O zigue-zague.


Luís Menezes Leitão,

António Costa derrubou Seguro com o argumento de que ele não estava a respeitar o passado de Sócrates.

 

 

Logo a seguir, no entanto, largou Sócrates à sua sorte, só o indo visitar uma vez à prisão.

 

Posteriormente, iniciou a campanha, propondo aumentos da despesa pública para estimular o consumo interno, incluindo até a delapidação de 10% do Fundo de Estabilização da Segurança Social.

 

Agora demarca-se de Sócrates, garantindo que não vai apostar em grandes obras públicas nem aumentar a despesa pública.

 

António José Seguro tem andado de forma inteligente em silêncio perante tanto disparate junto. Mas António Costa lá conseguiu que viesse um apoiante de Seguro, Carlos Zorrinho, a um comício seu. O que proclamou este, então? Que “Portugal precisa de António Costa primeiro-ministro na próxima década“. Na próxima década? Só se for então a partr de 2020, que por enquanto ainda só vamos a meio desta década. De facto, a vingança serve-se fria.

0 comentários em “O zigue-zague.”

  1. Parece-me que Seguro, para além do Luís, também teve outros opositores. Na realidade o Luís arranja uns argumentos para poder atacar quem nunca gostou. Mas admira-me que não se coloque também como um dos que se opôs a Seguro.

    Eu mantenho: Seguro era o ideal e surpreendeu positivamente. Tão positivamente surpreendeu que hoje os que aqui o atacavam sofrem de algum sebastianismo.

    Venha Costa porque Passos e Portas não servem. Estes estão demasiado colados a Sócrates para poderem continuar.

  2. Não vamos agora pôr o Seguro ao barulho porque o mal, foi feito e já não há nada a fazer. Não vamos com isso, denegrir a campanha do PS porque não é por aí que a coligação se safa. A próxima década da governação do próximo governo começa em 2020?

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