
Temos que reconhecer que Tsipras é um vencedor nato, tendo conseguido vergar totalmente os credores. Depois de inicialmente ter tido um sucesso retumbante ao conseguir que a troika se passasse a chamar as instituições, venceu estrondosamente o referendo que rejeitou um pacote de austeridade proposto pelo Eurogrupo. Com isto conseguiu aceitar agora um pacote de austeridade ainda pior. Como Tsipras sempre salientou “hoje a democracia vence o medo“. Os gregos que o digam.

E é mesmo um vencedor, juntamente com outros vencedores. E a Alemanha capitulou.
Mas vamos a questões concretas. Recomendo que leia em detalhe as propostas aqui referidas, em inglês, para verificar que não é correcta a informação de que se submetem a mais austeridade e que existe uma cedência total, e até um agravamento, perante os credores. O PSD/CDS-PP, e quem os pretende seguir, desejam a todo o custo fazer parecer isso.
2. VAT reform
Adopt legislation to reform the VAT system that will be effective as of July 1, 2015. The reform will target a net revenue gain of 1 percent of GDP on an annual basis from parametric changes. The new VAT system will: (i) unify the rates at a standard 23 percent rate, which will include restaurants and catering, and a reduced 13 percent rate for basic food, energy, hotels, and water (excluding sewage), and a super-reduced rate of 6 percent for pharmaceuticals, books, and theater; (ii) streamline exemptions to broaden the base and raise the tax on insurance; and (iii) Eliminate discounts on islands, starting with the islands with higher incomes and which are the most popular tourist destinations, except the most remote ones. This will be completed by end-2016, as appropriate and targeted fiscally neutral measures to compensate those inhabitants that are most in need are determined. The new VAT rates on hotels and islands will be implemented from October 2015.
The increase of the VAT rate described above may be reviewed at the end of 2016, provided that equivalent additional revenues are collected through measures taken against tax evasion and to improve collectability of VAT. Any decision to review and revise shall take place in consultation with the institutions.
Aqui o texto completo: hp?id=10546
http://www.amna.gr/english/articleview.p
Significa isto que as propostas apresentadas anteriormente pelo governo Grego mantêm-se.
E a reestruturação da dívida, conforme Hollande refere, neste momento não estando suspensa, simplesmente será abordada depois do parlamento alemão dar a luz verde para o início das negociações a esta proposta.
Na realidade, ao contrário de outros países, a Alemanha valoriza o seu parlamento.
Mas, em matéria grega, a Alemanha capitulou.
Passos/Portas devem e vão cair, pois não deixaram qualquer janela para a negociação de nossa situação.
Por último, afinal onde se encontra a tão prognosticada saída da Grécia?
A Grécia, para não sair, aceitou implementar medidas de austeridade superiores a 12.000 milhões de euros depois de ter rejeitado em referendo medidas de 8.000 milhões. Se isto é vitória, vou ali e já venho. Como diria o outro, é só fazer as contas.
Quanto vale a inércia?
Já fiz as contas. E as contas que o governo grego anteriormente apresentava apostavam 3xmais nas receitas que na despesa, onde se incluía também uma melhor eficiência fiscal e o alargamento da taxação a outros sectores, como armadores e também na redução da despesa militar, que agora foi aceite.
Estabeleceu-se um sistema de compensações através da revisão futura de alguns itens propostos, e estes foram elaborados também pela equipa francesa enviada por Hollande à Grécia. Hollande começou a mudar.
Mais, sobre as pensões fala.se em melhoria e reforma do sistema de pensões e não no corte de pensões.
Luís, vá ali e volte como afirma. Mas volte depois de ler atentamente o que anexei.
Contas sobre as medidas gregas são com o Ventosidades. Ele é perito nessas coisas e em descobrir PRECISAMENTE O OPOSTO do que tem sido noticiado pelos media especializados, mais credíveis e independentes.
Parece é que o Varoufakis ficou chateado. Mas deve ter sido por ter perdido cabelo.
Luís, deixe-me precisar um pormenor que não abordei na resposta dada ao seu comentário:
O valor só é diferente do anterior porque o que está em agenda neste momento é um período de 3 ANOS. Consequentemente o montante não pode ser equiparado ao que estava em cima da mesa anteriormente, pois o período era mais curto e, também consequentemente, era bem mais pesada a carga.
