Opinião pública.


vidabreve,

A blogosfera, que começou por influenciar os jornais e os partidos políticos, é agora uma extensão dos partidos políticos e dos jornais. As centrais da posta dedicam cada vez mais recursos a abafar o pensamento crítico numa cacofonia de newspeak.

 

Mas enquanto se preparam os próximos ataques à independência da justiça e ao exercício da opinião livre (não julguem que há processos Face Oculta sem uma resposta articulada do poder), vigiar os poderosos continua a ser um dos trabalhos nobres da democracia participativa.

 

Precisamos de reforçar as vozes isoladas, as mais preciosas, frágeis e descomprometidas do nosso ecossistema. Isso é possível recorrendo aos social media.

 

Noto que muita gente bem intencionada, com pensamento próprio, despreza o twitter. É um erro que se paga caro. O estudo honesto destes instrumentos acaba por recompensar quem os utiliza.

 

Mais tarde ou mais cedo, a caixa de ferramentas de um cidadão preocupado terá que incluir isto:

 

Blogging

Micro-blogging (Twitter)

Social networking (Facebook, Linkedin)

Agregadores de social networking (Friendfeed)

Agregadores de RSS Feed (Google Reader)

Social bookmarking (Google Reader, Delicious, Stumbleupon)

Wikis (Wikipédia)

Photo sharing (Flickr)

Video Sharing (You Tube)

Livecasting (Ustream.tv)

Podcasting (iTunes)

 

Os blogs não vão desaparecer, mas já cumpriram a sua função. Há que seguir em frente.

 

Nota posterior: coloquei uma bibliografia de introdução a este tema no meu blog pessoal.

10 comentários em “Opinião pública.”

  1. Não compreendo como é que se pode achar que o twitter serve para algo. Concordo com as outras ferramentas todas [quando são bem usadas, claro, mas aqui somos adultos portanto nada de fotos em bikini e pedidos de amizade ao José Luis Peixoto] agora o Twitter? 180 caracteres limitam o pensamento de cada um. Não se desenvolve nada. Não ajuda em nada. 180 caracteres, senhores, para dizer o quê? que temas consegue desenvolver? e sim, essas ferramentas servem para o desenvolvimento e não para a diminuição da massa cinzenta [e como ela tem diminuido com o tempo].

    Como já viu, acho o twitter uma seca. Mas gosto do “Delito de opinião”. Serve?

    🙂

  2. Twitter? 140 caracteres? O que se ganha com isso? Uma fabulosa capacidade de síntese? Hmm… Fico mais informado com o Twitter do que se estiver a ver a Sic Notícias e a BBC, entre outros canais que vou sintonizando ao longo do dia? Hmm… Ou a ler o delito e outros blogues que me trazem não só notícias mas análise e enquadramento? Hmm…

    O Twitter é uma moda e como moda que é não me parece que esteja para durar.

    Deixo um link sobre o assunto:

    http://news.cnet.com/The-case-against-Twitter/2010-1038_3-6187291.html

    e outro sobre os números:

    http://www.businessinsider.com/the-case-against-twitter-by-the-numbers-2009-6

  3. O Twitter tem várias vantagens:
    – permite seguir notícias em tempo real, a partir dos próprios protagonistas. só Depois essas notícias vão parar aos media.
    – Permite espalhar uma notícia com muito mais rapidez que através do blog (muitos twitters, como eu, usam o telemóvel)
    – permite agregar reacções através dos ashtags e sentir o “pulsar” da opinião.
    – é mobilizador: você pode marcar uma reunião instantaneamente pelo twitter, tente fazer o mesmo pelo blog.
    – permite interagir melhor com outros meios (exemplo: muitos dos nossos twitters seguem o “pros e contras” e vão denunciando as asneiras que são ditas pelos intervenientes — para isto não é preciso um texto longo.

    As pessoas que desvalorizam o twitter raramente percebem para que é que ele serve. Só isso.

  4. A imagem que eu tenho do Twitter é um pouco ambígua. A concisão obriga a uma organização da escrita que pode ser proveitosa. Por outro lado, perde-se o acto reflectido de ler e escrever mais alongadamente, uma vez que nas ferramentas instantâneas a tendência é responder “a quente”.

    1. Mas a verdade é que o twitter não é um meio expositivo: é reactivo e mobilizador. Ninguém “pensa” enquanto twitta: corrige, sim, combina, sim, linka, sim, mas não “pensa” — cada meio tem a sua função.

      1. Certo, mas isso gera “ruído” e portanto a mensagem perde qualidade. Inclusivamente é mais fácil manipulá-la, se houver interesse nisso.

        1. Não me leve a mal, mas é só para lhe lembrar que há muitas gerações que o seu ‘primo’ da Bairrada também gera “ruído” e é manipulado sem ser por maus motivos. Que eu saiba, ninguém se queixa…

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