Não nego a necessidade de puxar pela auto-estima, Ana. E creio que existem boas razões para o fazer. Mas, é preciso ter presente que a ajuda de Portugal à Finlândia teve um contexto.O do ataque da União Soviética à Finlândia. E uma agressão, uma guerra, é uma circunstância bem diferente daquela que justifica, hoje, o nosso pedido de auxílio. E que está relacionada com o regabofe despesista do Estado e dos particulares. O altruísmo que estamos a pedir aos finlandeses (e aos outros) é muito mais difícil de justificar.
Claro que tens razão, as circunstâncias são muito diferentes e difíceis de sustentar, do nosso lado. Mas eu não vejo este vídeo como uma crítica aos finlandeses, antes como uma peça para consumo interno (embora a locução seja inglesa). Para mim, a principal utilidade disto é ajudar a contrariar a desesperante tendência que os portugueses têm para dobrar a espinha e adoptar uma atitude de pedintes envergonhados, perante tudo o que é estrangeiro. Sobretudo neste momento em que estamos na mó de baixo, é bom lembrarmos e valorizarmos o que temos de bom.
Vi tudo com atenção, vizinha, e não tenho problemas em dizer que aprendi muita coisa, até algumas que não são propriamente um orgulho nacional. Por motivos bem mais prosaicos, fixei a riqueza da casa “de” Bragança e questionei-me se a justiça não seria falar-se da casa “do” Bragança…
Querido vizinho, percebo o remoque. Mas a casa “do” Bragança que eu conheço, mesmo não sendo rica como a dos seus antepassados, é um luxo de acolhimento! 🙂
Eu, por acaso também coloquei esse video lá no meu ‘estáminé’ mas com medo de algum finlandês de perguntar? “Como é que um país tão glorioso (a palavra aqui não é inocente ;)) com tanta história conseguiu aguentar um Sócrates durante 6 longos anos!
Helena, confesso o meu velho preconceito quanto ao rosé. Embora saiba que hoje em dia há excelentes rosés, ainda não me habituei à ideia de que servem também para portugueses… mas não é por isso que me considero mais portuguesa de gema (e clara)! 🙂
Sou natural do Fundão e orgulho-me da nossa história, assim como as actividades realizadas pelos portugueses ao longo da nossa história – descobrimentos, emigração, receber os “retornados”, etc. O filme está fantástico mas tem que haver um responsável pelo actual momento social, económico /financeiro. Os portugueses e as portuguesas não se podem olvidar deste “pequeno” detalhe. É o momento de não nos deixarmos influencias pelas palavras bonitas, o mais bem vestido, o mais simpático, o mais . . . mais . .- O que está em jogo é o futuro de nosso País. Temos que ser capazes de romper com certos medos. Temos que ser capazes, como afirmou Luis Powells , em Le Matin des Magiciens “, “O homem para estar presente necessita de transformar-se em contemporâneo do futuro”. Serão os portugueses capaz de estar presentes no futuro ou preferem ficar agarrados ao passado recente?
Eduardo, não acho que a recordação do que já fomos seja necessariamente impeditiva de um “despertar dos mágicos” que – concordo consigo – é o mais importante neste momento. Há qualquer coisa de incompatível entre a memória curta dos portugueses quanto à sua História e essa tendência de ficarmos agarrados ao passado, embora ambas sejam características nossas. Somos um povo sui generis, realmente.
Belos e bons tempos em que o exemplo vinha de cima. Digam-me,onde hoje vamos colher o exemplo? Comecemos, um PM que obtem a licenciatura ao Domingo, que em 6 anos mais que duplicou a dívida pública, fiquemos por aqui………..
Singularis, o subterfúgio da licenciatura domingueira de Sócrates é o que menos me preocupa. Só revela saloice e provincianismo, que, comparados com outros defeitos do PM, são quase virtudes…
Excelente, Ana. Vi-o há poucas horas, nas Conferências do Estoril. Vale a pena ver (e ouvir) tudo bem, do princípio ao fim.
Pois vale, Pedro. Estamos todos precisados de uma dose de auto-estima extra na veia. Aqui está ela.