Eo valor agora em causa, 53 Mil Milhões, para além do pagamento das obrigações vencidas, contém um pacote de estímulo económico.
PS: Já reparou que se Passos Coelho e o PR tivessem tido uma postura mais sóbria em torno da Grécia teriam beneficiado Portugal. Era uma questão de dar tempo e depois “atacar” e dizer: Também estamos aqui e merecemos muito mais que isso!
Mais ainda, a questão da subsidiação ou descontos das ilhas (não de todas) das ilhas gregas foi um tema debatido pelo Syriza e que no anterior memorando, o que foi levado a efeito pelos governos anteriores, estava consentido pela dita troika. Porquê? Procure informar-se sobre isto.
Mas todos nós sabemos que as dívidas europeias e mundiais JAMAIS SERÃO PAGAS ou PAGÁVEIS.
Agora para “distrair” um pouco este tema da proposta. Schauble arranjou um amigo para o resto da vida. E o que escreve até é verdadeiro: ble-quer-grecia-empurrada-para-fora-da-z ona-euro-acusa-varoufakis_223436.html
http://economico.sapo.pt/noticias/schaeu
Nota: Última Hora: Merkel aceita a reestruturação da dívida. Mas lá vai dizendo que não é bem a aceitação de um perdão. A diplomacia é tão gira, Luís.
Qualquer um pode dizer que ganhou, porque este acordo serve apenas para protelar o assunto.
O syrisa foi eleito com base na intenção de acabar com a austeridade, intenção essa que acabou por ser ainda mais legitimada pela recente “consulta popular”.
Por outro lado, atendendo não só à prática dos sucessivos governos que foram assinando acordo atrás de acordo, bem como a própria prática do actual governo nas fases negociais, o cumprimento (ou algo remotamente parecido) desse acordo é bastante duvidoso. Esperar outra coisa é ser um pouco ingénuo. E neste aspecto creio que só será enganado quem quiser muito (de resto ainda vamos a ver o que se vai passar na ida destes assuntos aos parlamentos dos outros países).
Fico estupefacto com esta argumentação.
A. Que vitória é essa da Grécia? A Grécia neste momento luta porque pequenas bolsas de oxigénio, chamar vitória a isto é no mínimo desonesto, tanto perante os gregos, pelo povo, ou pelo simples facto que ainda não foi aprovado nem pelo parlamento grego, nem por aqueles do Euro que tenham de aprovar estas medidas(como o caso alemão) – como bem referiu.
B. Capitulou em que sentido? Já foi rever as afirmações dos lideres eleitos de outras democracias europeias? Quanto muito seriam estes a capitular perante algo em que acreditam e se manifestam DIARIAMENTE (não, não passa em Portugal). É que a voz desses era bastante mais firme para com a Grécia do que a Alemanha – Estes têm também muito mais consciência do que significa o Euro, a UE, os sacrificios impostos durante, agora e no futuro.
Eu sei que é mais fácil só culpar a Alemanha, mas isto não é a caixa de comentários do “noticiasaominuto”, a malta aqui aparenta saber um bocadinho mais.
3. Não é do interesse alemão que a Grécia saia, o que interessa à Alemanha e aos restantes países é de uma vez por todas avançar o dialogo europeu para outros problemas. Isto esperando que a Grécia se reforme, trate de si e do seu futuro. É também necessário que a Grécia cumpra os tratados e resolva retratar-se, ou a zona Euro corre os risco de ser um futuro antro de populistas que rasgam tratados. Esse principio é perigoso e mina tudo, não há solidariedade que lhes valha.
A importância do retratar grego é da vital necessidade GREGA e não alemã ou Europeia, isto porque não foi pela Grécia nem pela economia grega que a Europa se manteve a funcionar nas últimas décadas, muito pelo contrário. A Grécia economicamente falando é irrelevante. Porém, é e muito relevante para os gregos que devem ter em conta que é a começar na sua casa, pela sua cultura, métodos, sistema, que as coisas mudam. Enquanto adiarem isso, bem podem culpar os Europeus, os seus partidos, os deuses do Olimpo que nada mudará.
