Os comentários da semana


Pedro Correia,

 

«A gente já não espera que os nabos fiquem mais espertos, ou os tomates mais robustos, ou as couves mais tronchudas, nem sequer os grelos mais espevitados, por obra e graça da ministra da Agricultura.

Mas, que diabo, um módico de inteligência social ou, vá lá, de simples e velho bom senso, dava jeito, pelo menos sempre evitava alguns constrangimentos à tão propalada moral socialista. Ou não?»

 

Da nossa leitora Fátima P. A propósito deste texto do JPT.

 

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«O mais fantástico é que, se disseres que és “socialista”, podes adoptar as medidas mais hostis para quem trabalha, e mais favoráveis ao grande capital, que ninguém nos media te chateia; não há cá “manifs” nem vigílias, e ninguém quer saber se comprares ou arrendares uma casa a um construtor civil por um preço de favor (como foi o caso dos dois últimos edis de Lisboa). As pessoas que vivem e trabalham em Lisboa (como eu), e que têm um automóvel (que só uso ao fim-de-semana ou em férias e em deslocações para fora de Lisboa, quando não há alternativa de transporte público), já foram privadas do estacionamento gratuito (o alargamento dos passeios em Campolide custou-me €100/mês), do acesso a várias ruas (v.g. metade da Rua do Salitre, para descanso do “amigo” francês que lá investiu, e o quarteirão entre a Castilho e a Artilharia Um, para os clientes das prostitutas não estragarem as críticas dos “amigos” dos hotéis), e do próprio usufruto do espaço público: por exemplo, todos os edifícios da Praça da Figueira já estão licenciadas para hotel e, em Lisboa, parece não haver limite para o licenciamento de camas, nem para o número de voos e de cruzeiros, nem para TVDEs e autocarros de turismo, que, aparentemente, e a acreditar nos media, não entopem nem poluem as mesmas ruas das quais se pretende expulsar os lisboetas.»

 

Do nosso leitor JPT. A propósito deste texto do Paulo Sousa.

 

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«Nos debates sobre mobilidade e vida urbana adoro os vídeos de introdução ao tema. Malta a passear a pé, a pedalar bucolicamente junto ao rio, a deslizar na trotineta ou a apreciar uma bebida na esplanada com os amigos.
As pessoas com tempo contado, com horários a cumprir, a correr de casa para o trabalho ou a ter de chegar à consulta a horas não existem.
Recuso-me discutir mobilidade com sacanas que têm motorista e só metem a peida num transporte público quando há campanha eleitoral.
Por outro lado, quem me dera aqui nas berças ter um metro que se atrasa ou um comboio que volta e meia é suprimido. Infelizmente contam Lisboa e Porto, houvesse cobertura jornalística das aldeias em redor destas zonas, mais gente perceberia o país atrasado em que vivemos, e que o transporte individual não pode ser descartado.»

 

Do nosso leitor Anonimus. A propósito deste texto do JPT.

11 comentários em “Os comentários da semana”

  1. Se o eleitorado prefere este socialismo/bloquista/comunista é porque a coisa está cada vez melhor, para alguém.

      1. «o pior vai ser quando o Inverno chegar e ele está próximo»
        Ora então, cá temos a versão “jon snow” (Guerra dos Tronos) da arquétipa profecia mitológica do PPC, em Julho de 2016: «Gozem bem as férias que em Setembro vem aí o diabo.» mas, o que me parece a mim (e até admito poder estar enganado!) é que, nos tempos que correm (pelo menos, desde Novembro de 2015), tanto o diabo quanto o inverno insistem em ser muito “imprevisíveis”…

        1. Até poderia concordar com a sua analogia mas não…
          O diabo não chegou como PPC quis mas o Inverno esse vai chegar, digamos que essa afirmação foi o canto do cisne de PPC que goste-se ou não venceu as eleições ao PS poucochinho.
          Mas se você pensa que o caos no SNS, na educação, na segurança / defesa / protecção civil / justiça e infraestruturas publico privadas, SEM Troika é algo de mérito pois que seja assim, aliás isto está tão bom que o PS poucochinho até ganhou as eleições por isso quem votou no PS e sobretudo quem ficou em casa merecem bem que o Inverno chegue.

          WW

    1. “Se o eleitorado prefere este socialismo/bloquista/comunista é porque a coisa está cada vez melhor, para alguém.”

      Estar melhor é irrelevante para boa parte das pessoas. A aparência de virtude e o elogio forjado é o que interessa.
      Se as pessoas perderem 50% da liberdade, riqueza vão continuar a votar socialismo/bloquista/comunista porque o mecanismo está montado pelo jornalismo e a academia Marxista.
      No limite bastará dizer que a culpa é do embargo Americano a Cuba.

      lucklucky

    2. Se está.
      É vê-los em bons automóveis, de viagem para as suas grandes vivendas, depois de passarem pelos bons colégios a buscar os filhos e depois da visita à avó na clínica da terceira idade.
      Bom, ainda não é assim pra não dar nas vistas, mas vai ser. Quando? Calma.o outro andou a assaltar bancos e ainda não deu nas vistas e continua pobrezinho, mas falta pouco pra morrer e depois é que se vai saber tudo.
      Isto é ironia pra quem diz ‘eles estão todos a ganhar do bom’

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