Não nego a necessidade de puxar pela auto-estima, Ana. E creio que existem boas razões para o fazer. Mas, é preciso ter presente que a ajuda de Portugal à Finlândia teve um contexto.O do ataque da União Soviética à Finlândia. E uma agressão, uma guerra, é uma circunstância bem diferente daquela que justifica, hoje, o nosso pedido de auxílio. E que está relacionada com o regabofe despesista do Estado e dos particulares. O altruísmo que estamos a pedir aos finlandeses (e aos outros) é muito mais difícil de justificar.
Claro que tens razão, as circunstâncias são muito diferentes e difíceis de sustentar, do nosso lado. Mas eu não vejo este vídeo como uma crítica aos finlandeses, antes como uma peça para consumo interno (embora a locução seja inglesa). Para mim, a principal utilidade disto é ajudar a contrariar a desesperante tendência que os portugueses têm para dobrar a espinha e adoptar uma atitude de pedintes envergonhados, perante tudo o que é estrangeiro. Sobretudo neste momento em que estamos na mó de baixo, é bom lembrarmos e valorizarmos o que temos de bom.
Tem toda a razão. Valorizarmos o que temos de bom e … sermos patriotas.
Gostei!
Vi tudo com atenção, vizinha, e não tenho problemas em dizer que aprendi muita coisa, até algumas que não são propriamente um orgulho nacional. Por motivos bem mais prosaicos, fixei a riqueza da casa “de” Bragança e questionei-me se a justiça não seria falar-se da casa “do” Bragança…
Querido vizinho, percebo o remoque. Mas a casa “do” Bragança que eu conheço, mesmo não sendo rica como a dos seus antepassados, é um luxo de acolhimento! 🙂
Eu, por acaso também coloquei esse video lá no meu ‘estáminé’ mas com medo de algum finlandês de perguntar? “Como é que um país tão glorioso (a palavra aqui não é inocente ;)) com tanta história conseguiu aguentar um Sócrates durante 6 longos anos!
A resposta talvez esteja na memória curta desse país. Por isso acho este vídeo tão útil para consumo interno.
Ora bolas, eu bebo rosé. Não sou uma portuguesa de gema? 🙂 O vídeo está genial!
Helena, confesso o meu velho preconceito quanto ao rosé. Embora saiba que hoje em dia há excelentes rosés, ainda não me habituei à ideia de que servem também para portugueses… mas não é por isso que me considero mais portuguesa de gema (e clara)! 🙂
Sou natural do Fundão e orgulho-me da nossa história, assim como as actividades realizadas pelos portugueses ao longo da nossa história – descobrimentos, emigração, receber os “retornados”, etc.
O filme está fantástico mas tem que haver um responsável pelo actual momento social, económico /financeiro.
Os portugueses e as portuguesas não se podem olvidar deste “pequeno” detalhe. É o momento de não nos deixarmos influencias pelas palavras bonitas, o mais bem vestido, o mais simpático, o mais . . . mais . .- O que está em jogo é o futuro de nosso País. Temos que ser capazes de romper com certos medos. Temos que ser capazes, como afirmou Luis Powells , em Le Matin des Magiciens “, “O homem para estar presente necessita de transformar-se em contemporâneo do futuro”.
Serão os portugueses capaz de estar presentes no futuro ou preferem ficar agarrados ao passado recente?
Eduardo, não acho que a recordação do que já fomos seja necessariamente impeditiva de um “despertar dos mágicos” que – concordo consigo – é o mais importante neste momento. Há qualquer coisa de incompatível entre a memória curta dos portugueses quanto à sua História e essa tendência de ficarmos agarrados ao passado, embora ambas sejam características nossas. Somos um povo sui generis, realmente.
Belos e bons tempos em que o exemplo vinha de cima. Digam-me,onde hoje vamos colher o exemplo?
Comecemos, um PM que obtem a licenciatura ao Domingo, que em 6 anos mais que duplicou a dívida pública, fiquemos por aqui………..
Singularis, o subterfúgio da licenciatura domingueira de Sócrates é o que menos me preocupa. Só revela saloice e provincianismo, que, comparados com outros defeitos do PM, são quase virtudes…
Não gostei muito. Só da bandeira.
Já não é mau, Javali.