Os gregos têm de entender que o seu dia-a-dia, a sua forma de encarar os Estado é ALTAMENTE relevante para o produto final. Os gregos têm de entender que os Governos que elegem são o reflexo da sua expressão, subiram num meio favorável a prosperarem – não nasceram nas árvores. Os gregos têm de entender que o facto de não terem entidades reguladoras de orçamentos, fiscalizações, de terem uma inexistente colecta fiscal, e nada ter sido feito nesse sentido mesmo com a troika à perna, não serve propósito algum. Os gregos têm de entender que a queda do seu PIB foi a soma de todos os argumentos usados anteriormente desde a entrada no Euro. Foi uma tempestade com a conivência de todos. Quando perceberem isso perceberão qual é a parte que lhes calha, como eleitores e como cidadãos. Syrizas, FMIs, UE, tudo isto são apenas formas de empurrar com a barriga um problema SEU e que não advém nem da UE, nem da antiga CEE.
Não entendeu o que eu disse. O que eu disse é que o acordo é efectivo. Não fiz uma aposta.
Quando me antecipo nas questões faço afirmações definitivas. Fi-lo em relação ao Não e também em relação à invasão da Crimeia e ao barulho em torno da Ucrânia e outros temas mais que diziam respeito ao transporte do gás natural, à questão da Grécia e do interesse estratégico desta antes de ser notícia nos órgãos mundiais etc. etc. etc. Mas também sobre a questão chinesa (economia), a problemática dos Balcãs, a questão geopolítica no Pacífico e no Báltico.
As propostas do actual governo já indicavam que queriam mudar tudo isso que refere.
Não, não ando a mandar bitaites.
E deixo-lhe aqui uma outra afirmação definitiva:
O próximo tema envolverá Rússia, China, EUA, UK, França e Alemanha em torno do médio oriente.
Fique atento.
Messias Costa: O PS num é o Syriza.
A questão da reestruturação da divida está em cima da mesa, Lagarde já o deixou claro e François Hollande também parece querer ir por essa via. ernacional/interior.aspx?content_id=4671 118&page=2
De resto a manobra está feita. Tripsas tem o apoio da Rússia via BRICS e tem um trato feito com Putim, trato este (no link abaixo) que para além de não interessar à UE também não interessa nada aos EUA.
http://www.dinheirovivo.pt/economia/int
É correcto o que afirma. E esse projecto é mesmo para avançar, pois representa 20 MIL postos de trabalho directos. E a parte grega na sociedade (50%) é financiada pelo Banco de Desenvolvimento Russo.
Até que ponto estarão os EUA e a UE dispostos a ir para travar Putin e reduzir a presença da Gazprom na Europa?
Estarão dispostos a reinventar o perdão? – É que a miss Merckel disse que não concede um perdão clássico, mas não disse que não concedia um perdão moderno.
Finos e delicados andam os equilíbrios geoestratégicos do nosso mundo. Mas que o Putin, mesmo com sanções, anda a somar pontos, lá isso anda.
A minha professora de História do 7º ano de escolaridade abominava quem não entendesse a grandiosa estratégia de Péricles, na gestão da Liga de Delos.
O que fez, o celebrado Péricles?
Pegou na contribuição de todas as cidades gregas contra os persas, passou-a para Atenas, e quando essas cidades protestaram, era tarde de mais, porque afinal tinham gasto tudo a fortalecer Atenas.
Vítimas dessa ciganada, ficaram vassalas dos impostos de Atenas, o que levou afinal a uma guerra interna contra si e não contra os persas.
O Parténon e outra monumentália ateniense foi financiada pelos impostos sacados das outras cidades, nessa aldrabice do “grandioso” Péricles.
Por outro lado, Ulisses foi celebrado não pelo seu valor em batalha aberta, mas sim por engendrar o simples engodo do cavalo, que serviu para deixar Tróia em chamas.
A UE também soube bem fazer o ardil de Péricles, juntando os papalvos no Euro, que funcionou como Liga de Delos, face à economia global, deixando depois os países como vassalos da sua impotência, ao terem delegado a sua soberania a entidades externas.
Ensinar as aldrabices gregas aos gregos?
O tempo dirá, mas creio que Tsipras está a fazer o seu papel de Ulisses, e vai oferecer um cavalo de Tróia, leia-se, um avalo da Tróica, e uma vez aceite esse presente grego pela UE, o que acontece?
