«A gente já não espera que os nabos fiquem mais espertos, ou os tomates mais robustos, ou as couves mais tronchudas, nem sequer os grelos mais espevitados, por obra e graça da ministra da Agricultura.
Mas, que diabo, um módico de inteligência social ou, vá lá, de simples e velho bom senso, dava jeito, pelo menos sempre evitava alguns constrangimentos à tão propalada moral socialista. Ou não?»
Da nossa leitora Fátima P. A propósito deste texto do JPT.
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«O mais fantástico é que, se disseres que és “socialista”, podes adoptar as medidas mais hostis para quem trabalha, e mais favoráveis ao grande capital, que ninguém nos media te chateia; não há cá “manifs” nem vigílias, e ninguém quer saber se comprares ou arrendares uma casa a um construtor civil por um preço de favor (como foi o caso dos dois últimos edis de Lisboa). As pessoas que vivem e trabalham em Lisboa (como eu), e que têm um automóvel (que só uso ao fim-de-semana ou em férias e em deslocações para fora de Lisboa, quando não há alternativa de transporte público), já foram privadas do estacionamento gratuito (o alargamento dos passeios em Campolide custou-me €100/mês), do acesso a várias ruas (v.g. metade da Rua do Salitre, para descanso do “amigo” francês que lá investiu, e o quarteirão entre a Castilho e a Artilharia Um, para os clientes das prostitutas não estragarem as críticas dos “amigos” dos hotéis), e do próprio usufruto do espaço público: por exemplo, todos os edifícios da Praça da Figueira já estão licenciadas para hotel e, em Lisboa, parece não haver limite para o licenciamento de camas, nem para o número de voos e de cruzeiros, nem para TVDEs e autocarros de turismo, que, aparentemente, e a acreditar nos media, não entopem nem poluem as mesmas ruas das quais se pretende expulsar os lisboetas.»
Do nosso leitor JPT. A propósito deste texto do Paulo Sousa.
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«Nos debates sobre mobilidade e vida urbana adoro os vídeos de introdução ao tema. Malta a passear a pé, a pedalar bucolicamente junto ao rio, a deslizar na trotineta ou a apreciar uma bebida na esplanada com os amigos.
As pessoas com tempo contado, com horários a cumprir, a correr de casa para o trabalho ou a ter de chegar à consulta a horas não existem.
Recuso-me discutir mobilidade com sacanas que têm motorista e só metem a peida num transporte público quando há campanha eleitoral.
Por outro lado, quem me dera aqui nas berças ter um metro que se atrasa ou um comboio que volta e meia é suprimido. Infelizmente contam Lisboa e Porto, houvesse cobertura jornalística das aldeias em redor destas zonas, mais gente perceberia o país atrasado em que vivemos, e que o transporte individual não pode ser descartado.»
Do nosso leitor Anonimus. A propósito deste texto do JPT.

Morte ao Benfica, morte ao PS e morte ao Estado
O que me parece é que, em Portugal, mais uma vez, se começa a construir a casa pelo telhado.
Muito bem observado, o primeiro comentário.
TKS, Isabel Paulos!
😇
Se o eleitorado prefere este socialismo/bloquista/comunista é porque a coisa está cada vez melhor, para alguém.
Deve ter razão, o pior vai ser quando o Inverno chegar e ele está próximo.
WW
«o pior vai ser quando o Inverno chegar e ele está próximo»
Ora então, cá temos a versão “jon snow” (Guerra dos Tronos) da arquétipa profecia mitológica do PPC, em Julho de 2016: «Gozem bem as férias que em Setembro vem aí o diabo.» mas, o que me parece a mim (e até admito poder estar enganado!) é que, nos tempos que correm (pelo menos, desde Novembro de 2015), tanto o diabo quanto o inverno insistem em ser muito “imprevisíveis”…
Até poderia concordar com a sua analogia mas não…
O diabo não chegou como PPC quis mas o Inverno esse vai chegar, digamos que essa afirmação foi o canto do cisne de PPC que goste-se ou não venceu as eleições ao PS poucochinho.
Mas se você pensa que o caos no SNS, na educação, na segurança / defesa / protecção civil / justiça e infraestruturas publico privadas, SEM Troika é algo de mérito pois que seja assim, aliás isto está tão bom que o PS poucochinho até ganhou as eleições por isso quem votou no PS e sobretudo quem ficou em casa merecem bem que o Inverno chegue.
WW
“Se o eleitorado prefere este socialismo/bloquista/comunista é porque a coisa está cada vez melhor, para alguém.”
Estar melhor é irrelevante para boa parte das pessoas. A aparência de virtude e o elogio forjado é o que interessa.
Se as pessoas perderem 50% da liberdade, riqueza vão continuar a votar socialismo/bloquista/comunista porque o mecanismo está montado pelo jornalismo e a academia Marxista.
No limite bastará dizer que a culpa é do embargo Americano a Cuba.
lucklucky
Se está.
É vê-los em bons automóveis, de viagem para as suas grandes vivendas, depois de passarem pelos bons colégios a buscar os filhos e depois da visita à avó na clínica da terceira idade.
Bom, ainda não é assim pra não dar nas vistas, mas vai ser. Quando? Calma.o outro andou a assaltar bancos e ainda não deu nas vistas e continua pobrezinho, mas falta pouco pra morrer e depois é que se vai saber tudo.
Isto é ironia pra quem diz ‘eles estão todos a ganhar do bom’