“Sans surprise, c’est chez les jeunes et les catégories populaires que le Front national fait ses meilleurs scores. De ce point de vue, les élections européennes de dimanche confirment les tendances observées au fil des scrutins des dernières années.”
“Le 12 janvier Marine Le Pen a présenté son pro¬gramme économique. Elle a abandonné le libéralisme pour des mesures « sociales ». « Réalistes » ou pas, ses propositions peuvent troubler car elle paraît reprendre des idées à la gauche. Ce programme « social » semble plus « à gauche » que celui du PS, si ce n’est les attaques contre ceux qui parmi nous sont étrangers. Certains d’entre nous ont entendu de leurs collègues, des exploités, leur dire qu’ils partageaient des idées du Front National. Dans notre classe, certains, déçus par l’expérience des réfor¬mis¬tes au pouvoir, peuvent envisager de voter pour le FN. Il n’a jamais été « aux affaires » et peut tromper en pro¬posant des mesures qui semblent « sociales ». Des ouvriers vont-ils voter FN ? Certainement. Mais pas la majorité. Un tiers des ouvriers a toujours voté à droite. C’était des ouvriers isolés de l’artisanat, des petites entreprises, des zones rurales. Ceux des grandes entreprises, aux traditions de lutte fortes, votaient pour le PCF. L’électorat ou-vrier FN, c’est surtout la radicalisation des ouvriers qui votaient à droite. Aujourd’hui, la crise, le chômage, la précarité, la misère, disloquent les solidarités ouvrières. Dans cer¬taines régions, comme le Nord, les partis même réformistes ne sont presque plus rien. La CGT est la dernière organi¬sation des ouvriers. Sa direction négocie au rabais nos aspirations, alors que notre situation est dramatique. Le FN tente de prospérer sur le terrain laissé par le recul de la classe organisée par les réformistes. Les médias affirment que le FN est le premier parti ouvrier. Ils contribuent à accroître la désorientation des travailleurs et à en pousser un peu plus à voter pour lui. Les bourgeois disent que les ouvriers soutiennent le FN. Contre eux, affirmons nos valeurs de solidarité et d’internationalisme.”
Mas subsiste a questão de fundo: por que motivo a direita identitária, eurocéptica e nacionalista corresponde a estes anseios de amplas camadas sociais que receiam a mudança imposta pelos efeitos da globalização enquanto a esquerda parece perder por falta de comparência nesta luta (excepto na Grécia, onde também é identitária, eurocéptica e nacionalista?).
Porque a esquerda , de tão políticamente correcta querer ser , não percebe (ou não quer perceber) que a emigração para estes países é sobretudo feita de indiferenciados ou de jovens com algumas qualificações .
E que não é no funcionalismo nem nos mais ou menos burgueses nem nos mais ou menos instalados na vida que estes emigrantes vão buscar emprego .
Não há como ír dar uma volta por esses países com olhos de ver , se possível com alguém que já lá ande a lutar pela vida . Eu sei que estou em vantagem , andam por lá muitos conhecidos dos meus filhos .
Para novos problemas, novas respostas. E quando essas respostas não surgem de um lado surgirão sempre de outro. A política tem horror ao vácuo. Como de resto bem se vê.
Quando os partidos do centro não dão resposta às necessidades e anseios dos povos, outros apropriam-se delas. Quando havia o papão da USSR e da cortina de ferro para meter medo ao capitalismo, tudo foi possível. Hoje não há medo, e como tal não há vergonha. Tristemente, receio que o medo tenha que voltar para os poderes reinantes reconhecerem os seus erros.
Nacionalismo+Socialismo… do “nazi” alemão ao novo “nazô” francês.
Hitler e Estaline recuperam o abraço do pré-guerra contra a conspiração dos mercados internacionais. WW-1 há 100 anos e WW-2 há 70 anos, e o problema habitual com a judiaria-maçonaria vai-se repetindo alegremente.
Se a globalização está a vitimar trabalhadores, o que é que se espera dos comunistas, senão a migração para a defesa do nacionalismo?
Ai, ai! Esta história da carochinha está tão mal contada, tão mal contada, que até já começa a meter dó de novo.
A globalização está a beneficiar trabalhadores do antigo Terceiro Mundo. Os europeus, que viveram preservados da concorrência dos restantes durante décadas, enquanto o resto do globo mal ultrapassava o limiar da sobrevivência, têm de adaptar-se às novas regras. As fronteiras do passado são isso mesmo: do passado. Um discurso político que passe ao lado disto é profundamente desonesto.
Pois, Pedro, eu até queria acreditar nisso… mas, nessa linda história há muitos Maseratis e muito mais Miserabilis.
Não me esqueço da sábia ilustração do Rafael Bordalo Pinheiro. >> Estão dois negros a conversar sobre a República, e um diz: – Com a República ficaremos todos iguais. – Sim, sim, todos brancos. – Não, não, todos negros.
Quando os governos, fazem tudo ao contrário do que prometem, não respeitam nada nem ninguém, a não ser aqueles que lhes vão garantir um bom futuro, surgem os extremos, tanto de direita como de esquerda e aí, já não há volta a dar. Ou acordamos todos e depressa, ou o nosso futuro vai ser muito mau….