Os gregos recebem mais uma pipa de massa, que precisam, e o que vão pagar? Não vão pagar coisíssima nenhuma, nem vão fazer nenhuma das reformas que não querem fazer. E o que poderá fazer a UE contra isso? Não pode fazer nada, tirando chamar-lhes “trapaceiros”… mas isso é apenas chamá-los à glória de Péricles e Ulisses.
No pior dos dramas voltam aos dracmas, mas com a diferença de terem sacado euros à UE antes do Grexit.
Para quem gosta de ciganices, estão todos bem uns para os outros… mas não estão a inventar nada de novo.
regime fraco faz gente forte fraca
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o Vaticano classificou hoje o que está a acontecer à Cristandade do médio-oriente, como Genocídio! na outra margem do mediterraneo está a acontecer um Genocidio Cristão…e é mesmo aqui ao lado…o silêncio da união Europeia e da NATO demonstra bem a consideração que a União Europeia e a NATO tem pelos portugueses…
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/al exis-pirro-7550407
A parte surrealista da questão é que vai terminar como o anterior dinheiro dado aos gregos : nas profundezas do olimpo.
Para Tsipras, como qualquer Marxista os factos não interessam. Interessa o que as pessoas pensam. E se os Gregos pensam que ele ganhou, então ganhou.
E claor que não pensa em cumprir. A novela não acabou, só começou.
O mesmo é válido para os portugueses etc… Já há muito os Unionistas se deveriam ter recusado a dialogar com os Marxistas.
da Grécia:
Mau “Vento” mas bom Iogurte !
Sim, e os bancos gregos só tiveram a ganhar durante quase 6 meses com uma enormíssima invasão de euros.
Varoufakis saiu do cargo há menos de uma semana e voltou ao parlamento na quinta-feira, mas não vai estar para votar no programa do seu ex-Governo. Varoufakis quer passar tempo com a filha que vive na Austrália.
Mais uma vez os senhores da UE ordenaram e os tristes obedecem. Interessante, a senhora Lagarde dizer que a dívida Grega tem de ser reestruturada. Afinal como é? Quem tem razão?
E se for reestruturada acha que a Grécia ganha? Finge que ganha, e o que ganha é aversão aos investidores. Com uma economia que nada representa e nunca representou nem representará aquilo que na realidade os gregos foram habituados desde que tão na CEE/UE, só me parece um tiro no pé. Só a malta activista de sofá é que pode advogar em nome de uma suposta solidariedade à distância que isso é bom. Revela ignorância e desfaçatez. Eu pelos videos e reportagens que vejo, secalhar também consigo orientar as tropas que combatem o ISIS, epa, “é só apontar mais para a direita”
Pela sua óptica resta-lhes a morte lenta. Não têm economia, jamais a terão, resta-lhes a agonia até só fim. O mal da Grécia e de Portugal porque tal como eles, jamais conseguiremos pagar a dívida é termos maus generais a comandar soldados que não sabem nada de nada. Não se esqueça que também a nossa dívida é impagável e que a nossa fraca economia foi-se e a que resta, está nas mãos de chineses, americanos, franceses… E os grandes empresários que por aqui estão têm as suas empresas sediadas na Holanda… Está é a realidade que tentam esconder, mas que só não vê quem não quer.
Esqueceram-se da adenda secreta. Tudo aquilo é teatro. O Alexis sabe negociar. A dívida da Grécia, como da Europa em geral, é impagável.
Isso de ser impagável também é teatro, como tudo o é.
Melhor fosse teatro, mas não é, infelizmente. É a realidade nua e crua, tanto a deles, como a nossa, são impagáveis. Estes tecnocratas o que sabem fazer é: austeridade, rebentar com as economias dos países em crise, emprestar dinheiro para se pagarem juros e a dívida sempre a aumentar. Isto é uma aberração económica e ainda há quem diga que isto está certo. Como, não se entende.
Quando não agrada é só teatro, cinema e novelas.
Olá Sr. Professor, tenho acompanhado assiduamente as publicações do Sr. e gostaria de ver o Sr. publicar também alguns delitos de opiniões sobre Angola. Como a nossa nova lei geral do trabalho… Situações como a de que Angola não ratificar o novo acordo ortográfico, sendo que não temos uma Almedina, Coimbra, Principia ou Porto editora. Somos obrigados a ler o novo sistema ortográfico (cá designamos de acordo da preguiça)…