«Há aqui dois pontos passíveis de consideração:
– o primeiro é o aumento da frequência com que contactamos com línguas estrangeiras: viagens, permanências no estrangeiro, trabalho em multinacionais, operadores turísticos, uso dos media. O processo de captação e domínio de outras línguas passa também por esse aspecto de confusão e troca de vocábulos, tanto mais nítido quanto menos sólida e extensa tiver sido a formação na língua materna.
– há também a nobre tradição do jargão académico, pujante nas nossas universidades e já indissociável de campos do saber como o Direito, em que a vontade de não se fazer compreender aliada à necessidade de se cumprir metas de número de caracteres nos ensaios a entregar acaba por descambar em invenções vocabulares dignas de constar no Guinness.»
Do nosso leitor Sampy. A propósito deste meu texto.
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«O episódio não tem nada a ver com política, nem com esquerda versus direita, nem com a pergunta feita ou a resposta obtida, nem com Mário Machado ou o que pensa ou deixa de pensar. É simplesmente um momento de uma guerra comercial entre estações de televisão que lutam pelas audiências e que usam todos os meios ao alcance para se superiorizarem à concorrência. Mas, claro, o português pacóvio depois vai atrás da inflamação política da treta, encenada por todos os intervenientes para distrair a populaça, com assuntos que estão a léguas do tema principal. O telefonema de Marcelo Rebelo de Sousa para a jovem Cristina que se passou da TVI para a SIC e depois para o coitado do Roberto Leal são outro tanto da mesma coisa. Entretenimento para a populaça se distrair do essencial. Migalhas de pão e muito circo, com animais daqueles que falam e tudo… paupérrimo.»
Do nosso leitor João Gil. A propósito deste texto do João Pedro Pimenta.

a jovem Cristina
De acordo com a wikipedia, ela tem 41 anos de idade. Não é jovem (nem aparenta sê-lo, sequer).
De acordo, com e outro comentários. No segundo há, aliás, uma breve passagem que ilustra plenamente esses já bem sólidos embrutecimento, infantilismo e irresponsabilização que grassam imparáveis entre nós (e as coisas são como são também porque o seu destinatário, o alegado soberano, as quer reiteradamente assim); embrutecimento, infantilismo e irresponsabilização do povo, entenda-se, que não do comentador que se limitou a recorrer a fórmula no caso consagrada: essa da “jovem Cristina”.
A senhora, julgo saber, já passou os quarenta anos de idade. Não questiono nem elaboro sobre a sua vitalidade, aparência, dinamismo.
Mas “jovem”?
Costa
Pedro Arroja
Joãozinho
Hospital São João no Porto
Luís Almeida
Fui lá ver.Um abismo tudo aquilo.
Não faz parangonas,telefonemas,não interessa ao media.