
Pela segunda vez o PS vai agradecer a maioria absoluta que lhe proporcionou. Merece desde já ser feito militante honorário, uma vez que faz mais pelo resultado eleitoral do partido do que qualquer líder do PS.

Pela segunda vez o PS vai agradecer a maioria absoluta que lhe proporcionou. Merece desde já ser feito militante honorário, uma vez que faz mais pelo resultado eleitoral do partido do que qualquer líder do PS.
Santana Lopes é um flop…
Amendes
Peço desculpa pela linguagem, mas estes dois da foto estão-se cagando para o país, e nada mais fazem do que tratar da própria vidinha.
Em relação ao agora auto intitulado primeiro ministro, sem mais delongas e passando à frente de um histórico de apregoar uma coisa e num estalar de dedos fazer o seu contrário, fica este recente e imperdoável pecado e ato de cobardia.
Quando pelos resultados eleitorais percebeu que não iria passar de um nauseabundo cadáver politico, enquanto simulava negociações com o então chefe de governo andava camuflado nos subterrâneos da lama com os inimigos da véspera, que lhe fizeram o frete, a preparar o pulo para a cadeira do resgate feita poder.
Isto é mais uma manifestação da perversidade do monopólio regimental dos partidos.
Uma desgraça para a democracia!
João de Brito
Ainda não se sabe se o PS vai ter maioria. Nas últimas eleições as sondagens davam ao PS uma maioria folgada e Passos Coelho ganhou as eleições.
Não creio que Santana Lopes – perdão, a Aliança – chegue aos 2%. Se o PS obtiver uma maioria será provavelmente por culpa de Rui Rio. O homem parece ter dificuldades em convencer o próprio eleitorado do PSD, e precisava dele e mais qualquer coisa.
Estou curioso acerca das eleições. Basicamente só há partidos de esquerda, incluindo o CDS. Há rótulos de “direita”, mas são uma operação de marketing de certa esquerda. Tirando talvez o PCP, as diferenças entre todos são como as diferenças entre pepsi e cocacola, é tudo a mesma zurrapa. Votar começa a ser claramente um exercício de masoquismo cívico para escolher quem se vai amanhar à conta do povo.
Para mim, um bom resultado seria uma abstenção de 90%. Pelo menos ficava a saber que o pessoal já percebeu.
De acordo, mas o conceito de abstenção teria que ser reformulado.
A dignidade da legitima abstenção exige presença nas urnas com uma campo para esse efeito em cada boletim de voto.
Distinguir entre abstenção e absentismo é essencial para garantir a indispensável transparência politica.
Essa mistura que se faz para todas as ausências serve apenas e só para os partidos donos disto tudo ludibriarem as contas das representações parlamentares.
Meter tudo no mesmo saco e atirar para a vala comum de ausentas não passa de uma inqualificável fraude.
A Constituição devia ter previsto situações dessas, ou possivelmente a Lei Eleitoral poderia ser alterada. Digamos que a partir dum valor de abstenção as eleições teriam que ser repetidas. Ou, exactamente, um quadrado para quem não quer “none of the above”. Com o correspondente lugar vazio no Parlamento.
Francamente, estávamos melhor durante o governo de Passos Coelho, porque havia escrutínio apertado da oposição e dos media. Este governo está à rédea solta, e acaba por ser a prova de que o PCP e o BE só servem para oposição. Alguma vez teria sucedido tudo o que já sucedeu com um governo PPC sem que tivesse havido gritaria e da grande – e justíssima?
Assim de repente; Pedrógão e mais os desvios dos donativos, a CP, os hospitais, as larvas nas cantinas, o roubo de Tancos, os negócios do Costa e Robles, as cativações, o adicional “neutro” ao ISP, Monchique, o Siresp, a CGD, a carga fiscal recorde, e sei que me está a escapar muito.
O facto é que o PCP, e principalmente o BE enchiam o país de cartazes e as ruas de gente aos gritos. Esta coisa do combóio do PS seria impensável – a CP faria greve nesse dia.
Assim como está, é um silêncio podre. Talvez se o PS obtiver uma maioria volte a haver oposição. Se o PSD por milagre a obtiver haverá decerto. Nunca pensei vir a ter saudades dos outdoors demagógicos do BE, mas este silêncio, esta conivência, é pior. Passos não soube fazer oposição, e tem problemas pessoais que cheguem. Rio não pretende fazer oposição. O PR, que tem o mandato mais legítimo, directo, do povo, tem sido duma condescendência incrível.
O nosso povo não tem a capacidade de se manifestar espontaneamente, e o poder está a ser exercido de cima para baixo, quando devia ser o oposto.
Subscrevo. Enquanto não apanharem um susto dos tais 90% não deixarão de pensar neles, somente neles e nas mordomias que os cargos lhes dão.
Desde que percebi que contamos como números o meu voto não cai na urna.