«Sou professor de História de 12.º ano e tenho bastantes alunos que vão votar pela primeira vez. Tendo os conteúdos da minha disciplina (uma das últimas aulas foi precisamente a escalpelizar a Constituição de 1933), é impossível não falarmos do momento político actual. E os alunos interessam-se por isso e fazem perguntas… é verdade que também têm Ciência Política como disciplina de opção, que por mim deveria ser obrigatória e transversal a todas as áreas do ensino secundário.
Do nosso leitor Armando Pereira. A propósito deste meu texto.
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«”Nenhuma instituição sobrevive sem rituais – e nenhum deles é tão relevante como o voto”. Verdade, mas o meu sétimo sentido diz que parte do problema é que o nosso regime político não criou uma relação “afectiva” (não gosto da palavra preferida do nosso PR, mas a intuição dele é certeira), de confiança com os cidadãos, não criou rituais. Talvez não fosse sequer possível fazê-lo, não sei…
Não ajuda também que, nos últimos 15 anos, a renovação dos políticos portugueses tenha sido quase nula, com excepção do aparecimento da Iniciativa Liberal, que trouxe algumas caras novas, e do André Ventura.
Da nossa leitora Marta. A propósito deste meu texto.
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«Como é que se pode pretender que o voto seja relevante se o próprio boletim de voto é uma anedota ao manter um candidato chico-esperto? Se alguém cometeu um erro, só tem de assumir e corrigir. Manter o boletim de voto é uma falta de respeito para todos os portugueses.
Como é que se pode pretender que os jovens participem mais activamente na vida política se os políticos tratam os portugueses de forma paternalista, e quase a roçar a debilidade mental?
Quatro décadas de democracia para chegarmos à conclusão que o povo para ser soberano tem de ser confinado.»
Do nosso leitor Carlos Sousa. A propósito deste meu texto.

É isto a democracia!
O Armando quer a obrigatoriedade a Marta afectos e o Carlos Sousa, não sabe bem o que quer pois apenas parece querer ser diferente.
Rodrigo Trigo
Como seria produzir, em 14 dias, um boletim de voto para uma hipotética segunda volta?
Por isso mesmo é que já está impresso.
André Ventura é um político novo e não um novo político. A frescura do discurso velho e estragado de André Ventura reside numas pastilhas Halls tragadas.
Estragado? Então deixou-se estragar depressa ao entrar no mundo da fraude indecorosa.
Há aí uma nova geração de coladores de cartazes e arrebanhadores de votos para RGA a despontar
Para já temos os jovens Galamba, Pedro Nuno Santos, Jamila, e o Franciscão.
Currículos por cá valem pouco, mas gostaria de saber quantos dos nossos políticos profissionais têm experiência no sector privado.
Agradeço o privilégio não só pelo destaque mas também por permitir no seu blogue uma livre e franca troca de ideias.
A ideia aqui é sempre essa – e tem sido assim desde o primeiro dia. Sem delitos.
Não há conversa, post, notícia ou comentário sobre a eminente eleição que não meta André. Muito André, algum Andé, até menos André. André em excesso ou André que baste. André que tresande.
Sabemos quem, acéfalamente, fanaticamente, está contra o André.
Sabemos quem tenta racionalizar ou medos ou adesões ao André.
Os rivais -com honrosas excepções- insistem em apresentar como programa eleitoral … um verberante anti-Andréismo.
Até o intocável incumbente mal disfarça a sua inquietação, na prespectiva de uma -inconsequente mas interessante, para o pagode- 2ª volta.
Com a relação PR/Deputado convivia folgadamente.
Como se constatou, com a relação candidato/candidato … não tanto.