0 comentários em “Ora, cá vamos nós outra vez”

  1. Triste muito triste. O maior problema não é o gasto a construir, é a manutenção e a rentabilidade dessas construções. Se o país for por aí, eu que até trabalho na área saio a ganhar, como um todo saí a perder. O modelo de desenvolvimento que foi seguido a partir de Cavaco Silva e agora interrompido é para repetir? Ele quer mesmo que eu vote no PSD, só pode. Só pode.
    Sinceramente não era muito melhor ele dizer: vamos apoiar e fomentar aquilo que nos-é tradicional e já fazemos bem e em que estamos a inovar (agricultura, vinhos, cortiça, calçado, vestuário….) e apostar nas qualidades do país enquanto centro de inovação noutras áreas e captação de investimento estrangeiro, aproveitando o nosso estilo de vida, clima, património… para potencializar serviços como saúde, turismo, locais de aposentação e o chamado “nearshoring” das secções administrativas das empresas europeias, como operações de marketing e de pesquisa, entre outras. Olhando com “olhos de ver” para os recursos que o aumento futuro da nossa ZEE… O país como Portugal não pode estar de costas voltadas para o mar.
    António “corporações” Costa ei-lo, o nosso futuro primeiro-ministro.

  2. Uma Auto-Estrada da CML (ou do Largo do Rato, agora fiquei na dúvida) até à cela nº 44 parece-me indispensável. Como estão as coisas, leva-se imenso tempo a chegar lá.

  3. Isto é tudo muito triste, mas quando chega a hora do voto, vota-se sempre nos mesmos. Desculpa dos votantes: não temos escolha, os outros, não são partidos de governação, são partidos para contrariarem. É por estas e por outras que depois queixamo-nos, mas queixamo-nos e falamos de quê? Fomos nós que lá os pusemos, mesmo depois de vermos que só nos levam à ruína. Além de todos os outros partidos, há o voto em branco, voto esse que mostra que os portugueses, estão totalmente insatisfeitos com quem nos representa……..

  4. Mas o Costa fala claro, karaças! Vejam só:

    “A dívida pública é pagável ou é renegociável?

    A questão é de outra dimensão. Nós temos recursos financeiros limitados e temos de ter um bom equilíbrio entre os recursos financeiros que estão alocados ao serviço da dívida, os recursos financeiros que têm de ser alocados ao cumprimento das obrigações que temos, designadamente constitucionais, como as pensões, e os recursos que são essenciais para fazer os investimentos imprescindíveis para o nosso futuro.”

    Compreendi perfeitamente.

  5. Eram mais preciosas as hortas semi-abandonadas junto ao antigo apeadeiro de Olivais do que Estação do Oriente.

    Sabendo em 1996/7/8 o que sabemos hoje, imagine-se o que tínhamos lucrado, fazendo algo à nossa medida!

  6. A entrevista a António Costa possui declarações com um alcance vasto. Nesta entrevista António Costa mostra bem mais que a questão em torno do sector da construção (já lá vou a este ponto).
    O choque salarial que Costa aponta tem duas vertentes que importa analisar:
    o aumento de disponibilidades financeiras com consequentes benefícios para a economia;
    o aumento da receita fiscal.

    O sector da construção civil não necessita ser revitalizado, porque o que existiu já não volta. A construção civil só pode mexer se for o sector privado, proprietários, a fazer as remodelações e/ou manutenção dos edifícios que disto necessitem. Provavelmente com apoios municipais e financeiros se as verbas que Juncker anunciou tiverem um enquadramento para este sector específico.
    No cômputo geral foi uma boa entrevista, e deixou claro que isto de mandar as pessoas fazerem-se à vida pelas ruas da amargura, política muito patrocinada por PSD e CDS, não passa de um acto de pseudo-kamikazes que lançam os aviões sobre as populações mas são especialistas em saltar de paraquedas. Isto é, lixem-se os outros que nós procuraremos um encosto.

  7. Esta classe de políticos está obsoleta — e já não é capaz de pensar de uma maneira sofisticada e de construir um projecto de País. Será que ainda não perceberam que o País que eles entrevêem não é o País que queremos ter? Não aprendem com o passado, não sabem ler o presente, são incapazes de imaginar um futuro. Não servem.

    1. Mas você pensa como eles, partilha a mesma cultura política…dos projectos para o país.
      Por isso é que os pede e depois fala em nome de todos os portugueses dizendo que estes querem o seu “projecto para o país”.

  8. Existem em Portugal 400.000 habitações em excesso. Foi o que li algures. Não percebo nada de construção civil, o que vejo, são DEZENAS de casas de lavoura,não poucas muito bonitas, em ruína ou pré ruína ao longo das estradas algarvias, imagino que no interior haverá muitas mais, contrastando com as inúmeras “cidades fantasma” mai-las vivendas tipo “bolo de noiva” de grande dimensão e onde parece só viverem cães, já que nem ao fim de semana se descortinam festas/churrascos ou simplesmente crianças, a compor os verdejantes relvados.

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