
Aquilo que por aqui ninguém queria voltou a acontecer. Ontem, ao final do dia, fomos confrontados com o aparecimento do 11.º caso do COVID-19.
Há quarenta dias que não tínhamos casos novos. Voltámos a ter.
De Aveiro às encostas do Douro, passeando pelo Porto, descendo até Lisboa, contactando com mil e uma pessoas. Quantos se terão cruzado com o vírus? Alguém sabe quem o viu? Antes ou depois das 21 horas?
A taxa de progressão do vírus é desabrida. Os nossos vizinhos e amigos têm a casa a arder; saem labaredas pelas janelas.
Há gente a morrer a um ritmo impressionante. Nem os tordos caem tão depressa.
E, no entanto, o nosso tempo continua lento.
O nosso tempo não consegue adaptar-se às necessidades de um combate de vida ou de morte. Temos de ter paciência.
Continuamos a viver com todo o tempo do mundo. Ao sol, olhando o infinito azul do céu, a brancura da nossa luz.
No meu país, o tempo não tem nada de democrático. Escolhe o seu próprio ritmo, que é o ritmo das instituições.
No meu país, o tempo é suicidário, mas pleno de ternura, de carinho e de afectos. Por isso confiamos na Virgem.
Antes e depois da decisão.
Às vezes também sem decisão, no consenso dos dias.

A Virgem desviou o derrame do petroleiro, também vai abafar o covid.
https://www.google.com/amp/s/www.sa bado.pt/portugal/amp/quando-a-diretora-g eral-da-saude-desvalorizou-o-impacto-do-c oronavirus
António Costa, na lista de bens essenciais, inclui o papel higiénico, antes, até, da electricidade.
https://youtu.be/3I2pI69ttcU
E o Vorph a dar-lhe com o papel! Mas está assim tão difícil compreender?
Faz todo o sentido e o senhor PM sabe muito bem o que está a dizer.
Vejamos: que tempos vivemos? Caos, drama, horror, pânico, medo intenso. Ninguém discorda.
Então o que na natureza humana emerge nestas dramáticas situações? Ora aí está, acertou.
Este é o momento dramático,
em que a verdade se apaga.
Todo o cobarde faz força,
e todo o valente se c(p)aga.
Espero que tenha/m ficado esclarecido/s e deixe/m de panicar sobre o papel higiénico.
“Continuamos a viver com todo o tempo do mundo. Ao sol, olhando o infinito azul do céu, a brancura da nossa luz.
No meu país, o tempo não tem nada de democrático. Escolhe o seu próprio ritmo, que é o ritmo das instituições.
No meu país, o tempo é suicidário, mas pleno de ternura, de carinho e de afectos. Por isso confiamos na Virgem.
Antes e depois da decisão.” – Excelente, Sérgio. É o que sinto.
Às vezes também sem decisão, no consenso dos dias.
Eu não consigo perceber o seguinte: Se não devemos ir a correr para os hospitais e centros de saúde (o que tem lógica),a linha SNS 24 está sobrecarregada,onde fazem as pessoas infectadas o teste? Estão sempre a aumentar os casos.
Julgo que, caso os sinais clínicos, que acompanham a gripe, sejam anormais (e anormais para o doente e não para os que se podem associar a uma gripe sazonal ; ex: eu, “engripado” , raramente fico com febre, raramente fico prostrado /sem apetite), então deve telefonar para a linha SOS24, que o deve encaminhar para um hospital. Se, em último recurso, for para um hospital deve ir de máscara e luvas.
Muito Obrigada.
«Aquilo que por aqui ninguém queria voltou a acontecer. Ontem, ao final do dia, fomos confrontados com o aparecimento do 11.º caso do COVID-19.»
Mas que rude golpe para os ainda insistem em “soluções miraculosas”…