
Presumo que seja já o malfadado desacordo ortográfico a fazer das suas: na mesma página e na mesma notícia, encontro a mesma palavra escrita de duas formas diferentes. E nenhuma delas é português. E nenhuma delas é inglês. E nenhuma delas é coisíssima nenhuma, ok??

É muito simples: a palavra inglesa é hockey, a portuguesa é hóquei. (Tal e qual como football em inglês é futebol em português.) Existe um clube cujo nome oficial, oficialíssimo, é Óquei de Barcelos, assim mesmo, sem h. É assim que se escreve o nome desse clube, enquanto que o nome da modalidade se escreve com h. Em suma, a notícia lincada está com uma grafia corretíssima.
Pronto, Luís Lavoura, nesse caso já cá não está quem falou… português. Nem quem falou inglês. Fica só quem fala o dialecto (com c, sim, que ainda não me rendi) oficial do Clube de Barcelos. Ok?
Já agora, só um reparo à sua última frase: a notícia lincada (isto também já é português?) está com duas grafias correctíssimas. Aceita?
🙂
De si aceito tudo, Ana.
Oh, deuses… pára tudo! Este é um momento de ouro do DO: O Luís Lavoura deixou de ser do contra!
Mas como é que vamos sobreviver sem as suas resmunguices, Luís? Nem sei se ria se chore…
😉
Eu cá não sou de intrigas. Mas que ainda vais pagá-las, ai vais vais. Espera-lhe pela próxima.
Não te iludas, Ana. O Luís Lavoura só fica assim nos dias 14 de Julho, para comemorar a tomada da Bastilha.
Pedro e João, homens de pouca fé! Eu acho que o Luís Lavoura, que já provou ser pouco influenciável pela silly season, se converteu finalmente ao espírito do DO. Estava escrito. Rejubilemos, irmãos.
(eu sei, eu sei, com esta é que já me estou a esticar…)
É brasileiro! O que podia ser mais?
Quem, o notário de Barcelos?
O nome oficial do clube é mesmo Óquei de Barcelos, porque, quando foi registada a sua constituição, no Registo não aceitaram outra grafia!…
Um iluminado pré-acordo, está visto. Que los hay, los hay…
hay? Isso é do futuro acordo ortográfico (Ibérico)? 🙂
Hablo de brujos, João André.
e brujas também 🙂
A ideia de ver modificada a bel-prazer de meia dúzia de palermas a língua pátria é algo que não aconteceria (nem nunca aconteceu) num país do primeiro-mundo. Acontece aqui e no Brasil, que está perto de ser, se não é mesmo, o país do mundo com piores classificações no PISA.
A “evolução” do português, uma mutilação monstruosa, é uma das provas mais fortes do nosso atraso cultural e das fraquezas da nossa democracia e do estado de direito.
De facto, a nossa língua tem sido muito PISAda. E, o que é pior, por gente de fato.
Ainda bem que – prontamente – nos apareceu aqui alguém devidamente esclarecido e actualizado para nos informar como deve ser. E o melhor de tudo, é que se apresentou não só ‘atualizado’, como também ‘very up-to-date’, uma vez que nos dispensou as devidas e corretíssimas explicações, tanto em português ‘liofilizado’ como em inglês técnico.
É um luxo podermos ter assim ao pé de nós, gente que veste tão bem, linguisticamente falando, de fato. Oquei?
😉
Suponho que queres dizer alguém ao pê de nós, certo?
Não sejas ‘mairelles’, tá bem?…
Não percebo, hockey que se passa afinal?