A vida antiga tinha raízes, talvez a vida futura as venha a ter. A nossa época é horrível porque já não cremos – e não cremos ainda.
RaulBrandão (1867-1930), Memórias, Setembro de 1910.
6 comentários em “Ontem / Hoje (1)”
Completamente falso. Eu creio. Creio, de facto, ao menos nos apontamentos que aqui no “delito de ouvir dizer mas parece que não é bem como dizem” acaba você por ir semeando, cara Ana Cláudia. Obrigado.
Carlos, inicio esta série não com a vontade de fazer o passado rimar com presente (estou convencida que a História nunca se repete), mas com o desejo de que nos confrontemos (achando eco ou falta dele…) com momentos críticos da vida passada do nosso país (e neles com o pensamento de alguns autores que muito importam). Alguns soarão fatalistas, outros proféticos, outros tragicómicos. Creio que podemos aprender com todos eles.
O que prova que as coisas são cíclicas e tudo afinal é uma questão de ponto de vista geracional. Enorme curiosidade por esta tua série, que começa com bingo.
Ana, de facto, como dizia um pensador que não me vem de momento à memória, ‘a geração é um sujeito histórico’, agora como então. Acredito em ciclos, não em repetições, e este que vivemos ainda não aparece ainda com contornos definidos. Há muito fatalismo no ar, muito ruído, mas creio que a construção de um futuro mais limpo, mais frontal, eventualmente ais duro, só nos fará bem.
Completamente falso. Eu creio. Creio, de facto, ao menos nos apontamentos que aqui no “delito de ouvir dizer mas parece que não é bem como dizem” acaba você por ir semeando, cara Ana Cláudia. Obrigado.
Carlos, inicio esta série não com a vontade de fazer o passado rimar com presente (estou convencida que a História nunca se repete), mas com o desejo de que nos confrontemos (achando eco ou falta dele…) com momentos críticos da vida passada do nosso país (e neles com o pensamento de alguns autores que muito importam). Alguns soarão fatalistas, outros proféticos, outros tragicómicos. Creio que podemos aprender com todos eles.
O que prova que as coisas são cíclicas e tudo afinal é uma questão de ponto de vista geracional. Enorme curiosidade por esta tua série, que começa com bingo.
Ana, de facto, como dizia um pensador que não me vem de momento à memória, ‘a geração é um sujeito histórico’, agora como então. Acredito em ciclos, não em repetições, e este que vivemos ainda não aparece ainda com contornos definidos. Há muito fatalismo no ar, muito ruído, mas creio que a construção de um futuro mais limpo, mais frontal, eventualmente ais duro, só nos fará bem.
[credo, tanta gralha, desculpai!]
Concordo contigo nessa esperança de um futuro mais limpo.
(deixa lá as gralhas, são a graça dos textos…)