Alguém, com um resto de lucidez, devia ajudar o PS. Como se não bastassem os vários episódios relacionados com os cartazes socialistas, temos agora que alguns militantes, não satisfeitos com o triste espectáculo que o partido tem apresentado aos eleitores, decidiram cobrir-se um pouco mais de ridículo. Pelo visto, a PàF utilizou para alguns dos seus cartazes imagens de cidadãos estrangeiros. E vai daí, almas socialistas, em lugar de deixarem o fecundo tema cartazes correr suavemente para o esquecimento, vão de dar relevo ao tema. É como se dissessem, olha, os do PáF são tão pataratas como nós. E isso, convenhamos, não é grande estratégia. Por um lado, é triste que o termo de comparação sejam os desastres e não os sucessos. É como se estes militantes socialistas fizessem mira a si próprios na esperança de que a bala, por ricochete, acabe por acertar no adversário. Por outro lado, trata-se de comparar o incomparável. No caso dos cartazes da PáF, foi utilizado um banco de imagens para para ilustrar uma formulação genérica: pretensa evolução das condições de igualdade de género ou das exportações, por exemplo. Nos cartazes do PS, em contrapartida, o que tínhamos eram testemunhos supostamente na primeira pessoa, sinalizados pela utilização de aspas, com uma ligação directa de um rosto a uma situação concreta de desemprego ou precariedade. Isto é, os cartazes do PS vendiam uma mentira descarada e constituíam um claro abuso do direito de imagem. Ora, se o ditos militantes do PS não percebem isto, só temos uma de duas: ou consideram os eleitores parvos, pretendendo agora por via do alvoroço e da confusão lançar-lhes areia para os olhos, ou são dotados de uma invulgar queda para a patetice. Num caso ou noutro, não se auguram grandes resultados. Dito isto, é justo referir que os cartazes da PáF são também eles fraquinhos, fraquinhos. Só mesmo a desorientação de alguns militantes socialistas que teimam em compará-los com aqueles que constituíram o desastre comunicacional do PS poderia ajudar ajudar a valorizá-los.
O teu cartaz é tão mau como o meu
Rui Rocha,

O que fica de triste, é que há gente a mais,em que a verdade e seriedade, tem duas bitolas; e isso leva-os a atitudes que envergonham;andam com tanta ganas de ir ao pote, que prevejo que partem os queixos.
Ou que lhes caia um cartaz em cima.
«Alguém, com um resto de lucidez, devia ajudar o PS.»
Não, não devia.
Também é capaz de ter razão.
🙂
Mas há quem ajude:
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interio r.aspx?content_id=4724029&page=-1
Esta, pelo menos, foi bem esgalhada.
Já nem o DN tem o pudor de fingir.
De facto…
Caneco!
Caro Rui,
a propósito deste seu texto, da estratégia de comunicação – ou falta dela – permita-me que questione a sigla da coligação (PPD/PSD – CDS/PP – assim parecem muitos!!): PáF.
Esta sigla, PáF, se não estou em erro, foi em tempos usada por Mário Henrique Leiria num dos sue contos do gin, ilustrando uma realidade de certa forma, podemos considerar – face ao ambiente que os cartazes, ou seja a estratégia de imagem, provocaram -, actual. Se me permite:
«MANIFESTAÇÃO DE APOIO
A multidão invadira a praça, rodeando a estátua que lá em cima apontava, imperativa, a grande glória da pátria. Espezinhando canteiros, inundando ruas adjacentes, vociferante. A manifestação.
Os gritos indicados. Guinchos. Várias crianças à procura da mãe e do pai.
Era o apoio. Incondicional, ininterrupto, ao primeiro-ministro.
Ali, na praça enorme e paciente.
O primeiro-ministro olhou por uma das janelas, no terceiro andar antiquíssimo do Paço Ministerial. Sorriu levemente. Apalpou a cara, passou uma das mãos pela lapela do casaco, numa carícia inconstante. Acenou com a cabeça, discreto, um pouco irónico, ao ministério perfilado no fundo da Sala dos Actos.
Dirigiu-se à varanda alta, sobre a praça apoplética.
Abriu a janela num gesto amplo e paternal e deu um passo em frente.
Ouviu-se um som murcho e abafado, uma espécie de PaF das bandas desenhadas, lá em baixo no empedrado decorativo que circundava o Paço.
Alguém tirara a varanda. Toda.»
LEIRIA, Mário Henrique – Novos contos do gin, seguido de Fábulas do próximo futuro. 2ª ed. Lisboa : Estampa. 1978. p. 195
Não tenho dúvida: PàF é terrível. Portugal à Frente e Passos por trás. Ao nível dos cartazes do PS.
Eu ajudo com prazer o PS, quando ele estiver mesmo à beirinha do precipício…
Com aquele empurrão!….
Despache-se am. Ou eles ainda se atiram sozinhos.
Onde param… o Zé “Justiceiro” e a Helena Roseta a” Impoluta “??
Cartazes:
Empresa BZZ
” Só da Câmara de Lisboa, recebeu ajustes directos no valor de 8836 mil euros, entre 31 de Dezembro de 2008 e 19 Setembro 2014, enquanto António Costa era presidente”
CM
Por esta ninharia de amostra:
António Costa —- “A Confiança” — bem que a merece…. Assim o Povo o ajude!
Estão a banhos que tem estado calor.
Para mim é-me completamente indiferente os cartazes. Não olho para nenhum ou se olho não ligo porque nada daquilo me diz nada. É dinheiro mal gasto que poderia ser aplicado em serviços aos mais necessitados.
São inúteis, sim.
Ajudem o Costa a perder com dignidade.
Vi hoje aqui na rotunda, o cartaz com o dão sebastiao Costa com um ar rosado. Deviam ter vergonha ou estão mesmo apostados em perder as eleições.Nojo.