Os Ministros das Finanças dos países com défice excessivo têm uma enorme vocação para a passagem de modelos de cachecóis, especialmente em reuniões internacionais destinadas a avaliar a situação dos seus países. Primeiro surgiu este:

E agora temos este:
Eu já não compreendo é como é que depois de fazerem figuras tão bonitas, e que provocam tantos sorrisos e boa disposição nos seus pares, o resultado que obtêm é sempre este.

Parece-me que confunde abertura de processo com concretização de sanções. Escrevi aqui que o que está em causa são as pressões de Bruxelas para tentar conseguir agora o que não conseguiu com a aprovação do Orçamento de Estado Português; e também dizer a Espanha para não fazer o mesmo. Foi o Presidente do Eurogrupo que veio ontem corroborar esta minha afirmação.
Claro está que um cachecol pode fazer a diferença, pois a constipação disfarçada pode dar em gripe, e Portugal já sofreu muitas vindas de Bruxelas. he-bank-pede-resgate-de-150-mil-milhoes-p ara-a-banca-europeia_254312.html
Vem isto a propósito de quase me terem chamado louco quando por aqui afirmei, há três anos, que convinha observar bem a banca alemã. Pois então, como os deuses são loucos em suas afirmações temos agora a confirmação do que pode ser uma loucura:
http://sol.sapo.pt/artigo/516289
http://economico.sapo.pt/noticias/deutsc
Parece-me que muita gente neste país está apostada em que Bruxelas sancione as contas de 2015. Como todos sabemos foram de um rigor enorme, até mesmo no que diz respeito à resolução do Banif.
Sanções? A quem? Aos bons alunos e aos bons professores?
Quem semeia Vento, colhe tempestade!
Profeta da desgraça!
Faço votos para que você se encontre na rota desta tempestade que me atribui enquanto profeta.
Já Corazim, Betsaida e Cafarnaum não souberam colher as benesses que lhes foram divinamente atribuídas. Portanto, é legitimo que os habitantes de Tiro, Sidónia e Sodoma, onde me incluo, sejam aqueles que mais beneficiem no julgamento.
Em resumo,…
Aquilo que me chama a atenção na fotografia de cima é mais o casaco de cabedal da presidente do FMI, não tanto o cachecol do ministro das Finanças.
Mas é claro, quando se quer criticar o ministro das Finanças e não a presidente do FMI, escolhe-se olhar para o cachecol em vez de para o casaco de cabedal. Se se preferisse criticar a presidente do FMI, escolher-se-ia comentar o casaco de cabedal dela em vez de comentar o cachecol do ministro das Finanças.
Está a insinuar que a gaja veio da night directamente para a “runião”?
O que não é dito é que o pessoal do cachecol anda a negociar sanções decididas devido à política de gente muito séria, obsequiosa e cumpridora.
Gente essa que no caso português foi louvada até à exaustão durante a campanha eleitoral.
o cómico vai empenhar o ‘cá xecol’
Eu também não entendo, como é que a UE quer penalizar o anterior governo por muito que eles se rendessem a todos eles. Quando se lida com medíocres, pouco há a fazer a não ser, dizer não.
Quando usa uns meros cachecóis, para achincalhar, aqueles que querem mostrar ao mundo que querem fazer algo pelo seu povo e descura a senhora Lagarde que só usa roupa e acessórios de grife e não paga um cêntimo de impostos, é demais. Olhe e desmascare esses abusos e elogie, aqueles que tudo fazem para o bem estar dos seus povos, não importando a cor política, mas importando aquilo que querem fazer.
Senhor L. M. Leitão:
O seu comentário é do tipo «não dá a bota com a perdigota», pelo menos no que diz respeito a Portugal.
É que a sanção refere-se ao deficit de um governo cujos ministros das Finanças não usavam cachecol e os quais, até à altura das eleições de Outubro de 2015, garantiam a pés juntos que o deficit iria ficar em 2,7%.
Ainda gostava de saber como é que este governo o fez subir em 0,5% apenas em 35 dias (de 26/11 a 31/12), quando estava a executar um orçamento aprovado anteriormente.
Mas se calhar estou a querer saber coisas demais e inconvenientes.
A velhota estilo motoqueira dos cabedais, parece ir vestida para engatar o motorizado de caxené.
Tem assim um estilo dominatrix porno-chic…
Muito prafrentex e assanhada.
Poça!
Boa tarde Luís, só para perceber o seu argumento qual foi mesmo o cachecol que levou o ministro espanhol?
Obrigado.
A resposta é simples: nenhum. Em vez disso já anunciou a subida dos impostos sobre as sociedades, ao contrário do que tinha sido prometido em campanha: 6/07/12/actualidad/1468327216_675745.htm l Esse ao menos não anda a brincar aos cachecóis e a garantir que não existirá plano B.
http://economia.elpais.com/economia/201
Assim já percebi. A questão não é o cachecol e resolve-se com o Sr. Costa a aumentar os impostos.
Certamente que o Luís não tem nenhuma empresa, nem faz a mínima ideia da filantropia que isso envolve em Portugal.
A questão é a falta de realismo deste governo. O cachecol é só um sintoma.
Ia jurar que estavam em questão os exercícios de 2014 e 2015. Mas já reparei que é a falta de realismo deste governo que é questionada, ou o Luís pensa é.
Falta de realismo deste governo? Qual é o seu realismo? Tirar, vender tudo e pôr o Zé Povinho, a pagar, as asneiras de teóricos que o que sabem é impor, sem verem as consequências dessas imposições. Este governo não tem realismo, quer dizer que o seu antecessor que cumpriu tudo, indo mesmo, mais além e os seus amigos da UE impõem sanções a Portugal porque eles não cumpriram. Afinal como é? Anda tudo louco ou já ninguém sabe o que faz e o que sai é asneira.
Sim porque realismo é continuar a salvar bancos falidos (negociatas privadas) á custa de salários e pensões.
Obviamente Portugal necessita de inumeras reformas que conduzam a maior transparência e sobretudo á diminuição dos custos da máquina do Estado (incluindo cortar nos empresários do subsidio) mas como o Paf não fez nem quis fazer de certeza não poderemos assacar qualquer responsabilidade a este governo.