Os comentários da semana


Pedro Correia,

«Somos um país de gente invejosa – e minada por uma desconfiança campónia.
Arrependermo-nos ou percebermos anos depois é pouco relevante: o que é preciso é abandonar o pé atrás (que não a inteligência) e o medo, precisamos de boas e limpas primeiras impressões. Das outras está o inferno cheio.»

Do nosso leitor FGH. A propósito deste texto da Gui Abreu de Lima.

 

«O “nosso” 25 de Abril foi o termos crescido como crescemos. Confunde-se, identifica-se, em grande medida, com a forma como vivemos a nossa adolescência e nos tornámos adultos. É isso. Quero fazer uma confissão, encorajada pela troca de comentários a este post… Sinto-me muito triste por verificar que não há espaço para alguém como eu comemorar o 25 de Abril, o facto de ter vivido o que viveu, como viveu. E não há espaço – leia-se em qualquer comemoração oficial, promovida por qualquer quadrante político – porque toda a celebração faz parte de uma agenda política actual à qual estou alheia. Restam algumas pessoas avulsas com quem uma verdadeira e autêntica celebração possa ser feita. Sob reflexão, talvez seja melhor não me sentir triste com isto. Faz parte da natureza das coisas. E é preciso aprender a viver com aquilo que não se pode mudar. Se é que alguém pode deixar de se sentir triste por verificar sob reflexão que é inútil sentir-se triste!»

Da nossa leitora Adriana Silva Graça. A propósito deste texto do José Navarro de Andrade.

5 comentários em “Os comentários da semana”

  1. A minha primeira impressão é que é um prazer ler esta frase:

    “Se é que alguém pode deixar de se sentir triste por verificar sob reflexão que é inútil sentir-se triste!”

    A minha segunda impressão, é que houve sempre quem estivesse disposto a ferir ostras para obter pérolas.

    Cumprimentos a ambos.

  2. Queridíssima Adriana: Para variar não concordo contigo lol. mas também só não concordo porque o que tu dizes faz muito sentido, como não podia deixar de ser vindo de quem vem. Se, como tento afirmar no post, não comemorar o 25 de Abril da maneira que vi no Bairro Alto é uma forma de o viver, porque já faz parte do ar que respiramos, e nisso não haverá (talvez melhor elogio que se lhe possa fazer, ergo o teu lamento (digamos assim, porque em boa análise não foi isso que quiseste fazer) é improcedente: comemorarás o 25 de Abril como quiseres e com quem quiseres – em plena liberdade que ele te permitiu. Nunca o hão de capturar se não te deixares capturar, como sei que não te deixas, ó espírito rebelde!

  3. Não percebo bem o que é o “comentário da semana”. Um concurso? De qualquer modo, ainda bem que gostou. É sempre agradável. Fgh.

    1. É apenas uma singela homenagem aos nossos leitores/comentadores. Nada mais. De “concursos” e competição a todo o momento e a todo o preço andamos todos fartos. Aqui a lógica é outra.
      Gostei que tivesse gostado que tivéssemos gostado.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *