![thumbnail_20190928_193315-1-1[1].jpg thumbnail_20190928_193315-1-1[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2019/21569125_C5JZQ.jpeg)
O analfabetismo vai galopando, dia após dia, nas colunas dos jornais. Até naqueles que presumem ser mais ilustrados e instruídos. Ontem, numa entrevista publicada num semanário, deparei com esta chocante confusão entre o verbo haver e a contracção de uma preposição com um artigo definido.
Antigamente, quando tais nódoas pousavam no papel, não faltava quem corasse de vergonha. Agora é tempo de encolher os ombros e partir para o dislate seguinte com toda a descontracção do mundo.

À dias assim.
Importa o conteúdo, não a forma.
Por vezes não são “hestagiários” a assinar estas arrepiantes prosas, mas “heditores”.
Não admira assim que cada vez mais se escreva com os pés na imprensa que vai restando.
Há que proteger a gralha.
Não há extinção da gralha.
Como diria o engenheiro André Rúcula da Silva.
o Jornalismo bateu no fundo com o caso Tancos…ficamos a saber que o governo pode intrujar os cidadãos à vontade que o jornalismo da cobertura…que não é uma questão politica…
Isto é uma questão de cultura geral e de notória impreparação dos jornalistas no domínio da língua portuguesa. Nada tem a ver com Tancos nem com questões políticas. Tem a ver com gramática elementar.
A maior parte dos jornalistas não estudou verbos. Aliás penso que com o Eduquês ninguém estuda porque, dizem, pode arruinar a vida aos jovens. Onde se nota mais é quando dizem: “houveram muitos casos…”. Neste caso, se se lhes disser que há um erro eles não conseguem descobrir onde.
Hei-de trazer aqui mais erros de palmatória como este, que vem na edição do ‘Sol’ desta semana. E o de ontem, no ‘Expresso’.
Pois é sempre neste verbo que eu labuto, junto dos meus alunos.
Há minutos… (o tempo que existiu, logo foi/ser). “Houveram” não existe, a não ser no vocabulário de uma presidente de junta de freguesia, aquando da leitura de um conto: “Houveram muitos reis…” – logo os alunos repararam. E nem me venham com o “hadem” que isso então dá-me arrepios.
Faz muito bem em insistir, Rita.
Indigna-me ver erros primários como este impressos em jornais. Muitas vezes cometidos não por estagiários mas por editores – e às vezes até por membros da direcção.
Não seja “intolerante” e “moralista” é o que a cultura que criou isto lhe diria… na melhor das hipóteses, ou então o chamassem de “facista”.
Lembra-me varias professoras e professores que professavam que os alunos não deveriam ser discriminados – Que foi uma das razões porque nos anos 80 as notas passaram de 0-20 para 0-5 do 1-2º ano ciclo preparatório e do 7-9º ano.
Com argumentos de esquerda destruindo num ápice a recompensa pelo esforço continuado da subida degrau a degrau que é precisamente o que os alunos mais desfavorecidos podem conseguir.
luckucky
Confesso que tenho algumas dúvidas — este erro é bastante frequente mas o problema é que aqui não há um tempo infinitivo depois da contracção (que é quando não se contrai a preposição com o artigo) mas um verbo no presente antes.
O que resta das discussões é o que lhe interessa..
Ou estou a ver mal?