Obviamente, demitia-o!


Dâmaso Salcede,

“Hoje de manhã, antes de partir para a Coreia do Sul, o primeiro-ministro repudiou a atuação do ex-secretário de Estado do seu governo, Hugo Mendes. “Não conhecia esse email”, disse Costa, “e se o tivesse conhecido teria pedido ao ministro Pedro Nuno Santos para o demitir na hora”, afirmou na nota enviada à Lusa antes de embarcar.” – Sapo24.

 

Ver esta bravata de Costa é ainda mais divertido por já nem nos conseguirmos recordar de todos os ministros, secretários de Estado, adjuntos e assessores que Costa manteve até os seus cadáveres políticos exalarem um fedor capaz de enojar um dragão de Komodo.

16 comentários em “Obviamente, demitia-o!”

  1. Não sabe de nada, não viu nada e ainda por cima não ouve ninguém e estamos nisto faz anos tudo porque quis salvar a sua pele de politico depois de ter espetado a faca nas costas de António José Seguro.

    1. Não é exacto: ele estava preocupado em salvar a sua pele de político depois de ter perdido as eleições. A sua transpiração nessa noite mostrava o quanto estava enrascado.

  2. Um PM ministro que nunca é responsável por nada que corra mal. Austeridade? A culpa foi do Passos! SNS em colapso? A culpa foi da covid! Inflação em altas e perda brutal de poder de compra? A culpa é do Putin! Para somar a isto ainda vêm recorrentemente aqueles episódios (caricatos até) em que ele nunca viu, não ouviu, nem sequer sonhou sobre tudo o que de más práticas têm existido no executivo sob o seu comando. Por outro lado, sempre que algo acontece de positivo foi ele e só ele o responsável, é realmente impressionante o nível de xico-espertice e sacanice deste sujeito. Mais incrível ainda é continuar a haver uma legião de apoiantes deste trafulha, não admira que só vejamos países de leste a ultrapassar esta “porca miséria” com a tão elevada iliteracia política deste povo.

  3. Olhe que só lhe acontecem azares,coitadinho.
    Uma pessoa tão recta,tão amigo dos seus sócios,leal aos seus camaradas,ajudando-os,dando-lhes a mão,uma enxada para a vida e depois portam-se mal nas suas costas.Últimamente uns após outros.
    Se se farta quem vai olhar por nós ó povo.

  4. O actual sistema eleitoral entrega demasiado poder político nas mãos de uma só pessoa, o PM, o que é um erro. Falhas graves, é o que está a acontecer.
    Deve o PM ter autoridade sobre os membros do governo?. Sim, certamente, por definição, são uma escolha do PM.
    Deve o PM ter autoridade sobres os deputados?. Não. Afinal foram eles, deputados, que escolheram o PM. Sempre se notaram limitações na prerrogativa, e mesmo na obrigação, de os deputados escrutinarem quem nomearam PM. O erro está na circunstância de dependerem do chefe do partido, o PM, para futuramente virema ser re-introduzidos nas listas dos re-elegíveis.
    Resulta numa AR inoperativa e num PM com demasiado poder.
    Curiosamente, ultimamente, parte da comunicação social destoa, aqui e acolá, e (já) não segue acriticamente a partitura imposta pelo PM.
    Será que presentem um fim de ciclo?.

    1. O seu segundo parágrafo acerta num dos principais problemas do regime: a dependência dos deputados que os inibe de executarem o seu trabalho de escrutínio ao governo. Mas outro problema é o regime estar protegido contra a sua própria mediocridade: de nada vale o eleitorado protestar contra a probreza dos candidatos pela abstenção ou pelo voto em branco, aquele número certo de deputados será sempre eleito.

  5. Qual maioria?. Uma maioria na AR não é a maioria dos portuguêses.

    Não haverá ninguém que explique ao Sr. Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, que 2.301.887 votos no PS não são uma maioria dos votos dos portugueses, nem mesmo dos eleitores recenseados?.
    Nem sequer representam 1/4 dos portuguêses recenseados!.
    Isto sem contar com os 2 milhões e meio de portuguêses que até, EXPLICITAMENTE, votaram contra, o PS!.
    Qual maioria, qual carapuça?. Raio de Lei Eleitoral.

    1. Repito o que escrevi lá em cima: um problema é o regime estar protegido contra a sua própria mediocridade. De nada vale o eleitorado protestar contra a probreza dos candidatos pela abstenção ou pelo voto em branco, aquele número certo de deputados será sempre eleito. No limite, podemos ter um futuro onde apenas os funcionários públicos e dependentes directos do Estado votam nas legislativas, e onde o detentor do poder governa de facto apenas para aqueles grupos.

  6. E engraçado António Costa dizer que demitiria imediatamente o secretário de estado se soubesse do email em que ele aconselha mudar o voo para o Presidente da República, mas isso de usar o poder político que têm sobre as empresas públicas afinal faz parte da cultura do PS! Ora vejam esta notícia de 2017: https://observador.pt/2018/08/25/cp-suprime-comboio-para-utilizar-locomotiva-em-comboio-do-ps/

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