Olivais de novo


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Aqueles que me vêm aturando nestes anos – e em particular desde que regressei à Pátria Amada – talvez se lembrem das minhas cíclicas investidas sobre a Junta de Freguesia dos Olivais (Lisboa), sua respectiva presidente, a inefável (sim…) Rute Lima, e o conjunto de decisões, práticas e demagogias que dali vai brotando. Os que me dedicam mais paciência recordar-se-ão ainda de como provei – matematicamente – que foi devido ao trambolhão eleitoral socialista nos Olivais que o presidente da Câmara teve o ensejo de ascender a Ministro das Finanças, pavimentando o seu óbvio rumo a São Bento… Santa serendipidade, deve murmurar Medina, louvando assim as patacoadas dos seus correligionários na freguesia.

Alguns dirão que exagero, que aquela equipa PS de Lima não pode ser tão má como eu a pinto. Pois então comprovo-me, deixando a notícia de há dias que só agora vejo: a Junta de Freguesia desinterpretou a indicação governamental e mandou fechar todos os parques infantis dos Olivais. Foi a única Junta a borregar desta maneira, tamanha a incompetência (para não dizer pior) que lá grassa. E, ao que consta, aos fregueses que acorreram ao seu sítio pedindo esclarecimentos, os autarcas defenderam a sua posição alegando que “está calor, isso faz mal às crianças”. Depois, dias passados, lá emendaram a patetice.

Espero que este exemplo, entre o pungente e o patético, sirva de vez para que me votem indulgência: quando me irrito com a Junta do meu bairro não é coisa de “partidos”. É mesmo porque Rute Lima (colunista do prestigiado jornal de referência “Público”, convém recordar) e sua equipa ultrapassam o imaginável. E sempre insisto, colocados no poder pelo PS em Lisboa, capital do país, entre o Parque das Nações e as Avenidas Novas – numa freguesia com 32 mil eleitores.

Isto deve dizer qualquer coisa sobre a natureza daquela agremiação.

10 comentários em “Olivais de novo”

  1. Não sei o que entende por parques infantis fechados. Continuo a vê-los disponíveis para quem quiser. Devia era criticar os espaços verdes relegados ao abandono( principalmente os interiores) desde os tempos do Rosa do Egipto . Aqui estou 200% consigo. A Presidente da Junta de freguesia não fez nem faz nada.

    Cumprimentos, JPT

    1. Está a ser um pouco injusto comigo neste comentário. Pois não só explícito que só agora reparei na notícia como avanço que a excêntrica decisão foi revertida. Mas deixei ligação no postal à notícia sobre a matéria que não só detalha os passos desta ocorrência como tem fotografias dos parques infantis encerrados. Num outro registo, mais amplo, a que me convoca, faço notar que deixei no texto ligação a anteriores textos mesu sobre os Olivais – e só num deles, que realcei neste postal, tinha deixado ligações a 12 (!) postais sobre aquela Junta (a maioria de 2016 e 2017 – é este, repito a ligação: https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/os-olivais-e-a-derrota-de-medina-13151686 ) e decerto que outros terei escrito. E em alguns deles abordei a matéria dos espaços verdes, ainda que sendo eu leigo no assunto não tenha saberes que me permitam aprofundar como geri-los.

      1. As minhas desculpas. Não foi por mal.
        Os espaços verdes estão a vista de toda a gente ou pelo menos de quem conhece bem os Olivais. É mais uma questão de amor pelo verde do que propriamente orçamental. E aqui sou bastante critico a um desleixo não digo total mas quase.

        Cumprimentos, JPT

  2. Anuncia-se a senhora como “professora universitária”, sendo – a tomar por boa a informação disponibilizada pela agremiação – licenciada e tendo ainda um MBA. Nem doutoramento, nem sequer mestrado. A sua falta não é vergonha alguma (aliás se a licenciatura for pré-Bolonha, bem poderá até ser motivo de legítima vaidade no oceano infindo de “drs.” que por aí vai): mas, com tais qualificações formais, a ensinar no ensino superior, não seria mais correcto, honesto, pretender-se “docente”?

  3. « Quais, quais, oliveiras, olivais
    Pintassilgos, rouxinóis,
    Caracóis, bichos móis,
    Morcegos, pássaros negros, Tarambolas, galinholas, Perdizes e codornizes, Cartaxos e pardais, Cucos, milharucos,
    Cada vez há mais. »

  4. Tem absoluta razão, o problema é que as outras agremiações, quiçá alguma da sua preferência, também não são melhores, na minha ótica, claro.
    A consequência está à vista: continuam no poder.

    1. Sobre aquilo que me diz – até aludindo a uma hipotética “preferência” minha –
      recordo um texto que aqui deixei em Agosto do ano passado, alguns meses antes das últimas autárquicas, onde discorri sobre essa “preferência” e sobre a qualidade das diversas candidaturas, preferidas ou não por mim: https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/eleicoes-autarquicas-nos-olivais-lisboa-13017491

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