Um dia explicava não sei o quê às crianças quando me saiu a frase "… e como o casamento entre pessoas do mesmo sexo é proibido…". Ia continuar quando os vejo de olhos arregalados: – "É proibido?!? Porquê?!?". Não consegui explicar. A verdade é que também não sabia.
Lembrei-me disso e fiquei orgulhosa quando o meu nome foi projectado no ecran do cinema S. Jorge como uma das primeiras 800 assinaturas de um movimento que pede igualdade de direitos no acesso ao casamento. Até me sinto ridícula de tão óbvia que me parece esta reclamação, mas a verdade é que muitas coisas que nos parecem hoje óbvias tiveram que ser conquistada. Toca lá a assinar, vá.

Não sei, não. Pergunto-me: não será discriminatório promover um casamento especial, isto é, entre pessoas do mesmo sexo?
Em que é que o casamento entre pessoas do mesmo sexo será “especial”?
Será tão “especial” como o casamento entre cegos, o qual já hoje existe e é praticado.
À vista de todos?
A única coisa óbvia é que não assino, Cristina 🙂
Para mim o realmente grave é que se assinasse arriscava-me a ver o nome escarrapachado numa cronica da Cancio no DN…
Jamé!
Já está.
Boa, Ariel!
Claro que já assinei.
Claro, Maloud.
pobres crianças …
Também concordo com a adopção, Zé.
Já assinei há muito tempo, Cristina. Não sei se sou uma das primeiras 800 – não sei quantas reuniram ao todo – mas neste assunto nem sequer tive de pensar muito: não é de religião que falamos, é de direitos civis. E esses são inquestionavelmente universais, para mim.
Já assinei.
Calculei, Luís e Ana.
assinei hoje que só hoje vi a petição. e “só” o casamento é pouco
Já lá vamos…