Os cachecóis dos Ministros das Finanças.


Luís Menezes Leitão,

Os Ministros das Finanças dos países com défice excessivo têm uma enorme vocação para a passagem de modelos de cachecóis, especialmente em reuniões internacionais destinadas a avaliar a situação dos seus países. Primeiro surgiu este:

 E agora temos este:

Eu já não compreendo é como é que depois de fazerem figuras tão bonitas, e que provocam tantos sorrisos e boa disposição nos seus pares, o resultado que obtêm é sempre este.

0 comentários em “Os cachecóis dos Ministros das Finanças.”

  1. Parece-me que confunde abertura de processo com concretização de sanções. Escrevi aqui que o que está em causa são as pressões de Bruxelas para tentar conseguir agora o que não conseguiu com a aprovação do Orçamento de Estado Português; e também dizer a Espanha para não fazer o mesmo. Foi o Presidente do Eurogrupo que veio ontem corroborar esta minha afirmação.

    Claro está que um cachecol pode fazer a diferença, pois a constipação disfarçada pode dar em gripe, e Portugal já sofreu muitas vindas de Bruxelas.
    Vem isto a propósito de quase me terem chamado louco quando por aqui afirmei, há três anos, que convinha observar bem a banca alemã. Pois então, como os deuses são loucos em suas afirmações temos agora a confirmação do que pode ser uma loucura:
    http://sol.sapo.pt/artigo/516289
    http://economico.sapo.pt/noticias/deutsche-bank-pede-resgate-de-150-mil-milhoes-para-a-banca-europeia_254312.html

    Parece-me que muita gente neste país está apostada em que Bruxelas sancione as contas de 2015. Como todos sabemos foram de um rigor enorme, até mesmo no que diz respeito à resolução do Banif.

    Sanções? A quem? Aos bons alunos e aos bons professores?

      1. Faço votos para que você se encontre na rota desta tempestade que me atribui enquanto profeta.
        Já Corazim, Betsaida e Cafarnaum não souberam colher as benesses que lhes foram divinamente atribuídas. Portanto, é legitimo que os habitantes de Tiro, Sidónia e Sodoma, onde me incluo, sejam aqueles que mais beneficiem no julgamento.

        Em resumo,…

  2. Aquilo que me chama a atenção na fotografia de cima é mais o casaco de cabedal da presidente do FMI, não tanto o cachecol do ministro das Finanças.
    Mas é claro, quando se quer criticar o ministro das Finanças e não a presidente do FMI, escolhe-se olhar para o cachecol em vez de para o casaco de cabedal. Se se preferisse criticar a presidente do FMI, escolher-se-ia comentar o casaco de cabedal dela em vez de comentar o cachecol do ministro das Finanças.

  3. O que não é dito é que o pessoal do cachecol anda a negociar sanções decididas devido à política de gente muito séria, obsequiosa e cumpridora.
    Gente essa que no caso português foi louvada até à exaustão durante a campanha eleitoral.

  4. Eu também não entendo, como é que a UE quer penalizar o anterior governo por muito que eles se rendessem a todos eles. Quando se lida com medíocres, pouco há a fazer a não ser, dizer não.

  5. Quando usa uns meros cachecóis, para achincalhar, aqueles que querem mostrar ao mundo que querem fazer algo pelo seu povo e descura a senhora Lagarde que só usa roupa e acessórios de grife e não paga um cêntimo de impostos, é demais. Olhe e desmascare esses abusos e elogie, aqueles que tudo fazem para o bem estar dos seus povos, não importando a cor política, mas importando aquilo que querem fazer.

  6. Senhor L. M. Leitão:
    O seu comentário é do tipo «não dá a bota com a perdigota», pelo menos no que diz respeito a Portugal.
    É que a sanção refere-se ao deficit de um governo cujos ministros das Finanças não usavam cachecol e os quais, até à altura das eleições de Outubro de 2015, garantiam a pés juntos que o deficit iria ficar em 2,7%.
    Ainda gostava de saber como é que este governo o fez subir em 0,5% apenas em 35 dias (de 26/11 a 31/12), quando estava a executar um orçamento aprovado anteriormente.
    Mas se calhar estou a querer saber coisas demais e inconvenientes.

  7. A velhota estilo motoqueira dos cabedais, parece ir vestida para engatar o motorizado de caxené.

    Tem assim um estilo dominatrix porno-chic…
    Muito prafrentex e assanhada.
    Poça!

  8. Boa tarde Luís, só para perceber o seu argumento qual foi mesmo o cachecol que levou o ministro espanhol?
    Obrigado.

      1. Assim já percebi. A questão não é o cachecol e resolve-se com o Sr. Costa a aumentar os impostos.
        Certamente que o Luís não tem nenhuma empresa, nem faz a mínima ideia da filantropia que isso envolve em Portugal.

          1. Ia jurar que estavam em questão os exercícios de 2014 e 2015. Mas já reparei que é a falta de realismo deste governo que é questionada, ou o Luís pensa é.

          2. Falta de realismo deste governo? Qual é o seu realismo? Tirar, vender tudo e pôr o Zé Povinho, a pagar, as asneiras de teóricos que o que sabem é impor, sem verem as consequências dessas imposições. Este governo não tem realismo, quer dizer que o seu antecessor que cumpriu tudo, indo mesmo, mais além e os seus amigos da UE impõem sanções a Portugal porque eles não cumpriram. Afinal como é? Anda tudo louco ou já ninguém sabe o que faz e o que sai é asneira.

          3. Sim porque realismo é continuar a salvar bancos falidos (negociatas privadas) á custa de salários e pensões.
            Obviamente Portugal necessita de inumeras reformas que conduzam a maior transparência e sobretudo á diminuição dos custos da máquina do Estado (incluindo cortar nos empresários do subsidio) mas como o Paf não fez nem quis fazer de certeza não poderemos assacar qualquer responsabilidade a este governo.

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