Os melhores romances e novelas portugueses do século XX


Pedro Correia,

Há muito que tinha este plano: eleger aqui os dez melhores romances e novelas portugueses do século XX. Dediquei parte dos últimos anos a ler ou reler obras de ficção de largas dezenas de autores publicadas entre 1901 e 2000. Precisamente para organizar esta lista com critério e fundamento.

Conto também com o contributo de quem lê o DELITO DE OPINIÃO. A partir de amanhã, indicarei as 60 obras que constam da minha pré-selecção. Os leitores poderão e deverão pronunciar-se: façam o favor de indicar as vossas preferências. A ideia é reduzir os 60 para 30 na fase seguinte, para depois me fixar em dez. Fazê-lo por etapas tornará tudo mais interessante, creio.

Nestas minhas leituras também fui conhecendo vários romances ou novelas que não justificam a fama de que ainda gozam em certos meios, muito pelo contrário. De tal maneira que até poderia incluí-los numa lista dos dez piores. Talvez venha a divulgá-la. Mas só mais lá para diante. Agora a que interessa é mesmo esta.

16 comentários em “Os melhores romances e novelas portugueses do século XX”

  1. Gosto imenso de listas, geralmente na área do cinema, mas agora ando também virado para as leituras, a descobrir imensos escritores que andam ignorados por aí. Tenho imensa curiosidade em ver as suas listas, porque terminamos sempre por descobrir novos autores.
    Muito boa tarde!
    Rui

    1. Para já, pretendo lançar um olhar atento a toda a narrativa de ficção longa (romance, novela), Cristina.
      Depois haverá tempo e espaço, espero, para abordar outros géneros – designadamente conto e poesia. E, claro, a ficção já do século XXI – que ainda conheço pouco e mal.

  2. É uma ideia. Sua. Com critérios de apreciação seus e idem para o mais. A gente cá estará para apreciar e até agradecer a divulgação. Venha ela.

    1. Poesia é outro campeonato. Não faltariam candidatos a livros do século, nesta matéria.
      De memória, lembro-me de alguns:
      ‘Clepsidra’ (Camilo Pessanha);
      ‘Indícios de Oiro’ (Mário de Sá-Carneiro);
      ‘Sonetos’ (Florbela Espanca);
      ‘Mensagem’ (Fernando Pessoa);
      ‘Poemas de Deus e do Diabo’ (José Régio)
      ‘As Mãos e os Frutos’ (Eugénio de Andrade)
      ‘Poemas Ibéricos’ (Miguel Torga)
      ‘Movimento Perpétuo’ (António Gedeão)
      ‘Pena Capital’ (Mário Cesariny)
      ‘Livro Sexto’ (Sophia de Mello Breyner)
      ‘Metamorfoses’ (Jorge de Sena)
      ‘Cuidar dos Vivos’ (Fernando Assis Pacheco)
      ‘Feira Cabisbaixa’ (Alexandre O’Neill)
      ‘Homem de Palavra(s) (Ruy Belo)

      1. Falta aí o Herberto Hélder, um dos meus preferidos. Mas eu aguardo por esse campeonato. Entretanto venham lá essas 60 obras, já vi que o tema promete.

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