«Lêem-se muitas aselhices que evidenciam o desconhecimento que o tradutor tem de particularidades do que está a traduzir. Com frequência, um personagem de uma série policial americana diz algo como:
“I talked with Langley about the suspect”
e é traduzido para:
“Eu falei com o Langley sobre o suspeito”.
Acontece que Langley, quando dito naqueles contextos, não identifica um homem (que teria por nome Langley) mas sim uma instituição (a CIA, que está sediada em… Langley).»
Do nosso leitor João Sousa. A propósito deste meu texto.
……………………………………………………………………..
«Cada língua tem a sua musicalidade e uma riqueza muito própria. Tem as suas expressões idiomáticas, os seus ditos e até mesmo os seus estrangeirismos, que não podem ser traduzidos à letra. Um bom tradutor tem que ter sensibilidade e grande conhecimento da língua, não apenas por a ter escrutinado profundamente no seu estudo, no seu mestrado, mas também acrescentando alguma vivência e convivência no país de origem ou com naturais do mesmo, para lhe aprender as subtilezas que as aulas e os livros não ensinam. Por vezes uma inflexão errada altera todo o sentido de uma frase. Falar e escrever naturalmente por vezes obriga a flexibilizar um pouco as regras sem nunca trucidar a língua.»
Da nossa leitora Maria Dulce Fernandes. A propósito deste meu texto.

Congratulações a ambos os dois
Tire “os dois”.
Agradeço individualmente e a cada um de si.
Bom Domingo Vlad
O oposto também deve dar trabalho. Como se traduzem para inglês expressões intemporais como “que é por causa do cheiro das tintas”, ou “nas nalgas que é queijo fresco”?