Depois da tristeza que constituiu a perda da liderança do Bloco, estes são os dias felizes de João Semedo.
Depois da tristeza que constituiu a prisão de Sócrates, estes são os dias felizes de Mário Soares.
Depois da tristeza que constituiu o ‘assassinato’ dos Kouachi e de Coulibaly por parte da polícia francesa, estes são os dias felizes de Boaventura Sousa Santos.

É. A brigada do reumático parece andar animada. Ainda bem. É bom ver os velhinhos felizes.
Por acaso o Semedo não é assim tão velho (perdão, idoso (perdão, experiente)) mas, sim, é bom ver gente que foi tendo as ilusões destruídas recuperá-las durante algum tempo.
De facto a morte dos Kouachi e de Coulibaly é difícil de classificar. Foram assassinados pela polícia? Foram abatidos em combate? Foram julgados, condenados à morte e executados? Devem ser chamados terroristas e com terroristas tudo é válido incluindo o abate? E a tortura, admite-se a tortura para terroristas? Responda quem souber, eu não sei.
Como tenho uma mente simplista, eu diria que foram mortos ao resistir à prisão (com Kalashnikovs). Mas, evidentemente, pessoas como o prof. Boaventura conseguem atingir outros graus de subtileza.
Meu Caro: eu alinho consigo. Com terroristas nada de subtilezas. Porrada neles à Bush, o único homem inteligente da civilização ocidental.
Terroristas foram os polícias que tiveram a crueldade de os abater. Está bem assim?
Eu adoro ler pessoas como Você.
Há ali 5 segundos para decidir se se matam os sequestradores ou se estes matam os reféns e depois aparecem aqui a cagar sentenças pessoas que vêem alguém a bater noutro alguém na rua e mudam de passeio rápidamente…
…”alleged”… nao é Sr. Anonimo? 🙂
Os irmãos Kouachi mais o Coulibaly eram só alleged, coitados. Deviam tê-los tratado a arroz doce.
E também há aquele que ia caçar em carro da AR com tudo pago e teve direito a uma reforma ignorando que descontava para a receber. Alegre anda muito entusiasmado, feliz e contente.
O que vou dizer não é simpático. Uma acção terrorista em Portugal, de preferência sem vítimas à excepção dos próprios que se fariam explodir, faz falta. As intelijumências ficavam logo esclarecidas.
Em 2008, em Campolide, houve uma coisa no género.
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Int erior.aspx?content_id=976456