Os bairros pobres


Luís Naves,

loja2.jpg

As pessoas pobres são mais afectadas pela inflação e devemos estar atentos ao que sucede em bairros menos afortunados das cidades ou nas regiões onde o poder de compra é limitado. Os efeitos do aumento dos preços já são visíveis em certas zonas, com sinais de degradação no comércio e falta de compradores ou nos sacos que saem das lojas demasiado leves. Não é fácil gerir um orçamento familiar quando aumentam as hipotecas e rendas, a factura da comida e os preços da energia, ao mesmo tempo que o salário fica na mesma. Há notícias de que isto está controlado, é usada uma linguagem optimista (quando se diz por exemplo que a inflação baixou). Devia dizer-se que está a aumentar mais devagar e bem acima da taxa de crescimento económico: para o ano, os aumentos salariais não podem compensar a subida dos preços de agora. Inflação com crescimento baixo é uma mistura explosiva nas zonas pobres. Depois, virá o fecho de lojas e a redução da produção nas fábricas. Quem estiver endividado, vai passar um mau bocado. A crise que agora começa é mais complexa do que se imagina e os seus efeitos negativos serão rápidos.

imagem Night Café (IA)

26 comentários em “Os bairros pobres”

  1. As pessoas pobres são mais afectadas pela inflação

    É verdade. A inflação tende a ser mais elevada sobre produtos básicos de consumo, especialmente alimentares, do que sobre produtos de luxo. Por isso, as pessoas mais pobres sentem uma inflação mais elevada do que as pessoas ricas.

  2. discordo totalmente do texto. não há falências individuais ou empresariais. a economia prospera a olhos nunca vista. a classe média vive principescamente.

    I HAVE A DREAM
    I am happy to join with you today in what will go down in history as the greatest demonstration for freedom in the history of our nation.

  3. «aumentam as hipotecas e rendas»
    Comprar votos com subsídios ( aos juros e tudo o mais) é mais barato que construir habitação social.
    Favorecer a bandalheira no arrendamento impede que haja oferta.
    (Veja-se a grande inovação: ordem de despejo a executar em 30 dias! Agora? E quanto tempo para a obter? Notificam-te para ir a tribunal e lá nada acontece porque quem foi pago para te notificar não faz a diligência, a troco de uma redução de salário de 1/5!)

  4. Então e não é sempre assim? Porque é que em Portugal havia de ser diferente? E a solução qual é?
    Pois, arrotar postas de pescada é fácil, mostrar como fazer melhor tá quieto.
    É só demagogia, é como dizer que há países que crescem mais do que nós, só que se esquecem de dizer que os países que crescem mais do que nós têm um ordenado mínimo que é metade do nosso.

    1. É sempre assim? Não, não é. Arrotar postas de pescada é fácil. Nesta frase, concordo com o comentador, que de facto veio aqui arrotar uma fácil posta de pescada.

      1. Ora aí está, se ambos arrotamos postas de pescada, parece que o custo de vida não está assim tão mau, não lhe parece?

        1. Vamos lá ver se nos entendemos: não tenho paciência para este tipo de comentário. Vem para aqui como se estivesse na tasca, a desvalorizar o trabalho dos outros. O que escrevo é pensado e dá trabalho. Não gosta, dê corda aos sapatos.

          1. O Carlos é socialista e funcionário público. Para ler os comentários dele é preciso uma latitude que eu felizmente também não tenho. Ele ainda não percebeu que estamos mal por causa do regime que ele defende. Vivem isolados num mundo com regalias a mais e não conseguem perceber a realidade da vida das outras pessoas que estão fora dessa classe privilegiada.

          2. Realmente é estranho, escrever num blog chamado Delito de Opinião e não admitir um comentário por delito de opinião.

    2. Então o Carlos Sousa já percebeu como o ultraliberalismo é bom por causa da baixa inflação…? Foi o Reagan e a Thatcher que começaram a baixa inflação…

      Portugal só “cresce” por ter destruido boa parte da economia lo«ivre ou seja a não politica com os lock downs do COVID. Se amanhã tivermos um terramoto que destrua boa parte de Lisboa também no ano seguinte vamos crescer muito.
      Há mais de 20 anos que Portugal está estagnado. Mas o ordenado minimo tem vindo sempre a subir…