Um desses precedentes é a Grande Depressão ocasionada por quem, por quem!!??
E que levou á destruição da economia alemã que já vivia asfixiada (mas ainda á tona) pelo pagamento de reparações de guerra e outros condicionalismos absolutamente humilhantes.
Caro Pedro Correia achar que é mau um povo fazer escolhas próprias em eleições livres só porque isso não está dentro dos nossos padrões de pensamento é o 1º sinal dos democratas de algibeira muitos dos quais nos governam uns na penumbra outros nos holofotes dos media.
Quanto aos extremos tocarem-se ou concordarem não vejo nenhum mal nisso, significa aliás que existem pessoas capazes de verem além da sua partidarite ou interesses pessoais próprios e que estão preocupadas com o bem comum de uma sociedade no seu todo.
Só um pormenor, ao que parece a FN foi o único partido de “extrema direita” a ter um bom resultado nas europeias, na Holanda foi um desastre e dos 30% de eurocépticos ao RUMO que a Europa segue são mais de 25% formações ou intervenientes de esquerda e que se acham os legítimos donos de valores e princípios de COMUNS a todo o ser bem pensante e preocupado com o próximo.
Caro WW, longe de mim considerar alguma vez que “é mau um povo fazer escolhas próprias em eleições livres só porque isso não está dentro dos nossos padrões de pensamento”. O primeiro dever de um democrata é aceitar as escolhas do eleitorado. O segundo é escrutinar os novos eleitos. Quanto à direita nacionalista, identitária e eurofóbica, não adianta iludir: teve mesmo um grande avanço eleitoral. Não só em França mas no Reino Unido, na Dinamarca, na Áustria, na Alemanha, na Grécia, na Bélgica, na Polónia, na Hungria e outros países. Só a avestruz não vê pois tem a cabeça debaixo da areia.
A análise da base de apoio eleitoral da FN explica muito bem isto tudo .
A FN recebeu o voto de 43% dos operários, 38% dos empregados e 37% dos desempregados franceses.
tanto desses? empregadores, trabalahdores por conta própria, pensionistas, domésticas e dependentes do rsi amenizaram a coisa.
http://www.lefigaro.fr/elections/europe ennes-2014/2014/05/26/01053-20140526ARTF IG00014-ces-electeurs-qui-ont-fait-du-fr ont-national-le-premier-parti-de-france.p hp
…e, afinal, sem supresas…
“Sans surprise, c’est chez les jeunes et les catégories populaires que le Front national fait ses meilleurs scores. De ce point de vue, les élections européennes de dimanche confirment les tendances observées au fil des scrutins des dernières années.”
http://www.lemonde.fr/politique/article/2 014/05/25/le-fn-obtient-ses-meilleurs-sc ores-chez-les-jeunes-et-les-ouvriers_442 5625_823448.html
Sans surprise, en effet.
—e, sem surpresas encore une fois (de plus)…
“Le 12 janvier Marine Le Pen a présenté son pro¬gramme économique. Elle a abandonné le libéralisme pour des mesures « sociales ». « Réalistes » ou pas, ses propositions peuvent troubler car elle paraît reprendre des idées à la gauche.
Ce programme « social » semble plus « à gauche » que celui du PS, si ce n’est les attaques contre ceux qui parmi nous sont étrangers. Certains d’entre nous ont entendu de leurs collègues, des exploités, leur dire qu’ils partageaient des idées du Front National. Dans notre classe, certains, déçus par l’expérience des réfor¬mis¬tes au pouvoir, peuvent envisager de voter pour le FN. Il n’a jamais été « aux affaires » et peut tromper en pro¬posant des mesures qui semblent « sociales ».
Des ouvriers vont-ils voter FN ?
Certainement. Mais pas la majorité. Un tiers des ouvriers a toujours voté à droite. C’était des ouvriers isolés de l’artisanat, des petites entreprises, des zones rurales. Ceux des grandes entreprises, aux traditions de lutte fortes, votaient pour le PCF. L’électorat ou-vrier FN, c’est surtout la radicalisation des ouvriers qui votaient à droite.
Aujourd’hui, la crise, le chômage, la précarité, la misère, disloquent les solidarités ouvrières. Dans cer¬taines régions, comme le Nord, les partis même réformistes ne sont presque plus rien. La CGT est la dernière organi¬sation des ouvriers. Sa direction négocie au rabais nos aspirations, alors que notre situation est dramatique.
Le FN tente de prospérer sur le terrain laissé par le recul de la classe organisée par les réformistes.
Les médias affirment que le FN est le premier parti ouvrier. Ils contribuent à accroître la désorientation des travailleurs et à en pousser un peu plus à voter pour lui.
Les bourgeois disent que les ouvriers soutiennent le FN. Contre eux, affirmons nos valeurs de solidarité et d’internationalisme.”
http://www.vp-partisan.org/article598.ht ml
Mas subsiste a questão de fundo: por que motivo a direita identitária, eurocéptica e nacionalista corresponde a estes anseios de amplas camadas sociais que receiam a mudança imposta pelos efeitos da globalização enquanto a esquerda parece perder por falta de comparência nesta luta (excepto na Grécia, onde também é identitária, eurocéptica e nacionalista?).
