
Perto da zona onde trabalhei até há poucos dias existem dois ou três lugares que me encantam, mas que enquanto me foram acessíveis afastei metodicamente do espírito nas pausas do almoço e do café. Agora que estou longe, apetecem-me como nunca e a falta que me fazem é a que não sentia quando os tinha a poucos metros de mim. Quando os “tinha”. O verbo é esse. Bastava senti–los ao meu alcance para os ter, por isso os visitava tão pouco.
Com as pessoas que nos estão mais próximas passa-se o mesmo. Enquanto são lugares acessíveis por vezes evitamo-las, saciados que estamos da certeza de estarem sempre disponíveis para nós. Quando as perdemos é que percebemos o quanto as desperdiçámos.

É bem verdade, Teresa.
Deixamos para último o que está mais perto. Como se o tempo nunca pudesse desligar. Como a esperança, numa espera eterna.
“Como a esperança, numa espera eterna”, bonita frase, Vlad
A Esperança, esse mal que dorme no fundo da Caixa de Pandora!
A Esperança é um mal que nos adia o viver…e quando damos por ela…quando damos por ela….já não é nosso o tempo que nos falta…para ser feliz é necessária,a coragem!
Obrigado, Teresa!
Na realidade. Aqueles que mais amamos são os que nos deixam sempre sensação de termos feito pouco por eles, ou com eles. A saudade é exactamente isto: a presença daqueles que não mais partilharão connosco o hoje e o amanhã.