«Sendo estes dias de luto, tenho ficado muito impressionado com a dignidade, a um tempo solene e sóbria, com que Portugal tem estado a despedir-se de Mário Soares. Sem excessos nem insuficiências.
Até os mais empedernidos adversários políticos têm estado à altura não apenas do falecido mas também do país. Sim, porque, nesta ocasião, está em causa tanto o homem Mário Soares como o estadista e a nação que ele serviu e representou. Nesse sentido, devemos sentir-nos honrados com a presença e mensagens de tantos dignitários de países e entidades internacionais, o que atesta, em simultâneo, a dimensão pessoal de Soares e o lugar que ele ajudou a conquistar para Portugal.
De facto, é possível haver beleza e elevação mesmo em circunstâncias de tristeza.»
Do nosso leitor J. Gonçalves. A propósito deste meu texto.
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«Morei dez anos em Lisboa. Uma autêntica Cidade Estaleiro. Então só o Metro do Terreiro do Paço… Como é que tanta obra, durante décadas, pode beneficiar quem por aí vive – ruido, poluição, trânsito, etc? E depois obras com falta de planeamento. Tudo ao mesmo tempo não gerando alternativas a quem circula de automóvel/transportes. Quanto ao modo como a cidade trata os idosos, nunca conheci outra onde houvesse tanta falta de civilidade, urbanidade, educação, para com eles, ou para aqueles que visitam.
Em Lisboa alargam-se passeios, fazem-se pontes, centros culturais, e mais não sei o quê para os vindouros. Na província, por vezes, nem uma estrada decente.
Se quer um exemplo de como gerir um município sem perder a sua originalidade e qualidade, olhe para o Porto.»
Do nosso leitor Luís Charrua. A propósito deste meu postal.
