O valor dos segredos


escafandro,

É o que ninguém sabe acerca de ti que te permite conheceres-te a ti mesmo.

Don DeLillo, Ponto Ómega. Edição Sextante, tradução de Paulo Faria.

3 comentários em “O valor dos segredos”

  1. Essa é a via do eremita na gruta… que após muito esforço, concluirá apenas que se reduziu a si, ao espelho que quis acomodar em si.

    Para se conhecer a si mesmo, é preciso acomodar os outros em si, e incluí-los na sua reflexão, no mesmo lugar do espelho.

    1. Não creio que a mensagem seja que nos devamos fechar ao mundo, antes que é a análise das áreas mais pessoais, que os outros não conhecem (ou assim nós julgamos), que mais informação nos pode proporcionar sobre nós mesmos – incluindo as que decorrem do contacto com os outros. Aliás, pouco depois de publicar o post eu já estava arrependido do título que lhe dei; creio que “A importância das coisas íntimas” (segredos, medos, dúvidas, desejos, prazeres proibidos) seria mais correcto.

      1. Sim, mas eu não quis ler assim, porque esse é o sentido “desconfiado do outro”, que ainda é pior, porque pretenderá induzir o leitor em incertezas.
        E… mais uma vez, só podemos analisar as nossas diferenças se nos confrontarmos com o que conhecemos dos outros. Quanto menos conhecermos dos outros, menos saberemos de nós próprios.

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