os ‘moles’ e ‘frouxos’ ocidentais pudessem reagir com tanta firmeza. E sobretudo nunca lhe passou pela cabeça que os ucranianos defendessem com este denodo e esta coragem a soberania nacional. Com admiração de todos nós, excepto dos serventes de Moscovo.
Fakenews. Quando o conflito checheno aconteceu, o Putin ainda era um mísero funcionário público de uma organização destruída chamada FSB, que era a herdeira do KGB.
Tanta idolatria pelo genocida começa a parecer patológica. _Grozny_(1999%E2%80%932000)
Putin era primeiro-ministro (e líder efectivo da Rússia) quando o massacre em Grozny aconteceu.
https://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of
Em 2003, a ONU considerou a capital chechena a «cidade mais destruída do mundo».
Cidades destruídas e crimes grotescos contra pessoas são duas coisas diferentes. E por muito que se tente colar as duas coisas, quem pesquisar o mínimo, ou tiver memória, facilmente separa as duas coisas. Os crimes da Chechénia ocorrem durante o primeiro conflito no anos 90. Aí sim cometeram-se atrocidades bárbaras. Mas os cadáveres viram-se. Contaram-se. Não foram assumidos porque um líder qualquer disse que foram mil, ou dois mil. A destruição de Grozny nem por sombras se compara ao que aconteceu 10 anos antes. Comparar betão a pessoas é só ridículo.
Ridículo é andar alguém aqui há horas a pôr paninhos quentes num genocida.
O genocida de Grozny, de Alepo, de Mariúpol, de Butcha.
O carniceiro de Kramatorsk.
https://www.theguardian.com/world/2 022/apr/08/kramatorsk-train-station-ukra ine-russia-rockets
https://elpais.com/internacional/2022-0 4-08/varios-muertos-en-un-ataque-de-rusi a-a-una-estacion-de-tren-repleta-de-civi les-que-huian-del-este-de-ucrania.html
https://www.nytimes.com/2022/04/08/worl d/europe/ukraine-train-station-attack.ht ml
https://www.liberation.fr/internati onal/europe/en-direct-guerre-en-ukraine-l a-presidente-de-la-commission-europeenne-u rsula-von-der-leyen-attendue-a-kyiv-2022 0408_7GGESOVQOFHIDGK263U3TEXVMY/
https://www.publico.es/internacional/ru sia-perpetra-matanza-estacion-tren-donba s.html#md=modulo-portada-bloque:4col-t5;m m=mobile-big
Aliás, muito pior que ridículo.
É escabroso.
Como um nazi a aplaudir as “proezas” da Legião Condor quando Guernica foi arrasada.
Paninhos quentes? Que pensamento tão pequenino. Paninhos quentes está o senhor a passar em todos os co-responsáveis pelo que está a acontecer. Porque não acredito que ache que só há um. E esta defesa acérrima de que só há um, é suspeita.
Entre quem agride e quem é agredido, nunca me coloco do lado do agressor.
Não me ponho a dizer que a vítima de agressão “estava mesmo a pedi-las”, talvez por usar um decote demasiado ousado e uma saia excessivamente curta.
O dever de um líder é proteger o seu povo e evitar que este sofra, ou corra riscos desnecessários. E o seu ídolo não fez nada disso. Teimou em propagandear que iria pertencer a uma organização e continuou a teimar, mesmo depois de todos os avisos. Foi instrumentalizado por um ignóbil, que o empurrou e aqueceu as costas, mas quando as coisas deram para o torto e o outro lado respondeu como sempre avisou que responderia, fugiu para o outro lado do Atlântico e subiu ao seu púlpito para debitar atoardas e injúrias inqualificaveis. E assim lá ficou o ingénuo sozinho. A Suécia é um bom exemplo. Durante anos foram seduzidos pelos manos da América, mas sempre lhes disseram que não. Diplomaticamente ponderados. Não colocaram o seu povo em risco por algo que não lhes traria grandes vantagens. Este seu ídolo deveria ter ficado pelo UE, não deveria ter esticado a corda. A Rússia nunca se preocuparia com isso. Só tinha a ganhar. A UE é o maior comprador da Rússia. Quantos mais membros tiver, mais dependente fica. Se vendia o gás à Ucrânia a 10, passaria a vender a 15. Mas não, o inteligente achou que estava a brincar aos cowboys e foi-se meter com uma besta, que não brinca, nem faz ameaças por fazer. Por isso essa responsabilidade em ter colocado o seu povo em risco é dele e nunca deveria ser escondida. Explicar a quem perdeu a sua casa, que tal se deveu, apenas e só, a um gajo ser psicopata, ou porque tem um cancro na cabeça é só estúpido.