    3. A solução teria sido mais liberdade e flexibilidade no mercado de trabalho, menos impostos sobre quem produz e cria riqueza e termos um Estado que ponha na cabeça que não é o paizinho de empresas cronicamente falidas como a TAP, Efacec e por aí fora, isto é, que se deixe de armar em sr e dono de tudo e deixe os mercados funcionar por um lado e que não hostilize quem cria riqueza. Olhe para a Irlanda e veja os resultados que isto lá produziu. Por sua vez, em Portugal com um Estado que só sabe caluniar e pontapear investidores, que não percebe que as empresas que não servem devem falir para dar lugar a outras mais competitivas, que se recusa a flexibilizar as políticas laborais e que vê na cobrança de impostos sobre o trabalho, poupança e produção a solução para tudo temos o que temos, uma economia em queda livre para a cauda da Europa mas claro ja sei que qual adepto de futebol virá já a correr defender a vergonha de governo que temos.

  5. vai ser igual a quando deslocalizaram as empresas deixando as pessoas sem emprego. a inflação substitui a deslocalização. já vi este filme. penso que é propositado , aos poucos vão ficando com tudo o que era nosso. não há nenhum motivo real para crises , a Natureza não deixou de dar.

  6. É facto que a subida dos salários, a diminuição das horas trabalhadas, a que acresce o não aumento da idade da reforma ajudam à evidência do desastre que se adivinha na UE.
    Depois ainda temos, internamente, a implementação de um sistema de avaliação (SIADAP) que afunila drasticamente a progressão de carreiras e quase coloca ao mesmo nível os salários médios com o salário mínimo.

    1. Os sindicatos fecharam as fábricas?
      Essa é boa, e até faz lembrar aquela sobre a Ucrânia: a guerra rebentou por querer ser na nato e da ue.

      1. Há muitos exemplo que podes analisar: começa na CUF, passa pelos estaleiros de Viana do Castelo e depois vai um a um e observa todo o tecido fabril da região Centro — que já não existe.

        Podíamos depois passar para o eixo Lisboa/Alverca. As fábricas que lá estavam? Agora não está lá nenhuma.

        Sobrevive a VW em Palmela, todos sabemos porquê — mas não sabemos por quanto tempo.

        No norte sobrevivem algumas, porque são unidades familiares ou de nicho. É também uma questão de tempo até as comissões de trabalhadores começarem a dizer como é que devem ser geridas e quantos dias devem trabalhar.

        1. Ó V. isso é outra coisa e não tem nada a ver com sindicatos.
          p.ex. Na Alemanha, as fábricas têm um representante sindical como observador nas assembleias das gerências.

          1. Pois devem ter — e dos bons: as fábricas de carros deles estão todas em sítios onde os ordenados são mais miseráveis: China, México, Portugal, por aí.

  7. A Classe-Média, empobrecida e no desemprego, está sofrer com a inflação criada pelas más políticas praticadas pelo Governo liberal/maçónico do Sr.º Primeiro-Ministro, António Costa, e a união europeia (ue), enquanto paga todo este parasitismo e chulanço da Classe-Baixa e da Oligarquia liberal/maçónica.

    1. O que se está a passar é uma austeridade encapotada. Pior do que a que existia nos tempos de Passos Coelho. Como os socialistas também mandam em Bruxelas e na Sra Lagarde, e foram eles que desenharam estas trajectórias e estas opções para a economia. Infelizmente, Portugal, condenado pela estratégia socialista, a ser um país de comes e bebes, apanha por todas as tabelas que existem, porque além disso as esquerdas destruíram o seu tecido produtivo e não existe capacidade para acelerar a economia e fazer frente à perda de poder de compra, à falta de empregos que deriva da imigração excessiva e aos aumentos que vêm de opções políticas, não vêm da guerra na Ucrânia. O bode expiatório que leva Macron a dizer aquelas barbaridades que normalmente só se ouviriam vindas de um líder tropical.

        1. Liberais?? Não sei que definição de “liberal” tem na sua cabeça e “maçónico” não sei se conta; é um adjectivo que apenas qualifica um bando de malfeitores e não uma receita económica…

          Mas permitir a continuação actividades oportunistas e predatórias que pervertem o equilíbrio entre a oferta e a procura não tem nada de liberal. Se calhar é maçónico.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *