É o que ninguém sabe acerca de ti que te permite conheceres-te a ti mesmo.
Don DeLillo, Ponto Ómega. Edição Sextante, tradução de Paulo Faria.
É o que ninguém sabe acerca de ti que te permite conheceres-te a ti mesmo.
Don DeLillo, Ponto Ómega. Edição Sextante, tradução de Paulo Faria.
Essa é a via do eremita na gruta… que após muito esforço, concluirá apenas que se reduziu a si, ao espelho que quis acomodar em si.
Para se conhecer a si mesmo, é preciso acomodar os outros em si, e incluí-los na sua reflexão, no mesmo lugar do espelho.
Não creio que a mensagem seja que nos devamos fechar ao mundo, antes que é a análise das áreas mais pessoais, que os outros não conhecem (ou assim nós julgamos), que mais informação nos pode proporcionar sobre nós mesmos – incluindo as que decorrem do contacto com os outros. Aliás, pouco depois de publicar o post eu já estava arrependido do título que lhe dei; creio que “A importância das coisas íntimas” (segredos, medos, dúvidas, desejos, prazeres proibidos) seria mais correcto.
Sim, mas eu não quis ler assim, porque esse é o sentido “desconfiado do outro”, que ainda é pior, porque pretenderá induzir o leitor em incertezas.
E… mais uma vez, só podemos analisar as nossas diferenças se nos confrontarmos com o que conhecemos dos outros. Quanto menos conhecermos dos outros, menos saberemos de nós próprios.