Obrigado, Santana Lopes.


Luís Menezes Leitão,

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Pela segunda vez o PS vai agradecer a maioria absoluta que lhe proporcionou. Merece desde já ser feito militante honorário, uma vez que faz mais pelo resultado eleitoral do partido do que qualquer líder do PS.

7 comentários em “Obrigado, Santana Lopes.”

  1. Peço desculpa pela linguagem, mas estes dois da foto estão-se cagando para o país, e nada mais fazem do que tratar da própria vidinha.
    Em relação ao agora auto intitulado primeiro ministro, sem mais delongas e passando à frente de um histórico de apregoar uma coisa e num estalar de dedos fazer o seu contrário, fica este recente e imperdoável pecado e ato de cobardia.
    Quando pelos resultados eleitorais percebeu que não iria passar de um nauseabundo cadáver politico, enquanto simulava negociações com o então chefe de governo andava camuflado nos subterrâneos da lama com os inimigos da véspera, que lhe fizeram o frete, a preparar o pulo para a cadeira do resgate feita poder.

  2. Isto é mais uma manifestação da perversidade do monopólio regimental dos partidos.
    Uma desgraça para a democracia!
    João de Brito

  3. Ainda não se sabe se o PS vai ter maioria. Nas últimas eleições as sondagens davam ao PS uma maioria folgada e Passos Coelho ganhou as eleições.
    Não creio que Santana Lopes – perdão, a Aliança – chegue aos 2%. Se o PS obtiver uma maioria será provavelmente por culpa de Rui Rio. O homem parece ter dificuldades em convencer o próprio eleitorado do PSD, e precisava dele e mais qualquer coisa.
    Estou curioso acerca das eleições. Basicamente só há partidos de esquerda, incluindo o CDS. Há rótulos de “direita”, mas são uma operação de marketing de certa esquerda. Tirando talvez o PCP, as diferenças entre todos são como as diferenças entre pepsi e cocacola, é tudo a mesma zurrapa. Votar começa a ser claramente um exercício de masoquismo cívico para escolher quem se vai amanhar à conta do povo.
    Para mim, um bom resultado seria uma abstenção de 90%. Pelo menos ficava a saber que o pessoal já percebeu.

    1. De acordo, mas o conceito de abstenção teria que ser reformulado.
      A dignidade da legitima abstenção exige presença nas urnas com uma campo para esse efeito em cada boletim de voto.
      Distinguir entre abstenção e absentismo é essencial para garantir a indispensável transparência politica.
      Essa mistura que se faz para todas as ausências serve apenas e só para os partidos donos disto tudo ludibriarem as contas das representações parlamentares.
      Meter tudo no mesmo saco e atirar para a vala comum de ausentas não passa de uma inqualificável fraude.

      1. A Constituição devia ter previsto situações dessas, ou possivelmente a Lei Eleitoral poderia ser alterada. Digamos que a partir dum valor de abstenção as eleições teriam que ser repetidas. Ou, exactamente, um quadrado para quem não quer “none of the above”. Com o correspondente lugar vazio no Parlamento.
        Francamente, estávamos melhor durante o governo de Passos Coelho, porque havia escrutínio apertado da oposição e dos media. Este governo está à rédea solta, e acaba por ser a prova de que o PCP e o BE só servem para oposição. Alguma vez teria sucedido tudo o que já sucedeu com um governo PPC sem que tivesse havido gritaria e da grande – e justíssima?
        Assim de repente; Pedrógão e mais os desvios dos donativos, a CP, os hospitais, as larvas nas cantinas, o roubo de Tancos, os negócios do Costa e Robles, as cativações, o adicional “neutro” ao ISP, Monchique, o Siresp, a CGD, a carga fiscal recorde, e sei que me está a escapar muito.
        O facto é que o PCP, e principalmente o BE enchiam o país de cartazes e as ruas de gente aos gritos. Esta coisa do combóio do PS seria impensável – a CP faria greve nesse dia.
        Assim como está, é um silêncio podre. Talvez se o PS obtiver uma maioria volte a haver oposição. Se o PSD por milagre a obtiver haverá decerto. Nunca pensei vir a ter saudades dos outdoors demagógicos do BE, mas este silêncio, esta conivência, é pior. Passos não soube fazer oposição, e tem problemas pessoais que cheguem. Rio não pretende fazer oposição. O PR, que tem o mandato mais legítimo, directo, do povo, tem sido duma condescendência incrível.
        O nosso povo não tem a capacidade de se manifestar espontaneamente, e o poder está a ser exercido de cima para baixo, quando devia ser o oposto.

    2. Subscrevo. Enquanto não apanharem um susto dos tais 90% não deixarão de pensar neles, somente neles e nas mordomias que os cargos lhes dão.
      Desde que percebi que contamos como números o meu voto não cai na urna.

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