Conversa similar aos franceses que idolatravam o repugnante marechal Pétain quando se pôs de cócoras perante Hitler em 1940.
Já parece uma conversa com aqueles ativistas que querem comparar o que se passa hoje, com que se passou há 100, 200 ou 400 anos atrás. Mas por um lado é bom. Porque nesse tempo que tanto gosta de trazer para a praça, aconteceram muitas coisas que levaram a humanidade a tomar medidas para que não volte a acontecer. Mas as lições foram esquecidas. A política não é matemática. E num mundo perfeito, cada um faria o que quisesse e tinha todo o direito de o fazer, no fundo é com este argumento que se escamoteia a responsabilidade de Zelensky. Ele é livre de decidir o que quiser para o seu país, como tanto se apregoa. Se fosse assim, o Líbano podia permitir que o Irão lá colocasse as suas forças armadas. E Israel calava e comia, porque o Líbano é soberano e pode fazer o que quiser. Cuba lembrava-se e repetia a crise dos mísseis, desta vez com a China. Mas não haveria crise, porque a América iria permitir, afinal Cuba é um país independente e faz o que lhe apetece, não é? Noutro prisma, com esta crise energética, a Espanha lembrava-se construía uma central nuclear em Badajoz. E nós, tugas, caladinhos. Afinal o que vale para a Ucrânia, não vale para qualquer outro país do mundo?
Que baralhação de coordenadas geográficas vai para aí…
Parece a do estado-maior do Putin em Moscovo, que andou a consultar os mapas errados. Por isso o genocida começou a demitir generais, apontando-os como bodes expiatórios por ter perdido a batalha de Kiev.
O vencedor, Zelenski, recebeu ali ontem Ursula von Der Leyen e Josep Borrell, com o mundo inteiro a ver. Deve ter sido uma brutal noite de insónia para o genocida.
Só é confuso para quem quer que seja confuso e para quem convém dizer que é confuso.
E isso é motivo de regozijo? A promessa de entrada na UE, contra todas e quaisquer regras e premissas, desprestigiando, para não dizer cagando, para todos os países que aguardam a admissão e trabalham há anos para cumprir com os requisitos, é motivo de orgulho? Por isso a Europa está no lamaçal ideológico.
Admitir um dos países mais corruptos do mundo, com a mesma pontuação que Rússia. Admitir um dos países mais intolerantes e persucutórios do mundo, o segundo da Europa, apenas atrás da Rússia, é motivo de orgulho? Milhões de euros vão lá cair, tirados diretamente dos bolsos de todos os europeus. Que com esta loucura cega, nem sequer se vão preocupar onde vão parar. E não sou contra a ajuda na reconstrução, nada contra, mas apenas se esta for feita com transparência e escrutínio. E se não há escrutínio nenhum antes, também não haverá depois.
«A Europa está no lamaçal ideológico.»
Frase típica da propaganda de Moscovo.
Quanto a corrupção, hoje a Rússia tem provavelmente o regime mais corrupto do mundo. Um regime que esmaga e oprime e ameaça não apenas os povos vizinhos. Esmaga, oprime e ameaça os próprios russos.
Ai isto para si é como um jogo de futebol? Onde há vencedores e vencidos? Por isso isto anda tão mal. Homens, serão sempre homens, não há muito a fazer. Resumem sempre as coisas a um jogo de futebol. Vá dizer isso aos ucranianos que apareceram aqui, só com a roupa no corpo. Não se preocupem, caros quase europeus, perderam tudo, mas o nosso super Zelensky foi o vencedor. E abrem umas garrafas de champanhe e festejam todos contentes a vitória. Mas qual vitória? Mas alguém alguém ganha com isto? Ok, talvez os US of A.
A propósito de homens: existe alguma mulher lá no bunker do Putin? Só se vêem homens. Um fala, os outros baixam as orelhas.
Poder absoluto falocêntrico. O colaboracionismo russo em Portugal nunca fala disto. É misógino também. Mesmo quando a assinatura colaboracionista é de mulher.