Porque a esquerda , de tão políticamente correcta querer ser , não percebe (ou não quer perceber) que a emigração para estes países é sobretudo feita de indiferenciados ou de jovens com algumas qualificações .
E que não é no funcionalismo nem nos mais ou menos burgueses nem nos mais ou menos instalados na vida que estes emigrantes vão buscar emprego .
Não há como ír dar uma volta por esses países com olhos de ver , se possível com alguém que já lá ande a lutar pela vida .
Eu sei que estou em vantagem , andam por lá muitos conhecidos dos meus filhos .
Para novos problemas, novas respostas. E quando essas respostas não surgem de um lado surgirão sempre de outro. A política tem horror ao vácuo.
Como de resto bem se vê.
Quando os partidos do centro não dão resposta às necessidades e anseios dos povos, outros apropriam-se delas. Quando havia o papão da USSR e da cortina de ferro para meter medo ao capitalismo, tudo foi possível. Hoje não há medo, e como tal não há vergonha. Tristemente, receio que o medo tenha que voltar para os poderes reinantes reconhecerem os seus erros.
“Sem justiça, não há paz”.
De acordo.
Nacionalismo+Socialismo… do “nazi” alemão ao novo “nazô” francês.
Hitler e Estaline recuperam o abraço do pré-guerra contra a conspiração dos mercados internacionais.
WW-1 há 100 anos e WW-2 há 70 anos, e o problema habitual com a judiaria-maçonaria vai-se repetindo alegremente.
Se a globalização está a vitimar trabalhadores, o que é que se espera dos comunistas, senão a migração para a defesa do nacionalismo?
Ai, ai!
Esta história da carochinha está tão mal contada, tão mal contada, que até já começa a meter dó de novo.
A globalização está a beneficiar trabalhadores do antigo Terceiro Mundo. Os europeus, que viveram preservados da concorrência dos restantes durante décadas, enquanto o resto do globo mal ultrapassava o limiar da sobrevivência, têm de adaptar-se às novas regras. As fronteiras do passado são isso mesmo: do passado. Um discurso político que passe ao lado disto é profundamente desonesto.
Pois, Pedro, eu até queria acreditar nisso… mas, nessa linda história há muitos Maseratis e muito mais Miserabilis.
Não me esqueço da sábia ilustração do Rafael Bordalo Pinheiro.
>> Estão dois negros a conversar sobre a República, e um diz:
– Com a República ficaremos todos iguais.
– Sim, sim, todos brancos.
– Não, não, todos negros.
Sábio diálogo, da Maia. Mas politicamente muito incorrecto.
Quando os governos, fazem tudo ao contrário do que prometem, não respeitam nada nem ninguém, a não ser aqueles que lhes vão garantir um bom futuro, surgem os extremos, tanto de direita como de esquerda e aí, já não há volta a dar. Ou acordamos todos e depressa, ou o nosso futuro vai ser muito mau….
Há precedentes históricos, ocorridos nas décadas de 20 e 30. Todos sabemos bem como isso terminou.
Um desses precedentes é a Grande Depressão ocasionada por quem, por quem!!??
E que levou á destruição da economia alemã que já vivia asfixiada (mas ainda á tona) pelo pagamento de reparações de guerra e outros condicionalismos absolutamente humilhantes.
Caro Pedro Correia achar que é mau um povo fazer escolhas próprias em eleições livres só porque isso não está dentro dos nossos padrões de pensamento é o 1º sinal dos democratas de algibeira muitos dos quais nos governam uns na penumbra outros nos holofotes dos media.
Quanto aos extremos tocarem-se ou concordarem não vejo nenhum mal nisso, significa aliás que existem pessoas capazes de verem além da sua partidarite ou interesses pessoais próprios e que estão preocupadas com o bem comum de uma sociedade no seu todo.
Só um pormenor, ao que parece a FN foi o único partido de “extrema direita” a ter um bom resultado nas europeias, na Holanda foi um desastre e dos 30% de eurocépticos ao RUMO que a Europa segue são mais de 25% formações ou intervenientes de esquerda e que se acham os legítimos donos de valores e princípios de COMUNS a todo o ser bem pensante e preocupado com o próximo.
Caro WW, longe de mim considerar alguma vez que “é mau um povo fazer escolhas próprias em eleições livres só porque isso não está dentro dos nossos padrões de pensamento”.
O primeiro dever de um democrata é aceitar as escolhas do eleitorado. O segundo é escrutinar os novos eleitos.
Quanto à direita nacionalista, identitária e eurofóbica, não adianta iludir: teve mesmo um grande avanço eleitoral. Não só em França mas no Reino Unido, na Dinamarca, na Áustria, na Alemanha, na Grécia, na Bélgica, na Polónia, na Hungria e outros países. Só a avestruz não vê pois tem a cabeça debaixo da areia.