A democracia está para a política como o capitalismo está para a Economia. Não presta, mas é o melhor que se pode arranjar. Porém, quanto mais leio sobre as arbitrariedades e poder das agências de rating, mais me apercebo do absurdo a que chegámos. “Os mercados” são os nossos ayatollahas. Pairam acima de governos e bancos centrais, podem até aniquilar países, reduzir à pobreza nações inteiras, que ninguém lhes toca. Apesar de já terem dado provas da sua falibilidade e de o seu carácter amoral ser reconhecido por todos, o mundo continua a seguir-lhes os ditames.
Leio nos jornais que o povo islandês se recusa a pagar o que considera ser uma factura injusta e pergunto-me o que terá de acontecer para que um levantamento semelhante ocorra em relação à Moody’s, Fitch e Standard & Poor’s, a santíssima trindade, cujo comportamento abjecto está bem retratado em Inside Job, o documentário de Charles Ferguson sobre o colapso financeiro de 2008. Houve já quem reagisse, inclusive em Portugal, mas é pouco. Tem de ocorrer uma vaga de fundo que os derrube. Algo que devolva a velha e vaga humanidade ao sistema. O impossível está a acontecer um pouco por todo o lado. Torço para que também este aconteça.


Pois. Não há nada como matar o mensageiro.
E quando o mensageiro é o escroque?
Capitalismo sim! Capitalismo sem regras, não!!!!
Quem está por detrás dessas agências de rating?
Álvaro Pires, não esteja a querer misturar alhos com bugalhos. Onde é que quer chegar? Que pretendo inocentar alguém, criticando as agências de rating? Olhe que não…
Pelos vistos, há uma conspiração geral dos mercados, via agências de notação financeira, contra Portugal. Onde é que eu já ouvi isso?
Não afunile o pensamento em função das suas simpatias ou ódios partidários, Álvaro Pires. Essa é, infelizmente, a atitude de boa parte dos comentadores e opinion makers. Tem como efeito apenas arranhar a superfície dos problemas que estão em discussão. Reflexões selectivas não levam a lado nenhum.
Guarde esses conselhos para si, minha senhora, e passe bem!
Não se envergonha de me ter censurado o comentário em que a aconselhava a guardar este tipo de conselhos para si?
Está a ver? Precipitou-se. Não houve censura nenhuma, por quem sois? Apenas um pequeno atraso na libertação de comentários.
Pois, pois… Conte-me dessas!
É frequente demorar horas a responder e a libertar comentários. Lamento, mas nem sempre tenho o computador por perto e não uso desses gadgets que permitem tratar do assunto em qualquer ligar. Se não fosse muito aborrecido, convidá-lo-ia a consultar outros posts e a fazer a estatística dos meus timings para tirar isto a limpo…
Muito gostaria, mas tenho mais que fazer. Eu trabalho, sabe? Pode ser escandaloso, mas é a verdade, acredite…
Então já somos dois.
É isso, L. Rodrigues.
Até que enfim que leio aqui um post (e resposta aos comentários) inteligente e não sectário. Por alguma razão o filme foi pouco publicitado!
O pior cego é aquele que não quer ver, m. martins. Infelizmente há muitos.
Segundo a senhora Teresa Ribeiro 170 mil milhões de Dívida em 2010 desde os 92 mil milhões de dívida de 2005, são possíveis de pagar.
E para a senhora Teresa Ribeiro essa dívida ainda é pouca, Portugal deveria fazer mais dívida incluindo a escondida 190 mil milhões, 220 mil milhões.
E para a senhora Teresa Ribeiro as agências deveriam dourá-la com ratings bonitos.
Há uma palavra para isto: estupidez.
É preciso dizer isso. O povo Português é estúpido e esta bem representado por gente volúvel e sem cultura que vê um filme e não consegue reconhecer semelhanças.
Pois para mim, Lucklucky, não há coisa mais estúpida que a cegueira ideológica e este seu nível de argumentação.
Como já estava à espera não há argumento.
O que é que pode dizer alguém que quer enganar os fundos de poupança, investidores com ratings bonzinhos(com 170 mil milhões!+o escondido) tudo para o país se poder endividar ainda para mais?
É a única conclusão lógica que se pode tirar do seu texto.